Longe do rádio, Edinaldo completa 70 anos

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Edinaldo Mota completa hoje 70 anos. Mas não está feliz, por 2 razões:

1ª) Não se encontra em Santarém;

2ª) Está longe dos microfones do rádio, sua paixão (depois, é claro, da professora América Mota), há quase 1 ano.

O radialista está em Belém, desde a semana passada, cuidando da saúde. De lá, por recomendação médica, deve seguir a Goiânia, para exames oftalmológicos.

Vice-prefeito de Belterra, onde nasceu, Edinaldo Mota, por conta da isquemia que o abateu recentemente, não deve voltar mais à rádio Guarany FM, para fazer o seu programa diário.


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11 Responses to Longe do rádio, Edinaldo completa 70 anos

  • Sou o próprio Dino. Lisonjeado pelas carinhosas referêcias, agradeço penhorado a graça das lembranças dos amigos que, com certeza, mesmo depois que eu me vá serão motivo de algumas gargalhadas ou, simplesmente, recordações do radialista nascido em Óbidos, cidadão santareno e belterrense (por decretos das respectivas câmaras municipais), com forte descendência arapixunense, do que muito se orgulha.

  • Parabéns, Imortal do rádio. Se não estou enganado, o nome do programa que ele comandava na Radio Rural era “Papo informal”. Edinaldo Mota inventou um novo jeito de fazer FM em Santarém. Muita saúde, paz e JESUS no coração. A vida é muito mais do que vivemos aqui.

  • Essa é uma histporia velha. Já ouvi de outros, o script é o mesmo, só mudam os personagens. Ém Santarém, já ouvi a mesma históra, tendo como personagem Sebastião Tapajós e um seu convidado etc…
    Tá faltando criatividadde na praça!

  • Excelente comentário de Juscelino Ferreira sobre Edinaldo Mota, eu sempre lembro do programa na Rádio Rural, salvo engano o “Desperta Amazônia”, caso eu esteja enganado por favor corrijam-me.
    Hoje Dr. Edinaldo Mota, porém, o estimado, querido, conhecido e amado é o radialista, locutor Edinaldo Mota. No rádio pela manhã sempre que tocava uma música que citava a palavra América, o mesmo com todo respeito brincava e lembrava a Professora América Mota.
    Ao Edinaldo Mota e família saúde, paz, e fé pois a vida continua.

    Ao escrever este comentário eu lembrei a professora Ednélia Mota, sempre alegre.

  • CAUSO MOCORONGO

    Vejam só, essa pequena estória me foi confidenciada por Edinaldo Mota em Alter do Chão, certo verão de 2006, quando ponteava meu violão e Edinaldo saboreava um wisk com gelo de água de coco, na varanda anoitecida e vadia de sua acolhedora residência.

    O famoso poeta santareno, Ruy Barata, quando vivo, costumava vir de Belém e ficar em sua casa de praia em Aramanaí, Belterra Pará. Em um dos anos exatamente no dia em que antecedia o aniversário de Edinaldo, Ruy ligou de Belém dizendo que chegaria dia seguinte e que gostaria de ficar na praia belterrense.

    Edinaldo tinha um caseiro, que morava na comunidade e cuidava de sua residência na beira do Tapajós, foi receber Ruy Barata no aeroporto e levou direto para o Aramanaí. Chegando lá recomendou ao caseiro, que cuidasse bem de seu hospede e que lhe fizesse tudo o que lhe pedira. Despediu-se de Ruy e voltou para Santarém para comemorar seu aniversário.

    Edinaldo Mota é afilhado do advogado Alarico de Barros Barata que era o genitor de Ruy Barata, obidense de renome, por isso tinha muita intimidade com o poeta paraense que sempre que enchia o saco de Belém se mandava para Santarém para curtir o luar do Aramanaí e fazer seus melhores poemas.

    Bem, Edinaldo retornou dois dias depois, para buscar Ruy e lhe levar ao aeroporto, pois Ruy deveria voltar para Belém, então já encontrou o poeta na estrada próximo a casa, arrumado, pronto para ir embora, imediatamente embarcou Ruy no veículo e foram para o aeroporto.

    No caminho do Aramanaí até o aeroporto Ruy lhe disse:
    – parente, volte depois aí na sua casa que eu lhe deixei um presente. Não vou dizer o que é, é surpresa… Não esqueça!

    Tudo certo, Edinaldo despachou o Poeta que pegou o avião e partiu rumo a capital. Quando voltou em sua residência no Aramanaí, já haviam se passado uns dois dias e foi recebido pelo caseiro que afoito foi logo lhe dizendo:

    – Mas dotor Edinardo quem é aquele velinho maluco? O sinhô nem sebe, ele bebeu quase uma grade de cachaça… E pra piorá, antes dele saí pra i imbora, pegu um carvão e riscu sua parede da sala… O diabo escreveu de cima imbaixo… Mas num se preocupe que já apaguei tudo, lavei e pintei…

    Edinaldo Correu para a sala de sua casa e viu apenas uma misura do que era um poema escrito por Ruy Barata, como presente de seu aniversário. Passou a mão na cabeça olhou para o caboclo e saiu cabisbaixo… Não havia nenhuma possibilidade de recuperar a obra.

    Hoje certamente aquela casa na praia do Aramanaí seria lugar de visitação para turistas, se por acaso, o caboclo não tivesse cometido inocentemente um crime contra a arte e a cultura. Edinaldo ao me contar esse causo, disse que não demitiu o caboclo, por entender de sua pouca instrução.

    Parabéns Meste dos mestres, feliz aniversário!
    Nelson Vinencci

  • Salve, Salve Ednaldo Mota!

    Para nós que somos jovens e estamos chegando ao mundo da comunicação,
    este sempre será um ícone, uma figura admirada e que verdadeiramente soube
    fazer dos meios onde passou um espaço democrático e de valorização da pessoa
    humana.

    Parabéns ao eterno radialista!

  • Parabéns ao Dinossauro do rádio, fico feliz em fazer parte do circulo de amizade de sua familía, tenho sempre boas lembranças da epoca em que comemorava o natal e outras bebemorações junto com vocês, que Deus ilumine vc e que recupere logo sua saúde. Maguila

  • SAÚDE, muita saúde para você, lenda viva do rádio paraense. Que Deus te permita viver muito, que ele também te recupere a saúde e que traga de volta o sorriso que nos acostumamos a ouvir nas manhãs de Santarém.
    Parabéns e muito obrigado por não me deixar chegar atrasado na escola. Sim, era ouvindo o seu programa que sabia a hora certa de pegar a canoa e ir para escola. Aliás, que saudade daquele tempo, da canoa, do lago, da escola coberta com palhas, do rádio de pilha e do seu programa. Muito obrigado Mota, por não deixar que eu me perdesse no tempo lá no meu querido Arapiuns.

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