O Leão de Beleza Preta

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Do azulino Helvecio Santos, santareno residente no Rio de Janeiro, sobre o post Meia do São Raimundo vai para a Série B:

Querido amigo Raimundo, parabéns! Belíssima montagem!

Que saudade do time do São Francisco e dos gols do Anastácio Miranda, carinhosamente, Beleza Preta. Nessa época o time era formado no 2, 3,5.

Se não me falha a memória, era assim: Taro (tinha a mão tão grande que pegava a bola nº 5, de couro, com a mão esquerda voltada para baixo); Búfalo e Batista(Cecebuta) (elegância só comparada à época ao Nêgo Otávio); Canguru, Baruca, Mindó (um artista na arte da bola), Dedê (nosso querido e saudoso Piolho); Aloisio ( que tinha o deus do vento nos pés), Anastácio Miranda (elegância dentro e fora de campo. No campo parecia que flanava e não corria. Fora de campo parecia um cantor de tango) e Vadinho (um negro que tinha um canhão no pé esquerdo).

Quem se habilita confirmar ou corrigir e completar essa formação? Acho que o companheiro de ataque do Miranda era o Caim. Seria?

Uma vez, copiando Mário Lago, disse a uma amiga que na minha idade não tinha saudades e sim lembranças. Foi uma das maiores heresias que disse e da qual já me desculpei. Na verdade sou um poço de saudades. Obrigado mais uma vez, querido amigo, pela belíssima montagem.

SAUDAÇÕES AZULINAS!


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3 Responses to O Leão de Beleza Preta

  • Helvêcio volte a escrever as suas Bengaladas. essas histórias são muito boas. quando menino (10 anos) conheci muito bem o seu balão. ele tinha muitos livros de bolso, de bang bang americano e de estorias de espionagem (que chamavamos de bolsilivro) . Sempre preferia os de bang bang.
    comecei a ler muito cedo e adorava esses livros, trocava com o seu balão. o melhor era ouvir o resumo das estorias contada por ele. ele já tinha uma idade, a cabeça totalmente branca, era muito amigo de minha vó e de toda minha familia, além de vizinho. Uma figura muito inreverente, fluminense doente, chamava torcedor do flamengo de “escumalha”, dizia que torcia para a Argentina que no Brasil só tinha preto, pobre e ladrão. não gostava de preto mas seu melhor amigo era seu manezinho um preto da cor de pixe, os dois faziam sapatos. só comia peixe frito se fosse na manteiga, andava sempre alinhado (no linho) e de sapato branco e as vezes bicolor, não deixava nada sem resposta e suas respostas eram quase sempre muito criativas e recheadas de palavrões que não existem mais. Não suportava gente que se repete e que ficasse perguntando sem um motivo bem objetivo. Acho que ele inventou o “Tolerância Zero” . O Binga é uma cópia mal feita do seu balão, mas lembra demais a figura dele.

  • Aí está faltando o Alberto Dezincourt, o Marçal gramde pescador e sempre foi titular no São Francisco Velho de Guerra, O Grande desportista Raimundo Gonçalves com certeza tem conhecimento da atuação do velho Marçal, ainda está vivo e lembra com se fosse hoje. O Dr Guerra era do São Raimundo e viu o seu Marçal no auge. Guerra foi da ANTIGA SUDAM e tem vários livros escritos. E ainda tem o pai do BINGA o mestre BALÃO. Espero ter contribuido.

    1. Obrigado Anônimo, contribuiu com certeza. O lendário Edno Cardoso, nosso queridíssimo Balão – pai do meu amigo Dr.Bernardo, nosso não menos querido Binga, e do craque Bosco, também conhecido como Balão – parece que jogou antes do Beleza Preta. O Raimundo Gonçalves conta uma história do velho Balão que, entrando no segundo tempo num jogo do LEÃO contra um time de Óbidos, enfiou 7 gols. Quando um jogador do time obidense meio cumprimentá-lo, respondeu: “deram sorte que hoje é dia 7 de setembro”. O Raimundo jura que é pura verdade. SAUDAÇÕES AZULINAS,

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