As 3 categorias da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) já se posicionaram com relação ao modelo de consulta a ser usado na primeira eleição direta para reitor da instituição.
Os professores, em assembleia geral, posicionaram-se pela eleição proporcional.
Nesse modelo, o voto dos docentes tem 70% do peso total. O peso do voto de técnicos e alunos têm 15%.
Os técnicos, ao contrário, fecharam questão em prol da eleição paritária, em que os votos são contados individualmente. Não têm peso. A categoria também cobra voto paritário para a composição do Consun (Conselho Universitário).
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Os alunos também pregam esse tipo de consulta na eleição.
“Essa é uma luta histórica dos estudantes”, declarou ao blog a presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Heloise Rocha.
Na próxima segunda-feira (9), o presidente da comissão especial que vai propor regras e calendário da eleição, Marcos Ximenes (foto), entrega ao Consun (Conselho Universitário) as propostas.
O Consun, órgão supremo de deliberação da universidade, tem composição é proporcional.
A previsão é que a eleição seja realizada em novembro, quando a Ufopa completa 4 anos de existência.
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Ufopa: eleição paritária ou proporcional?.
bem feito pra esses alunos alienados, levaram uma facada pelas costas dos professores
Mas como fazer esta revolução toda sem mexer na formação do professor?
De fato, a universidade hoje é o que há de pior na educação brasileira, mas o curioso é que nós não a criticamos. O sistema universitário é horroroso, fragmentado, feito como uma linha de montagem com centros de saber separados uns dos outros. Temos uma instituição velha, que vive isolada e se recusa a ler o presente. Isso é muito grave. É da universidade que saem as pessoas que vão formar as pessoas
https://oglobo.globo.com/educacao/nossa-educacao-hoje-castradora-elimina-lideres-diz-filosofa-9878735
Mas uma vez esses professores do sindicato se mostram como traidores em um momento de muita importância pela democracia na universidade. Antes defendiam o voto paritário,mas hoje , movidos por interesses próprios, mudaram o discurso e defende o sistema que beneficia a eles mesmo com 70% de peso na eleiçoes e 15% dos técnicos e 15% dos alunos.A desculpa que dão nem fundamento tem. Os alunos da UFOPA não podem jamais aceitar essa traição.
Segue trecho do posicionamento do DCE com relação a essa palhaçada desses professores do sindicato.
“…Antes de tudo, é preciso esclarecer que não temos nenhuma ilusão sobre a pretensão supostamente democrática da Reitoria e do CONSUN pro tempore. Até porque foi esse mesmo CONSUN, dominado pelo Reitor e seus aliados, que excluiu a previsão do voto paritário do Estatuto legitimamente aprovado pelas 3 categorias no Congresso Estatuinte. A própria composição do Conselho, na versão final do Estatuto, segue os moldes da LDB, tendo os docentes 70% dos assentos. Certamente o que motiva a Reitoria a defender voto paritário é um simples cálculo eleitoral, isto é, a previsão de que o candidato ligado à atual gestão teria mais chances de ganhar uma eleição no formato paritário.
No entanto, isso não explica nem justifica a posição retrógrada aprovada na Assembleia Docente. Uma eleição em que os professores têm 70% do peso é uma eleição antidemocrática, que secundariza a importância que os estudantes e técnicos têm em uma Universidade pública. Esse formato de eleição sempre foi rejeitado pelo movimento estudantil, pela FASUBRA e pelo ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior). Uma democracia autêntica exige que as 3 categorias que constroem a Universidade tenham iguais condições de decidir os seus rumos.
Paridade ou 70% para os docentes? O que está em jogo nisso?
O argumento sustentado por vários docentes na Assembleia da última quarta-feira foi de que uma eleição paritária, nas atuais condições, favoreceria o candidato ligado à Reitoria pro tempore. O voto dos técnicos com função gratificada e dos alunos do PARFOR, usados como “massa de manobra” da Reitoria, garantiriam a vitória do sucessor-aliado de Seixas.
Esse argumento tem vários problemas. Um deles é o fato de subestimar o senso crítico da categoria dos técnicos, que já fizeram duas fortes greves na UFOPA, enfrentando as pressões das chefias, e o senso crítico dos estudantes do PARFOR. Foram estes estudantes que paralisaram suas aulas durante um dia em Santarém em contestação às precárias condições estruturais do Hotel Amazônia Bouelevard. Estudantes do PARFOR de vários municípios, que são professores da rede pública, são experimentados em greves por melhorias na educação, a exemplo dos professores de Alenquer, que arrancaram importantes conquistas em uma greve geral no ano de 2012. Caracterizar esses dois segmentos como simples “massa de manobra” da Reitoria é uma demonstração terrível de miopia política.
Mas, ainda que a eleição paritária beneficiasse a Reitoria pro tempore, ser contrário a ela é uma posição equivocada. O que está em jogo no debate “Paridade X 70%” não é um simples cálculo eleitoral, pragmático e circunstancial, a favor da oposição ou da situação. A paridade é uma questão de princípio, do qual não abrimos mão. Nos últimos 3 anos a comunidade acadêmica da UFOPA vem lutando por uma Universidade efetivamente democrática, em que as 3 categorias tenham voz e vez.
Quando finalmente teremos a oportunidade de escolher nosso Reitor, não vamos retroceder para uma posição de defesa de uma eleição antidemocrática em que uma categoria tem total prevalência sobre as demais!
Por Democracia Real na UFOPA, seguiremos na luta! ”
NOs estudantes vamos segui nessa LUTA por democracia na UFOPA, mesmo sem o apoio desses professores do sindicato que só querem o poder.
Vocês são a esquerda que a direita adora…
Prezado Jeso,
1o é importante que se esclareça que não se trata de eleições. O que vai ocorrer é uma consulta. Pela lei quem organiza a lista com três nomes que se envia ao MEC é o CONSUN.
A consulta será feita porque tem se tornado comum, mas ela não é obrigatória. O modelo de escolha do Reitor não é democrático. O Ministro pode escolher qualquer um da lista, independente de sua posição na lista.
O que houve desde o governo Lula foi que se tem nomeado o 1o da lista. O problema é que esse Consun é composto majoritariamente por membros pro-reitor que tem cargos na Administração. Mesmo com a consulta, pela legislação, o Consun pode escolher outra organização de lista e nomes – se assim o desejar. A legislação para Universidade ainda precisa avança r mais.
Pela organização da Universidade em três categorias o mais justo e igualitário é que cada uma tenha 1/3 dos votos.
Informar isso é importante. Acredito que uma reportagem que leve em consideração isso seja boa para deixar mais completa a matéria. Você, como um jornalista importante da região, poderia abordar essas informações para esclarecer melhor as pessoas que leem o seu site.
É impressionante o casuísmo de alguns fascistas que defendem a lei imposta na ditadura para o processo de escolha de reitor das universidades no processo eleitoral que se avizinha. Na verdade, pra estes poucos, não importa institucionalizar a democracia interna, independente de candidato A, B ou C. Importa a eles derrotar o “inimigo” e ocupar os espaços de poder, estes já não disponíveis no Governo do Estado ou na Prefeitura de Santarém. São pessoas de alma pequena, de interesses escusos, nada acadêmicos. É a turma da boquinha, afoita pelo poder que, mesmo indo na contramão do que sempre pregaram e do que praticam mais de 95% das universidades, se arvoram despudoradamente a defender o modelo mais assimétrico que poderia haver. Amanhã, noutro processo eleitoral, mudam novamente as regras conforme suas conveniências. Coitada da Ufopa se sucumbir aos oportunistas e casuístas, que trocam convicções por possibilidades de poder.
O povo precisa aprender que todo vez que, independentemente do resultado, será ele que vai pangar tudo, trata-se de briga de cachorros grandes. Ao final, fique satisteito, povo, se ainda puder colher algumas migalhas. Que no meios de grandes há alguns maiores do que outros, essa diferença é que estão discutindo.
Nada disto muda nada, é preciso fazer diferente
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Proposta permite que técnicos sejam diretores de universidades federais
https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/434208-PROPOSTA-PERMITE-QUE-TECNICOS-SEJAM-DIRETORES-DE-UNIVERSIDADES-FEDERAIS.html
no final do artigo tem espaço para votar
O que eu acho impressionante é a audácia de alguém em achar justo que 70% dos votos seja de professores e apenas 15% dos técnicos. Nós técnicos é que fazemos a universidade funcionar para que os professores possam cumprir seu papel no ensino, pesquisa e extensão, e para que os alunos tenham condições e espaços para estudar. Cérebro sem coração não funciona não! O Sistema paritário, onde cada grupo corresponde a um terço dos votos é o mais justo.
Infelizmente, os estudantes e funcionários não entenderam que era justamente isto que a reitoria queria, pois deste modo irá distribuir funções gratificadas para os funcionários, bolsas para aqueles estudantes que são mais alienados, farão promessas eleiroreiras como o RU, arregimentarão as prefeituras tucanas para levarem os votos dos launos do PARFOR, etc. Esta é a esquerda que adireita adora! Com eleição paritária, serão mais quatro anos deste grupelho que só quer se beneficiar da UFOPA. Vamos ter que aturar Aldo ou Aquino…