A ti
Viestes e devorastes
Minhas defesas.
Fizestes do meu querer, escravo de tua
vontade.
Colocastes em meu coração a dependência de
Um sentimento demasiadamente consumidor.
Morada tua virou meu peito.
Sem força estou
Entrego-me
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De Valdo Rego, poeta amazônico nascido em Santarém e atualmente residindo em Macapá.
O poema é bonito…
Mas o poeta deveria tomar mais cuidado com a concordância. Os verbos estão todos na 2ª pessoa do plural (viestes, devorastes, fizestes, colocastes), enquanto a concordância deveria ser com o singular (tu), como se vê pelo contexto e pelo pronome possessivo, que se repete (tua).
A 2ª pessoa do singular, no pretérito perfeito do indicativo, sempre termina em TE (vieste, devoraste, fizeste, colocaste), enquanto a 2ª do plural, no mesmo tempo verbal, termina em TES.
Posso estar enganado, mas não creio que se trate de licença poética, ou que a falta de concordância tenha alguma função estilística no poema em questão.