De novo em sonho me apareces nua,
olhos magoados e sorriso triste.
O meu rosto ao teu rosto não resiste
e a minha boca não resiste à tua.
Beijo-te o corpo em plena luz da lua.
Nos teus seios, erectos como silos,
os meus lábios contornam os mamilos
que a língua acaricia. Pões a tua
mão por entre a floresta de desejos,
ali onde um vulcão se abre aos meus beijos
que o penetram com força apetecida.
Apertas-me entre as coxas, a tremer,
até que ocorre a erupção-prazer
e, enfim, o sonho se transforma em vida.
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De Carlos Domingos, poeta português.
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