Estadão
Após três anos em queda, a exploração ilegal de madeira no Pará – Estado onde ocorre a maior extração da Amazônia – voltou a subir no ano passado, crescendo 151% de agosto de 2011 a julho de 2012, na comparação com o período anterior.
É o que mostra um levantamento do instituto de pesquisas Imazon divulgado na segunda-feira, 21.
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Apesar de não configurar como desmatamento, essa retirada selecionada de árvores é o primeiro passo do processo de degradação que pode levar ao corte raso, daí a preocupação com o seu crescimento.
Os pesquisadores observaram que, do total de 157.239 hectares de florestas exploradas, a maioria (78%) não tinha autorização.
O levantamento foi feito com base na comparação de informações das Autorizações para Exploração Florestal (Autefs) – documentos emitidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará que regularizam a extração de modo controlado – e de imagens de satélite.
O aumento, segundo o estudo, ocorreu principalmente nas regiões do Rio Marajó e no baixo Amazonas, mas também em áreas de assentamento de reforma agrária e em unidades de conservação, como as Florestas Nacionais (Flona) de Itaituba II, Trairão e Jamaxin.
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