Biólogos ainda mantidos presos por índios

Publicado em por em Oeste do Pará, Política, povos indígenas

Folha de S. Paulo

Os pesquisadores por índios da etnia mundurucu, na sexta-feira (21), em Mamãe-Anã, no rio Tapajós, devem ser soltos ainda neste domingo (23) após a chegada de uma equipe de negociação enviada pela Secretaria-Geral da Presidência da República a Jacareacanga, cidade paraense de 14 mil habitantes na divisa com Amazonas e Mato Grosso, onde se encontram os três biólogos.

Os índios já haviam afirmado, por meio de nota, que Djalma Nóbrega, Luiz Peixoto e José Guimarães seriam liberados pacificamente.

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Eles são funcionários da empresa Concremat, subcontratada pelo Grupo de Estudo Tapajós, que analisa a construção da usina Jatobá, na bacia do rio, e é formado por grandes empresas como Camargo Corrêa, GDF Suez e Eletrobras, entre outras.

Há um impasse, porém, em relação aos equipamentos apreendidos.

Os mundurucus dizem que eles não serão devolvidos. Já o Grupo de Estudos Tapajós afirma que a apreensão compromete a qualidade dos estudos realizados e impede sua continuação. Os indígenas são contra a construção de usinas no Tapajós e exigem ser consultados antes da realização de quaisquer estudos.

Leia mais em Funai negocia liberação de biólogos capturados por índios no Pará.


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2 Responses to Biólogos ainda mantidos presos por índios

  • Cadê a POLÌCIA FEDERAL para resgatar esses cidadãos. Se for o caso, peçam apoio do PM Choque. Duvido que eles encarem.

  • Jeso, é ato de selvajaria, os biólogos foram trazidos amarrados para a cidade e foram mostrados nas ruas, igual a animais. E voltaram para a aldeia amarrados e retornaram novamente amarrados e de novo foram expostos que nem animais. Qualquer dia a população vai se rebelar e se armar contra esses desmandos de pessoas que invocam a condição de índio para descumprir a lei. Até hoje a justiça não encontrou as três armas que levaram do destacamento da PM.

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