Medalha Felipe Bettendorf

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Foto: Ronaldo Ferreira
Agraciados com a Medalha Felipe BettendorfFoto Ronaldo Ferreira

Começaram hoje (10), oficialmente, as comemorações dos 350 anos de Santarém, com a entrega da mais alta comenda concedida pelo Poder Executivo – a Medalha Padre Felipe Bettendorf.

6 pessoas foram contempladas com a honraria, em solenidade realizada na Câmara de Vereadores pela manhã: Agostinho Coleta do Couto (empresário), Jocivan Antônio Pedroso (médico), Lusia Lobato (líder comunitária de Alter do Chão), Raimundo Pereira de Vasconcelos (empresário), João Carlos Lobato (indigenista) e Phebus Canaan Dourado (laboratorista), que através de seu neto, Diego Dourado, recebeu a comenda in memorian.

Com informações da Prefeitura de Santarém


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16 Responses to Medalha Felipe Bettendorf

  • Padre João Felipe Bettendorf, belga de nascimento, amazônida por opção e missão, religioso jesuíta, artista plástico, homem de letras e de justiça (formado em Direito Civil) e desbravador – construtor da primeira capela de N.S.ª da Conceição, de taipa, na então Aldeia dos Tapajós – emblematicamente encarna o espírito pioneiro, de vanguarda, de dedicação social e sensibilidade artística que reflete os anseios da nação santarena. Merecidamente receberam a comenda o incansável defensor da pessoa idosa, empresário Agostinho Couto; o otorrino Dr.Jocivan, que deixou o conforto do consultório para dedicar-se ao sorriso de centenas de crianças com lábios leporinos; o empresário Raimundo da Rayana, que de criança trabalhadora vendendo picolés e doces , com seu pioneirismo hoje encarna os mais inesquecíveis sabores tapajônicos em seu afamado e acolhedor restaurante; o Dr.Phebus, in memoriam, pioneiro das ciências laboratoriais na cidade e que, em vida, jamais deixou de acolher e servir os mais desfavorecidos do povo, que não tinham como pagar um exame necessário.
    Comovente ver o encontro da cabocla Dona Lusia Lobato Borarí, com o caboclo sertanista João Lobato Zo’é: matilhas diversas, mas a mesma chama do empreendedorismo social, abraçando os povos nativos, os povos da floresta, os ribeirinhos, os caboclos, os indígenas. Ela, “soldada da borracha”, liderança natural e autêntica, lutadora do Sairé, compositora (juntamente com Dona Teté) do adorável “Hino de Alter-do-Chão”, mãos abençoadas que nutrem e adoçam a vila balneária com seus doces e licores, agregadora da comunidade em seu espírito trabalhador e festivo. Ele, guerreiro dos sertões, há mais de quinze anos batalha pelo povo Zo’é, em meio ao isolamento geográfico, às pressões dos exploradores, às carências financeiras, aos desmandos dos poderosos e às burocracias governamentais, que tantos males causam à maioria das populações indígenas. Lobato, figura etérea e zen-hinduísta na cidade, transforma silêncio casmurro em ira santa quando se trata de defender os direitos indígenas, e há décadas faz a guerra cá fora para garantir a paz, a saúde e a tranqüilidade lá dentro, no seio da comunidade Zo’é, como o fez entre os tantos povos indígenas junto aos quais viveu e defendeu em mais de 30 anos de Amazônia.
    Injusto, portanto, o comentário de que são homenagens “para os de fora”, mesmo porque dos seis agraciados, quatro nasceram na região (Belterra, Curuá, Urucurituba …); os outros dois vivem e se empenham na Amazônia por décadas. Santarém é a Amazônia que abraça muitos povos: paraenses, cearenses, maranhenses, paulistas, árabes, judeus, japoneses, americanos, quilombolas e variedade de nações indígenas, entre tantos outros…Como o abraço dos rios Amazonas e Tapajós, é essa diversidade cultural e espiritual que nos faz fluir em solidariedade e beleza para o grande mar do Futuro… Parabéns a Santarém e aos seus filhos (de todas as origens), pelos 350 anos, muito bem vividos!

  • Parabéns para dona Luzia, adorei…

    Acredito que quem escolhe quem vai ser agraciado com a medalha Padre Felipe Betendorf deve ter critérios, pois a honraria é digna. Parabenizo a todos (as), contudo, quero expressar minha satisfação e a grande alegria que sinto por ver entre os agraciados deste ano, a ilustre dona Luzia, tenho um respeito imenso por ela, sou sua admiradora, fá da sua sabedoria e consumidora de suas iguarias feitas com um talento sem igual, tenho um carinho especial, ela lembra muito a minha avó, assim que é muito difícil ir em Alter sem lhe fazer uma visita, vou para ver-la, mas também para bebericar os licores de açai, buruti, araça, caju, cupuaçu, deliciar-me com os bombons e desfrutar dos doces, égua, aqui nessa lonjura lembrar dessas delicias é sofrer a dor da saudade em dobro. Estou feliz pela senhora dona Luzia, assim como toda Vila de Alter, me congratulo como indígena Tapuia que conhece está Guerreira Borari, e com certeza seu mérito é por sua luta incansável pela garantia do direito ancestral dos Borari de existir com identidade no seu território, parabenizo a dona Luzia e a família em nome da nice, da neca e do nelson…Parabéns dona Luzia e parabéns a Perola do Tapajós, Santarém do meu amor…como dizia o poeta…não permita senhor que ninguém goste mais do que eu de Santarém…a saudade mata a gente moreno…

  • A escolha é digna de elogios; todos representam e engrandecem esta terra mocoronga. O Raimundo, com toda sua simplicidade recebe com largos e sinceros sorrisos à todos em sua PEIXARIA RAYANA, hoje orgulho de Santarem.

  • O Agostinho Couto é um dos mais antigos empresários de Santarém. Todo mundo está ‘careca’ de saber, mesmos os ‘gaúchos’ e outros alienígenas.
    Agora, uma correção: os 350 anos nascem da fundação de Santarém quando era simples ALDEIA missionária (e não Vila, que ocorreu muitos anos depois…). A aldeia dos Tupaius foi fundada pelo Padre João Felipe Bettendorf, em 22 de junho de 1661, conforme histórica pesquisa de Wilson Fonseca, o nosso conhecido maestro Isoca (ver o livro “Meu Baú Mocorongo”).
    Parabéns aos homenageados, todos merecedores.
    Saudações tapajônicas.
    Zezé do Tapajós.

  • Sei não tem alguma coisa errado nisto td, ainda não consegui entender a finalidade desta medalha, mas um dia chego lá.

  • Jeso, permita-se complementar a mensagem anterior, por ter deixado por último a homenagem in memorian; houve um lápso de memória. Faço agora, pelo merecimento ao colega Laboratorista Phebus Dourado e a sua família. Ele fez muito por merecer a Comenda. Reafirmo, o gesto do Poder Executivo foi relevante e merece tbém parabéns.

  • Ilustre Jeso Carneiro, permita-me essa oportunidade ímpar de me expressar sobre as Homenagens e homenagiados. Com a mais solene Medalha Padre Felipe Bettendorf ofertada pelo Poder Executivo de Santarém. Injustiça Não. Já que os seis homenageados receberam a comenda em comento, porque tinham méritos. Da minha parte, quero parabenizar: O grande empreendedor (empresário) santareno, o amigo Agostinho Couto; tbém grande e prestimoso desportista santareno. Só tinha um defeito, sendo um Leão ferrenho, como sempre queria bater na minha Pantera negra; nem sempre conseguia. Merecida sim, a comenda ao médico santareno Dr. Jocivan Antonio Pedroso; colega e amigo do meu irmão Dr. Nonato Fernandes. E, não poderia deixar de citar com muita satisfação a Dona Lusia Lobato, autêntica líder comunitária de Alter do Chão, sei muito bem de sua vida dedicada, do seu desempenho em prol dessa Vila exótica, fui muitas vezes a sua residência, conversar e beber café. Meus Parabéns a sua família, a todos e todas de Alter do Chão.

  • Raimundo Pereira de Vaconcelos? Onde fica a empresa dele? quais suas contribuições relevantes a Santarém? não sei porque ainda me assusto…

    1. Anne o seu Raimundo é dono da Peixaria Rayana, é um grande exemplo de empreendedorismo para aqueles que quiserem conhecer sua história profundamente e eu sou mais um dos seus muitos admiradores.

      Assim como os outros, merece muito este reconhecimento.

  • Meu Queridíssimo Irmão Agostinho, ilustre mocorongo de Itapipoca! A honraria, a meu sentir, vem definitivamente coroar os festejos pelos 350 anos de Santarém (me parece que da Vila de Santarém, eis que a cidade é mais nova) com um brilho especial. A história de Santarém, na política, no esporte, na área social e em tantas outras áreas não pode ser contada sem passar pelo seu curriculum. Posso afirmar, sem medo de errar, que v. é um dos pilares do comércio santareno, começando desde quando um incipiente centro se fazia presente e lá v. estava com sua Casa Gaúcha, na Rua do Comércio esquina com 15 de Agosto. Hoje Santarém é uma potência, polo econômico, polo acadêmico, polo esportivo e o meu Querido Irmão continua, plantando nos seus filhos, meus sobrinhos, o gosto pelo nosso chão, fazendo escola nestes, que o sucedem à frente dos negócios por v. fundados. No entanto, com o vigor de uma criança toca novos negócios, novas frentes brotadas de sua inesgotável criatividade, constelando com antigos e novos empresários, muitos dos quais por sua inspiração. Parabéns, Querido Irmão! Que o GADU lhe cubra de mais bênçãos na certeza que colhemos o que plantamos. Com admiração, seus irmãos, Rosane e Helvecio.

  • Parabéns a todos os merecidamente condecorados. Mas gostaria de comentar o quanto vejo com alegria a homenagem ao João Lobato. Num momento em que Santarém começa a conversar e tentar entender o que é ter, entre muitas de suas maravilhas, índios historicamente isolados. A tendência é simplificar a questão, é não considerar a necessidade de manter a opção de preservação cultural dos Zoe´s frente a fortíssima presença e intervenção das missões evangélicas internacionais. A simpificação é recorrente e é sempre negativa.

    João Lobato busca apoio e trabalha 24 horas pelo convencimento da importância do trabalho que realiza. Com personalidade peculiar é daquelas pessoas em que o personagem, o indigenista, tomou quase completamente o homem simples, aquele mineiro que gosta e faz poesia.

    O acesso à serviços, em especial de saúde que os Zoé´s hoje tem a sua disposição é uma referência internacional e é fruto de uma dedicação á causa dos índios isolados. E esse empenho o fez montar uma equipe de apoio, alguns voluntários que consagram esse belo desempenho da Frente Cuminapanema. E é justamente isso que eu queria ressaltar. O João Lobato é um caboclo que tem uma causa, que dedica sua vida à ela. Que sofre e mingua nos tempos ruins e vibra nas vitórias, com cada criança Zoé que nasce, com cada sorriso e abraço que recebe quando está no “mato” como ele diz.

    Abraço fraterno Comendador João Lobato

  • Como sempre muita homenagem para os de fora e nenhuma HONRARIA para os nativos desta terra. Quantas personalidades importante nativas desta terra estão pór ai e essa turma não enxerga. Que pena!!

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