Mesmo sem olho de vidro nem perna de pau, piratas têm aterrorizado pescadores, ribeirinhos e turistas que circulam pelos extensos rios do norte do Pará.
A bordo de “rabetas”, pequenos barcos potentes, eles armam emboscadas para roubar tudo o que há nas embarcações. Relatos dão conta de pessoas amarradas e deixadas à deriva, sem motor nem revés (espécie de marcha), e até de estupros.
Na fuga, os piratas desaparecem nos labirintos formados pela mata fechada.
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Na região da ilha de Marajó, arquipélago com 487 mil habitantes, mesmo barcos pequenos costumam carregar grandes montantes de dinheiro, já que apenas 4 de seus 16 municípios contam com agências bancárias.
O rio Pará, o canal do Carnapijó e os rios próximos ao estreito de Breves são os mais perigosos, segundo a polícia.
O produtor de açaí Sebastião Cordeiro Pimenta já foi assaltado seis vezes -a última, em fevereiro. Em todas, levava o lucro das vendas da fruta na capital paraense.
Os ataques ocorrem na ilha e ao longo do recorte geográfico onde estão Belém, Barcarena e Abaetetuba. Líderes da região relatam ao menos 150 casos neste ano, incluindo assaltos a casas de ribeirinhos.
Leia mais em Moradores da ilha de Marajó sofrem com ataques de piratas.
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