Justiça garante direito de candidato aprovado em concurso em Monte Alegre após uma década

Publicado em por em Boa Notícia, Monte Alegre, Pará, Política

Justiça garante direito de candidato aprovado em concurso em Monte Alegre após uma década
TJPA: decisão em favor de um concursado em Monte Alegre. Foto: reprodução

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) rejeitou, por unanimidade, o recurso final apresentado pela Prefeitura de Monte Alegre contra uma pessoa aprovada em concurso público municipal.

A decisão foi tomada durante a sessão virtual realizada na semana passada. A medida põe fim a uma batalha judicial que já se arrastava por mais de 8 anos nos tribunais e garante o direito ao candidato de assumir o cargo público para o qual foi aprovado.

Publicidade

Saga e a longa espera

A história de Elias Pinheiro Antunes começou há 11 anos, quando ele prestou o concurso público, em 2015), para o cargo de agente de operação e fiscalização de trânsito. Elias conquistou a 16ª colocação. Como o edital oferecia apenas 10 vagas imediatas, ele ficou inicialmente na lista de espera .

A situação, porém, mudou quando os candidatos convocados nas vagas imediatas não compareceram e houve a desistência formal deles, além de um outro servidor já empossado na quinta colocação ter pedido exoneração em fevereiro de 2017. Com a abertura dessas vagas e a desistência dos candidatos anteriores, a Justiça entendeu que Elias passou a ter o direito garantido de ser nomeado.

Como a prefeitura não o convocou de forma voluntária, Elias recorreu ao Judiciário em março de 2018 por meio de um mandado de segurança. Desde então, a tramitação do caso arrastou-se de 2018 até 2026.

Entenda a decisão

No julgamento recente em segundo grau, o plenário do TJPA analisou o chamado agravo interno em recurso especial. Esse é um recurso técnico apresentado pela Prefeitura de Monte Alegre para tentar reverter decisões anteriores favoráveis ao candidato e levar a discussão para os tribunais superiores, em Brasília.

Sob a relatoria do vice-presidente do TJPA, o tribunal decidiu conhecer do recurso e negar-lhe provimento. Todos os desembargadores seguiram o voto do relator.

Problemas técnicos

Publicidade

Além dos debates sobre as vagas, o caso de Elias também sofreu com a lentidão da própria burocracia do sistema de Justiça. Entre setembro de 2021 e agosto de 2022, o processo físico foi digitalizado e enviado ao sistema eletrônico da Vara Única de Monte Alegre. Contudo, a migração foi feita com especificações genéricas nos documentos.

Por conta disso, em agosto de 2023, a desembargadora Rosileide Cunha determinou que os arquivos eletrônicos fossem devolvidos à comarca de Monte Alegre para que fossem corrigidos e os documentos fossem individualmente organizados.

O juiz local determinou a abertura de chamado técnico para sanar os erros, processo que levou mais de um ano para ser devidamente concluído e certificado, estendendo ainda mais a espera de Elias.

Com o veredito unânime da corte máxima da Justiça paraense, a longa jornada de Elias finalmente alcança o seu desfecho, consagrando o direito ao trabalho que ele conquistou há mais de uma década.

O JC mais perto de você! 📱

Gostou do que leu? Siga nossos canais e receba notícias, vídeos e alertas em primeira mão:

Sua dose diária de informação, onde você estiver.


Publicado por:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *