por Nelson Vinencci (*)
Nunca foi esperado pelo governador Simão Jatene que o plebiscito vingasse, e que logo no início de seu segundo mandato ele fosse ter que passar por uma ingrisilha dessas sobre a divisão do Pará.
Sabemos que a articulação em Brasília, que mexeu com a turma do alto clero – ACM Neto (DEM), senador Blairo Maggi (PR), ex-deputado federal Paulo Rocha (PT) – e do baixo clero – Lira Maia (DEM) e Giovanni Queiroz (PDT) – acabou aprovando, primeiro na Câmara, depois no Senado, o nosso tão esperado plebiscito.
É justamente isso que tem deixado Jatene com insônia, apesar de ele ter mantido sua palavra: “Sou a favor da democracia, que o povo seja ouvido”. Tudo certo, mas as circunstâncias da criação do Tapajós e Carajás estão tomando outro rumo, um caminho perigoso e incerto – para ele, claro.
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É o seguinte: a parte do Tapajós que quer o novo estado mais a parte do Carajás que também sonha com a emancipação está confiante que tudo vai dar certo, e que plebiscito lhes vai ser favorável. Os emancipacionistas somam quase metade dos votos no Pará.
Já Belém e seu entorno está dividida. Os que são totalmente contra a criação dos 2 novos estados estão cobrando do governador paraense mais empenho, para que ele evite a tal separação. Aí é que a coisa começa a complicar para o lado de Jatene, empurrando-o pra boca do leão.
Jatene tem ficado quieto. Evita demonstrar ser favorável ou contrário à criação de Tapajós e Carajás, mas o que acontece de fato é que se o ‘SIM’ vencer, ele vai comprar uma briga feia com os belenenses. Se, ao contrário, o “NÃO” ganhar, oeste e o sul do Pará vão declarar guerra ao tucano.
Ou seja, Jatene tá num beco sem saída.
Os separatistas se articulam, lotando os cartórios eleitorais do oeste e do sul do Pará, enquanto isso há claro esvaziamento do eleitorado na capital e a parte do ‘NÃO’ entra em colisão, pois para os de Belém está também em jogo a prefeitura daquela cidade.
A campanha nem começou e o deputado federal José Priante (PMDB), desconfiado que o Zenaldo Coutinho (PSDB) vá aparecer na TV, se aproveitando da campanha do “NÃO” para ganhar voto para a Prefeitura de Belém em 2012, bateu na porta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e está pedindo a Justiça barre Zenaldo da TV qualquer maneira, por uma espécie de campanha para prefeito antecipada.
Priante, por isso, quer seja mudada a regra da campanha do plebiscito e pede, pelo amor de Deus, que o TSE não deixe Zenaldo, Jordy, Valdir Ganzer e outros papagaios de piratas aparecerem na televisão fazendo campanha contra ou a favor da divisão.
Assim, enquanto Jatene, pescador matreiro, tenta se confessar com nosso vice, Helenilson Pontes, que adora dar conselhos, os aliados de sustentação do seu governo, incluindo aí Priante, Zenaldo, Jordy, Lira Maia e Giovanni Queiroz, começam uma guerra que ninguém ainda sabe em que vai dar.
Uma coisa é certa: ninguém sabe o que vai ser de Simão Jatene depois do plebiscito.
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* É cantor, compositor nascido em Oriximiná e residente em Santarém. Escreve regularmente neste blog.
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Melhor dos últimos 20 anos.
Hum,Hum ,Hum, Hum ,Hum, politico ai tem coisa ,o Brasil é grande que tal dividir é mais vantaje,.
Se auguem acha melhor dividir o pará, que-tal dividir o Brasil, que é munto grande pra ser governado, se auguem que dividir isto é coisa de politico a traz de…quanto mas são mais come são pior que gafanhoto , e saúva quanto mais leva mais quer levar, e o povo ficando na miséria,minguem tem proposta para escolher a parte escassa deste país, e fazer um estado só da porte seca do sertão e desenvolver algo em prol da quele povo sofredor, querem é tirar o que já tirarão e acabar com os índios e ribeirinhos, tantos extrativista já morrerão, lutando pela a preservação dividir é explorar, vá se-mancar, Olho gordo.
O desenvolvimento atrai população e a população atrai o desenvolvimento. Se formos entrar em discussão de políticos das bandas do sul e sudeste do Pará, o que falar do escândalo da Assembléia Legislativa do Pará? Acho que os políticos natos da região metropolitana de Belém não são referências de “boa política”. Bom, em todo caso a divisão será boa para a população dos futuros estados de Carajás e Tapajós, pois desenvolvimento atrai população e vice-versa atraindo assim investimento para a região.Já a grande Belém (RMB) concentra:
a maior parte da máquina pública estadual;
das empresas privadas;
dos bancos;
das indústrias;
da arrecadação fiscal;
a zona mais densamente povoada;
melhor infraestrutura social e econômica;
com o melhor perfil de desenvolvimento.
O que mais querem? Deixe-nos trazer + desenvolvimento para o sul e sudeste do Pará porque aqui quase não existe. Ou vocês querem tudo pra vocês?
Em nome de um falso desenvolvimento, o Pará está sendo entregue à sanha da destruição. Séculos de exploração, saques e violência. “debaixo da floresta e nas suas áreas degradadas e desmatadas, grassa a violência-Roubo e grilagem das terras, expulsões,discriminação e racismo,cerceamento de liberdade, escravidão, assassinatos… Essa violência mata pessoas,comunidades e povos. A Amazônia e principalmente o Pará é depositária de recursos ainda largamente desconhecidos, mas sem dúvida, preciosos para a humanidade…” isso sem contar com a riqueza já explorada a ceu aberto e a olhos vistos. O movimento separatista, é patrocinado por corporações que encabeçam a busca pelo domínio de nossa região; querem em princípio lotear o Pará entre grupos políticos e econômicos submissos a essas corporações, submissos e a serviço, capachos do poder econômico. A criação de novos Estados, a partir do retalhamento do Pará, não tem, nunca teve e nunca terá a intençao de desenvolver as áreas com as quais pretendem formar os Estados de Carajás e Tocantins. Quem conhece a história dos políticos que querem dividir o Pará sabe que seus interesses são outros, não o desenvolvimento, pouco ou quase nada fizeram ao longo dos anos em que dizem representar as populações das áreas em questão, mas o enriquecimento pessoal é visível, são empresários, latifundiários,grileiros, proprietários de rádios, jornais, canais de televisão, tudo menos representantes do povo, embora tenham sido eleitos para isso; usam o mandato em proveito pessoal, enquanto o eleitorado clama por melhorias, espera a realização de promessas que nunca são e nunca serão cumpridas. Aí está uma das razões do alegado abandono dessas regiões, falta de compromisso com os municípios, com a coletividade, com os princípios éticos, morais e democráticos: Governo do povo pelo povo e para o povo, isso nunca foi cumprido pela maioria dos que dizem representar os que neles confiaram, entre esses, prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais, lobos em peles de cordeiros.Responsabilidades são transferidas, do município para o estado e do estado para a união, culpas são jogadas uns nos outros e quem paga é o povo que vê nossos municípios entregues às baratas; isso é falta de gestão, de governança, de competência,é falta de seriedade, de honestidade, falta de princípios.Não e retalhando o Pará que encontraremos as soluções para os nossos problemas. Em princípio precisamos acabar com esse baile de máscaras e revelar as verdadeiras caras de políticos como Giovanni Queiroz, Parsifal`Pontes, Lira Maia e outros. O Pará primeiro dirá NÃO A DIVISÃO, DEPOIS SE LIVRARÁ DESSES FALSOS PROVETAS QUE JÁ SUGARAM DEMAIS O SANGUE E A DIGNIDADE DO POVO DO PARÁ. CHEGA DE ENGANAÇÃO!
Postado por Cacique Tô Cunsca Alho às 14:43
E oque gará tua governadora Ana Julai? A tua Prefeita que não nada Maria sem asfalto do carmo? Teu principe EVERALDINHO?
Nelson, realmente a situação do governador Simão é muito complicada. Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come. Resta ao ainda governo do Pará, para não se desmembrar, trabalhar a Comunicação de governo. A boa comunicação pode unir os desiguais. Só uma mente brilhante na Comunicação do Jatene poderá salvar o seu futuro. O tempo nos dirá.
Nelson a posição do Jatene depois do plebiscito será a mesma que a tua dentro desta gravata. No mínimo desconfortável!
Mestre Celivaldo, segundo o meu amigo Roberto Vinholte, meu conselheiro de boteco, tenho que cuidar mais da minha imagem, isso é muito importante para esse mundo moderno, de início achei bobagem, mas depois acabei aceitando a ideia de que uma boa imagem do camarada faz, com que ele se torne mais observado. Quem sabe algum partido me observe e me convide para ser candidato, já estou me preparando, afinal se o 77 vencer, vamos pelo menos triplicar a quantidade de cargos políticos nas esferas do novo Estado, e é certo que não custa nada se arrumar mais um pouco, ninguém sabe o dia de amanhã né?
Um forte abraço!
Nelson Vinencci
boa tarde, celivado…
kkkkk…..kkkkkkkk….. kkkkkkkkk. Ou como diria o caboclo: FORA DO PRUMO!!!
Fcia puto não. Cê tá lindo, cara!!
ABÇÃO.
CHAGUINHA AD
Nelson,
Pouco importa o que Jatene vai fazer após o Plebiscito.
Nunca fez nada para o Oeste paraense, não está fazendo nada, e não vai fazer nada.
Mais do mesmo, ou seja, remar contra a correnteza.
O que importa agora (independentemente do resultado de Belém e do Grão Pará) é que o SIM vença de forma esmagadora no Tapajós e no Carajás.
Agora é a hora de derrotar a Oligarquia Politico Econômica que domina o Pará, pelo menos em nossa casa (territórios).
Isso dará peso e legitimidade politica á nossa região para que a discussão se torne “efetiva” e não apenas “consultiva”.
Depois disso é que a luta irá esquentar, e será no cenário nacional envolvendo o Congresso que teremos que vencer.
Precisamos da ARTICULAÇÃO POPULAR PRO TAPAJÓS e ela já está nascendo !!!!!
Tiberio Alloggio
Sujeito ridiculo!
E outra:
Falar mal dos meus comentários, apontar defeitos, criticar os erros, descordar de tudo que escrevo… isso é muito simples pra quem vê de fora. Quero ver mesmo é se alguém consegue encontrar alguma qualidade nisso tudo (principalmente nas postagens do Nelson!)
Quanto ao que disse o caro Nelson Vinente (grafia correta), sóbrio, mas há controvérsias.
1. Apesar de ser a favor da emancipação (óbvio), Jatene não teme o plebiscito pois, exceto Santarém, os municípios da Calha Norte e, principalmente, Altamira, não estão tão empolgados. Ou fazemos uma campanha com entusiasmo ou o plebiscito vai ser mais um gasto de dinheiro público;
2. Quem disse que o velho MAIA é do baixo clero?
3. Prefeitura de Santarém será do PSDB. Sou apartidário, mas isso é fato.
4. Faz um favor, convence o maximo possível de pessoas em Oriximiná que, a meu ver, seria sua maior contribuição pró Estado do Tapajós (se é que vc tem algum voto naquela cidade).
abraço
Sabe pra que este tal de plebiscito vai servir? Só pra fazer a prévia companha de quem quer ser prefeito nas diversas cidades do Pará. Ponto Final.
Vinente, ainda nem começou a campanha do plebiscito, digo a campanha oficial, mas vou fazer duas previsões da futurologia política de Simão Jatene. Se o o ‘SIM’ vencer, e acredito que é isso que vai acontecer:
1)_ Jatene vai ficar igualzinho a Ana Júlia quando perdeu a Copa para Manaus, um estranho no ninho, o povo deve lhe abandonar de tal maneira que ele pode até construir um estado novo em folha que o cidadão não quer nem saber;
Caso o ‘NÃO’ vença:
1)_ É quase impossível previr como o povo das duas partes do Pará, Sul e Oeste vão se comportar, pois quem vai moldar a cabeça dessa população interessada em se separar é a mídia que vem aí na campanha televisiva.
Não podemos esquecer e nem fechar os olhos, para uma campanha que vem ocorrendo, perecendo inofensiva, mas é perigosa dentro do Facebook e redes sociais, que rebelou Oriente Médio, o mundo Árabe e veja só, agora invadiu a Inglaterra, Europa rica e soberana.
Não quero ser nenhum pessimista, mas se o ‘NÃO’ vencer, tudo pode acontecer, se o ‘SIM’ vencer, se eu fosse Simão Jatene, renunciaria o cargo e entregava o abacaxi nas mãos do Helenilson Pontes e viria para o rio Tapajós para uma pescaria daquelas bem pai d’égua.
Ei Nelson Vinencci, você já pensou no que será do Helenilson Pontes após o plebiscito?
Há quem diga que ele pode até renunciar aoa seu (dele) mandato em favor do Estado do Tapajós. Você acredita nisso?
Olha não esqueçamos que Jatene é do PSDB e pelo menos aqui em Santarém, possível futura capital do estado do tapajós o partido tem muitas chances de obter um prefeito em 2012 e em 2014 um governador. Fazendo uma parceria que pode beneficiar ambos Estados.
Jatene, sabe disso, e pode tirar proveito, e tirar um peso também de suas costas, porque o estado do Pará do jeito que está, é ingovernável. E ele também sabe disso.
Haja vista ,os índices de criminalidade no sul do Pará por exemplo, campeão brasileiro.
Belém mesmo é uma cidade linda! Mas não se pode falar com o celular na rua, sem correr riscos.
Então amigos, como política é realmente um jogo de interesses, muita coisa ainda vai rolar.
Só espero que Deus nos ajude, a iluminar a cabeça de todos, para que possamos tomar as melhores decisões.
Não vai ser fácil, a partir de setembro com a propaganda na televisão vamos ouvir muitos absurdos, mas que sejamos iluminados mais uma vez e consigamos a tão sonhada emancipação política, econômica, social e cultural.