Eleição 2012: pato em corrida de ganso

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por Paulo Cidmil (*)

Há poucos dias, mencionei ser a candidatura de Marcio Pinto/PSOL a única que talvez possa ser chamada de terceira via nas eleições de Santarém.

Minha opinião, sobretudo após a não candidatura de Erick Jennigs/PV, é que, caso exista essa via, a única possível é a candidatura do PSOL. Acho que Márcio tem o direito de postular a condição de ser uma alternativa possível ao eleitor santareno.

Isso ele vem conquistando ao se lançar uma segunda vez como candidato, apresentando programa de governo com propostas alternativas; pela postura de seu partido, ao nível nacional e regionalmente, e por ser a candidatura que mesmo sem tempo de TV e Rádio, sem recursos, sem grande suporte partidário, sem coligação com outros partidos, acredita ser possível mudar a forma de fazer política em Santarém. Vai nadando contra a maré e sonhando com outros rumos para política no município.

Infelizmente o PSOL, por vezes demais arraigado a posicionamentos ideológicos (que entendo também são necessários), típico dos movimentos sindicais, estudantis e dinossauros leninistas, exacerba nesses conceitos e não leva em conta a pluralidade da sociedade brasileira, não compreendendo que só existirá governo democrático se esse governo refletir essa sociedade plural. Aí, claro, excluindo-se os ladrões e maus intencionados.

Parece que as eleições no Rio de Janeiro e Belém irão trazer um novo oxigênio para o interior do PSOL e o farão repensar as suas estratégias. É sintomática a postura da grande mídia, que se esqueceu de lembrar que o PSOL é fruto de dissidência do PT, cujo estopim foi o agora comprovado mensalão.

A preocupação do PT com o crescimento do PSOL é tamanha, que hoje, o Lula já aparece mais que Eduardo Paes na propaganda eleitoral do Rio de Janeiro, Eduardo Paes que é um dos prefeitos com melhor avaliação dos que estão disputando reeleição.

Avalio também, que a votação de Marcio Pinto irá refletir a insatisfação do eleitor santareno, e que, as eleições municipais em todo o País, irão dar ao PSOL uma capital (Belém) e provocar um segundo turno na segunda maior cidade do País (Rio de Janeiro); transformando o nanico PSOL em um Partido em franco crescimento.

A divulgação das ultimas pesquisas realizadas em Santarém, a primeira da Doxa realizada antes da propaganda eleitoral (Blog do Jeso 15 a 18/agosto) e a segunda da BMP realizada após o inicio da propaganda eleitoral (O Estado do Tapajós, 24 a 28/agosto), só reforçam a minha convicção que será Marcio Pinto o candidato que sairá das urnas com uma votação acima dos prognósticos dos analistas de Von, Lucineide e José Maria Tapajós.

As duas pesquisas apresentam resultados idênticos. Exceto claro, a diferença significativa entre Von e Lucineide. Se na da DOXA/Jeso, Lucineide tem 22% e Von 40%, na da BMP/O Estado do Tapajós, Lucineide perde cinco pontos percentuais para Alexandre Von que aqui tem 45% e Lucineide 17%, o que aumenta a diferença entre os dois de 18% para 28% a favor de Von. O que não é real. Atribuo isso a origem de cada uma das pesquisas, sua metodologia e o direcionamento das perguntas. E aqui não entro no mérito de quem adotou o método mais adequado.

Quanto aos outros resultados os números são praticamente idênticos. José Maria Tapajós Na primeira aparece com 14% e na segunda 13%, Marcio Pinto na primeira tem 7,7% na segunda 8,6% crescendo 1%, Rubson Santana tem os mesmos 2,4% em ambas e os INDECISOS na primeira somam 12% e na segunda 11%.

Esse resultado me leva a pensar que os programas de rádio e TV, os debates e o corpo a corpo dos partidos não influem na intenção de voto do eleitor ou que estão totalmente equivocados, sem trabalhos para mostrar, sem propostas para apresentar, sem poder de convencimento e incapazes de interferir em um quadro já cristalizado. Não creio nisso a quarenta dias das eleições.

Outra opção é aceitar a hipótese de que é apenas Lucineide que esta fazendo uma campanha desastrosa e perdendo votos para Alexandre Von. E vou além, todos os outros candidatos estão impotentes diante do fenômeno eleitoral Alexandre Von. Também não creio nisso. O índice de rejeição de Alexandre Von desmente qualquer hipótese dele representar um fenômeno de votos nessas eleições.

Na minha avaliação, a campanha de Lucineide esta cometendo um grave erro ao usar o slogan NÃO! E NÃO! para combater Alexandre Von. Além de mentiroso, todos sabem que Von defende o Estado do Tapajós, é de uma lembrança traumática para a nossa população e agora esta sendo associado a ela Lucineide (isso é uma grande falta de criatividade). Ficar esbravejando NÃO! E NÃO! (lembrando a humilhante derrota que tivemos que engolir), dizendo que Von é aliado do governador inimigo do Tapajós, enquanto Von inaugura obras e repartição do Estado em Santarém, não é uma ação inteligente.

Lucineide tem muito para apresentar. Realizar a comparação entre o governo Lira Maia/Von versus governo PTista que Lucineide faz parte, ainda é a melhor estratégia. Sei que é uma tarefa difícil, Lira Maia deixou a cidade entregue aos urubus e o PT, com muito mais recursos, transformou Santarém na cidade dos buracos, foram 16 anos de maus tratos.

Mas Lucineide fez muito pela educação e realizou uma gestão sem escândalos de desvio de verbas em sua pasta. Seria bom também ela sinalizar que terá independência, autoridade, apresentar um novo projeto, outro secretariado e dizer que não será capacho nas mãos de figuras do PT e PDT.

Também chama atenção os 14%, 13% de José Maria Tapajós, mas não é algo surpreendente. Candidato com eleitorado cativo e de um partido com grande capilaridade social, com bancada nas Câmaras Municipal e Estadual; Secretarias e muitos cargos no executivo do município, o PMDB de José Maria Tapajós, não tem um projeto alternativo de governo para Santarém, tem um projeto de poder, cujo foco são os interesses pessoais.

A candidatura de José Maria irá dar um certo protagonismo à legenda, o que ajudará o partido, que certamente vai eleger no mínimo três vereadores. Eu avaliava que Zé Maria iria renunciar para apoiar Lucineide ou Von, mas creio que isso não irá acontecer pelo fato de hoje ele ter números até certo ponto surpreendentes. Apostando em um bom resultado o PMDB irá vender caro o seu apoio ao futuro governo seja ele quem for.

Zé Maria não ficará órfão, é um provável ocupante de pasta no Executivo na composição do futuro governo municipal e também ganha densidade eleitoral para disputar uma cadeira no legislativo estadual nas próximas eleições. Para quem sabe propor a criação de mais um município em nossa região, projeto que certamente contará com todas as bênçãos de Belém, inviabilizando mais uma vez a possibilidade de um segundo turno em Santarém.

Apesar de contar com recursos para campanha, os números de Zé Maria Tapajós já estão batendo no teto e ele não ultrapassa os 20%. O que será uma grande vitoria para uma candidatura com o seu perfil: sem projeto político alternativo que o diferencie de Von e Lucineide, sem carisma para que possa fazer uma campanha com apelos populista e sem comunicação fluente, fundamental a um político que queira disputar eleição majoritária.

Os números já definiram a candidatura de Rubson Santana, se não renunciar em favor de um dos candidatos à sua frente, não irá ultrapassar os 5%. O que significa dobrar a sua intenção de votos que hoje é de 2,4%. Sua candidatura servirá para torná-lo conhecido como político e dará visibilidade ao seu partido, construindo um caminho para as próximas eleições.

Quanto a Alexandre Von, não há o que falar de um candidato que surfa em um favoritismo absoluto, mas tenho algumas afirmações e perguntas que gostaria de saber a resposta.

Ao propor uma Santarém sustentável, Von botou em pauta uma discussão que chega com muito atraso e hoje é inadiável, acertou em cheio. Resta saber até onde ele irá implementar e endossar políticas públicas que objetivem essa nova filosofia de gestão, que em muitos casos contrariam interesses hegemônicos.
Outra pergunta que creio não seja só minha: até onde irá a presença do deputado Lira Maia em sua Administração. Quantas secretarias o deputado colocará debaixo do braço a pretexto de contemplar o seu partido Democratas? Essa pergunta cabe também à Professora Lucineide com relação à família Martins.

Assim, resta a candidatura de Marcio Pinto que é originária de um Partido com diretrizes claras e que seus filiados observam; embora tendo em suas fileiras algumas figuras com perfil autoritário, propõe um programa de governo comprometido com gestão que vise o interesse publico e o zelo pelo erário. E a se avaliar pela atuação de seus políticos em todo o território nacional o PSOL tem credibilidade para reivindicar o discurso da ética na política.

Marcio Pinto até última pesquisa acusa uma intenção de votos que soma exatamente o dobro da que conquistou em 2008. Vejo o voto em Marcio Pinto como uma ótima alternativa para o eleitor desanimado diante das candidaturas de Von, Lucineide e José Maria Tapajós, que parecem o mesmo, do mesmo que é dado ao eleitor há 20 anos.

Nada posso falar de Rubson Santana, não o conheço, assim como também não conheço Marcio Pinto, mas sua intenção de votos e principalmente o seu Partido não o estão credenciando a ser uma terceira via eleitoral.

Marcio Pinto é o candidato que nos últimos 20 anos não contribuiu ou participou das péssimas gestões que se sucederam, é o candidato a quem não podemos imputar muitas das mazelas de nossa política, também é o único que aparece ao eleitor com propostas alternativas de gestão garantindo a participação popular, proposta que pelas diretrizes de seu partido é possível dar crédito e confiar (o PT promete isso em Santarém mas não faz).

As pesquisas apontam 12% de indecisos e cerca de 35% de eleitores que podem mudar o voto, este é um dato importante porque revela que 47% do eleitorado na verdade ainda encontra-se indefinido. Márcio, que detém a menor rejeição e uma proposta que o diferencia dos demais, é o candidato com maior potencial para conquistar esses votos.

Outro fato importante que os números estão apontando com muita clareza: o próximo prefeito de Santarém não terá sequer a metade dos votos do eleitor santareno e deverá se eleger com 38% a 42% dos votos.

Longe de ser um aventureiro ou de já estar derrotado antes da abertura das urnas, a candidatura Marcio Pinto/PSOL, que muitos consideram um pato em corrida de ganso, pode ser uma ótima alternativa e um voto de desabafo diante do cinismo que se tornou regra na política santarena. Marcio pode até ser pato, mas não será um pato de terreiro, poderá se tornar um pato do mato, daqueles que alçam voo e são muito comuns em nossas regiões de várzea lá para as bandas do Pindurí, Igarapé do Costa e Guajará.

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* Santareno, é produtor cultural e filiado ao PPS em Santarém. Reside no Rio de Janeiro.


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18 Responses to Eleição 2012: pato em corrida de ganso

  • Isso não é um artigo de opinião e sim propaganda disfarçada para determinada candidatura. Resta lembrar que isso pode ser enquadrado como infração eleitoral. Inclusive para o blog. Em que pese ser da lavra de outra pessoa que nele postou.

    1. Você está redondamente enganada, S. Silva. Opinião não é propaganda eleitoral. É opinião. Qualquer pessoa pode emiti-la, qualquer pessoa pode declinar o seu voto. Isso é cláusula pétrea da Constituição deste país.

      1. Meu caro, “Vejo o voto em Marcio Pinto como uma ótima alternativa para o eleitor desanimado diante das candidaturas de Von, Lucineide e José Maria Tapajós, que parecem o mesmo, do mesmo que é dado ao eleitor há 20 anos.”, achas mesmo que expressões eivadas de juízo de valor favoráveis ao candidato podem ser chamadas de emissão de opinião isenta? A mim me parecem mais um meio de persuação de quem lê o que nisso está escrito. Persuadir é bem diferente de opinar.

        1. Porém, tens razão em um ponto o dirieto de opinar existe e o respeito muito disponibilizar esse espaço para que o debate francamente ocorra, ainda que discordando as opiniões sejam contrarias as tuas.

          1. Minha cara ou meu caro S SILVA, dizer que acho uma boa escolha o voto no Marcio Pinto é apenas a minha opinião. Não sei de onde vc tirou que a minha simples opinião será capaz de persuadir as pessoas a votarem em Marcio Pinto.
            se minha opinião fosse capaz de convencer você a pensar no futuro de Santarém e votar no Marcio Pinto ai eu acreditaria, pense nisso.

  • Existem pelo menos dois processos eleitorais em Santarém. Um caracterizado pela capacidade de intervenção e proposição dos candidatos, acúmulo político e inserção social … outro pela manipulação da opinião pública, onde infelizmente atuam os acordões políticos com campanhas milionárias. As pesquisas eleitorais conflitantes mostram isso… Situam o eleitor como peças descartáveis.
    Enquanto a onda for corrupção, mensalão, Cachoeira (Demóstenes é do partido de Lira Maia- DEM), interesses de famílias, violência e intolerância… O PSOL continuará nadando contra a maré. Eu voto 50.

  • Paulo se me permite algumas reflexões penso que o cenário é esse:
    No Rio de Janeiro ao longo dos últimos 20 dias a margem de queda de Paes foi de apenas 1%, (possui 53% das intenções) contra 13% de Freixo (datafolha), portanto o receio não é tão grande assim, a apresença do Lula já era esperada, agora talvez para assegurar logo no primeiro turno a vitória de Paes, mas se olharmos o ponto de partida de cada candidato não existe nenhuma supresa além da queda de Rodrigo Maia cedendo espaço para Russomano. Inclusive por lá o Psol apresenta na propaganda eleitoral um candidato a vereador citado na CPI das milícias suposto responsável pela venda de terrenos irregulares. Em outras capitais com execeção de Cuiabá e Fortaleza os candidatos do Psol não passam de 5% das intenções (pelo menos no levantamento de dez capitais além das duas citadas – Rio e Belém, (os resultados podem mudar dependendo de quem realizou a pesquisa). O grande impacto mesmo está em Belém onde o candidato do Psol está com 47% das intenções de votos contra apenas 16% do segundo colocado, se levarmos em consideração que o candidato já tem experiência em governar a cidade e em disputar eleições por lá, podemos dizer que já está quase garantido. Quanto a análise do PT em querer colar no Von a mensagem de quem o apoia é contra o Estado do Tapajós, a então senadora do Psol pelo estado do Pará também fez campanha contra a criação do estado, se dizia a favor do plebiscito mas contra a divisão, então se isso pesar na balança de um pode pesar na balanaço do outro. Penso que a candidatura de Marcio ainda está amadurecendo, talvez se colocarem um vereador ou dois poderão construir um cenário mais propício para a eleição futura, mas nesse momento em que a eleição está pautada em campanhas que exigem certos recursos e com um horário reduzido para apresentar suas propostas dificilmente terá condições de crescer além desses percentuais, se ele se apresenta como uma terceira via? o tempo irá responder.
    abçs

  • Li o artigo mais por curiosidade, já pelo meio deu pra sentir um excesso de melado em cima da candidatura de Márcio, pareceu-me mais um dos muitos filmes românticos que eu adoro onde tudo é previsível e no final todos são felizes para sempre.
    Se no cinema isso me fascina, na vida real e na política as coisas não são bem assim. Conversando em casa sobre o que faz um candidato se eleger ficamos horas pensando numa resposta. Seria carisma, competência, apadrinhamento, credibilidade, honestidade?
    Complicadíssimo responder principalmente no perfil de candidatos e eleitores da região norte. Até hoje eu ainda não consegui entender como “políticos” como Zé Maria Tapajós foi por 20 anos vereador em Santarém (pra mim é uma incógnita já que não sei o que essa criatura fez pelo município), o candidato Márcio que tirando a participação nos últimos anos no sintepp onde esteve a frente como coordenador e participante do comando de greve dos professores no governo Ana Júlia, no demais o que esse moço fez? Boa intenção e bom caráter apenas não habilita ninguém a qualquer coisa. Mas temos o Alexandre Von que já experimentou e mostrou o que pode fazer (eu me lembro), sim, claro! O cano na previdência e o roubo do dinheiro da merenda escolar, tá foi no governo Lira Maia, mas Von era o vice prefeito e secretario de planejamento, fora isso nesse período eu vi, eu vi gente grande falida se reestruturar. Aí pensei em Rubson, até ele aparece na TV no horário político e eu me assustar com que eu vi e ouvi, ainda falta muito conteúdo.
    No último dia de apresentação da candidatura do PT escolheram a professora Lucineide, e automaticamente liguei a sua imagem a grande contribuição que ela deu na educação do município a ponto dos pais dos alunos preferirem as Escolas do município as do Estado (em greve).
    Li a nota de resposta que a presidenta Dilma deu ao FHC, lembrei de Lula e de Maria do Carmo que pegaram o Brasil e Santarém quebrados. Tive certeza que o futuro e não o passado é que devemos mirar. Valeu Dilma: Valeu Lucineide, é 13!

    1. E antes que o psdb fale do mensalão quero lembrar que o ministro Joaquim Barbosa reforçou a tese de que os contratos entre as empresas de Marcos Valério e o Banco Rural não passavam de uma fachada para o esquema de caixa 2 montado para irrigar contas de campanha do então candidato ao governo de Minas Gerais no PSDB, Eduardo Azeredo.

    2. Muito bom seu cometário, e por tudo isso que votarei em Lucineide apesar dos pesares, vejo mais qualidades nela que nos outros candidatos!

  • Esta análise do Paulo Cidmil está muito boa, principalmente porque foi feita buscando imparcialidade; é oportuna para fazer bons comentários.

    O último texto que li do Paulo a este blog, “ Um candidato de credibilidade”, apontava que Santarém estava sem alternativa, principalmente com o não lançamento da candidatura do Erick Jennings, e ainda apontava a necessidade de unificação de diversos partidos pequenos para construção da alternativa; mas neste novo texto ele, ousadamente, resalta o acúmulo de Marcio Pinto e do PSOL; não somente ele fez isso, mas outros professores, blogueiros, jornalistas e até candidatos já comentaram e endossaram esse crescimento.
    Fica uma pergunta no ar, o que mudou na conjuntura que possibilita ao PSOL se firmar como terceira via, como seu slogan, dá pra ser do jeito certo, postula?

    Já não cabe mais caracterizar o PSOL como um partido de ultra-esquerda como fazem vários veículos de comunicação. Paulo deve está tendo a oportunidade de acompanhar a brilhante campanha do Marcelo Freixo no Rio de Janeiro, que tem polarizado com a mega estrutura de Eduardo Paes com apoio de Lula, que dentre outros méritos, conseguiu trazer de volta para um projeto político, figuras como Caetano Veloso e Chico Buarque, há no Rio até um movimento declarado PTistas com Freixo; o PSOL também demonstra peso na atuação de sua bancada no congresso tendo seus parlamentares eleitos sucessivas vezes como os melhores pelo prêmio Congresso em Foco,o principal fórum político de jornalistas. E nesta eleição disputa na corrida a prefeitura de Belém com a possibilidade de ganhar no 1° turno. Um partido de “ultra-caricato” como um PCO ou PRONA etc, jamais teria condições de chegar e manter essas circunstâncias.

    Também não cabe a caracterização de que PSOL será um novo PT, como outros veículos mais alinhados com o governo tentam caracterizar, exatamente por causa da “ideologia”, que como todo ideal contra-hegemônico, precisa travar enfrentamentos sim, inclusive com o senso comum que é ditado artificialmente pelas vias principais, mas no Rio e em Belém o PSOL segue quebrando a lógica de que eleição se vence com acordões da partidocracia, grana de corrupção, maquina pública, e dinheiro de empresários abutres investidores do ramo político. Alias foi à ideologia que fez, em Belém, Edmilson sair do PT na época do mensalão, sem ideologia ele estaria agora no mesmo buraco em que está Ana Júlia Carepa, e a cidade de Belém estaria sem alternativa. O PSOL segue longe de política de conciliação de interesses, alianças espúrias, posicionamentos contraditórios e o fisiologismo anacrônico que não permitem que partidos ditos de centro, como PV, PPS, PSB, PCdoB etc se postulem seguramente como alternativas.

    O que mudou para o PSOL nessas eleições, não foi o discurso e nem a conjuntura, mas a possibilidade de intervenção real de um grupo político que tem aumentado suas fileiras de quadros militantes, o que é talvez o mais importante pra vencer os aparatos das candidaturas milionárias, e que a cada pleito amadurece devido ao contato com a população por dentro e por fora das eleições, nos sindicatos, escolas, universidades e bairros. Basta ver que a qualidade dos programas eleitorais do horário político, e a qualidade do Márcio nas entrevistas e debates na TV e Rádio.

    Na verdade Paulo, o que credencia Márcio Pinto a se postular como alternativa para Santarém, não é o seu mérito de candidato de credibilidade, mas sim o grupo político em que ele se situa, e que melhor do que numa chapa de coalizão de nanicos, essa coesão se dá por convergência de interesses coletivos, e não de interesses particulares. É isso talvez que esteja faltando para o Erick.

    Para alavancar as campanhas alternativas, ainda há ainda muito para se descontruir como as falácias do “voto útil”, “experiência comprovada”, o método da compras de votos e demais artifícios das vias colaterais. Porém estamos construindo aí à alternativa que se mantém firme nas ruas e que, obviamente, está aberta pra que quiser somar.

  • Admirável o esforço de Paulo Cidmil

    Dedicar tempo para “analisar” pesquisas, principalmente de Santarém, não tarefa para gente comum.

    Tiberio Alloggio

    PS
    Fui consultar Irmã Iracema e ela também confirmou a “tendencia”

    1. Considero o Tibério compromissado com as causas social e ferrenho defensor dos ataques da direita reacionária contra as políticas implementadas a partir do governo Lula, mas tem hora que lhe aparece alguns sintomas corintiano.
      Não vejo nenhuma fantasia nos comentário do Cidmil, pelo contrário, acho pertinente, Marcio caro Tibério, é uma realidade e por pura incompetência e arrogância estamos beirando entregar a administração municipal aos demos tucanos, só você não percebe isso. Quem dera Marcio se eleger!

      NazarenoLima

    2. vindo de vc essa confirmação é insuspeita. pai caboclo urubatão mandou lembranças, tem grande consideração por irmã iracema

  • Ah, o mensalão foi comprovado? Era Mensalão mesmo, assim, com retiradas mensais? O João Paulo Cunha se queimou por R$ 50.000,00? Ou era Caixa 2? O que não faz a mentalidade de um pseudoesquerdista que come na mão da Veja.

    João Prado 13.201

  • Márcio Pinto e seu partido pensa que vivemos em plena guerra fria ainda, quando ele acordar disso talvez eu vote nele.

    1. Não sei de onde vc tirou essa ideia Marcelo, nós do Psol não pensamos assim, na verdade acreditamos numa transformação da mentalidade política não apenas de Santarém, como do país. Nossa proposta, no fundo, é bem simples: fazer política de verdade, isto é, orientada por interesses da população, e não pela manutenção dos privilégios dos até então donos do poder. Isso, de fato, significa refundar a política em todos os seus níveis, pois a proposta do PSOL é fazer com que as decisões de nossa gestão seja orientada no sentido da justiça social e da garantia de cidadania aos desprotegidos.

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