Na onda do Sairé…

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por Paulo Paixão (*)

Mais uma vez ficamos felizes por vivenciarmos e, realmente, entrarmos na “onda” da tão propalada e famosa, no mundo todo, “a Festa do Sairé”.

Graças a Deus, meus irmãos Beto e Nicolau Paixão, genuínos artistas santarenos, já fizeram suas malas, afinaram as cordas dos seus violões e vocais, para o chamado dos nossos dirigentes santarenos e organizadores de tão deslumbrante festa, para apresentarem seus carimbós “tapajoaras” na abertura do consagrado evento.

Trata-se da maior (em todos os sentidos) e grandiosa festa profano-religiosa do oeste do Pará. Com certeza, quando chega esta época, todo povo santareno, (envolvendo todo o seu município e adjacências) como que se eletriza, como se extasia, com o olhar embevecido voltado para Alter do Chão, arruma suas valises, afina o motor dos seus carros, cuida da saúde, enfim, apronta-se para curtir “de montão” a festa do Sairé, que se trata do orgulho, do deslumbre, da emoção de todos nós santarenos: o ritual dos botos, as lindas praias, o rio de sonhos, a peixada com cheiro-verde e pimenta malagueta.

Todos rumam para Alter do Chão, de ônibus, de embarcação, de carro particular, de motocicleta etc. Querem mesmo entrar “na onda do Sairé”, tomando uma gelada, contando anedotas, galanteando suas maravilhas, namorando, passeando, enfim, curtindo a enseada e o rito dos borari.

Nesta oportunidade, cumprimento meus amigos de farra o Peri “Peripécias”, o Cupu, Bianor Carneiro, o Odilson Matos, o Benjamim, o Marreta, o Bena Santana, o delegado Luiz Paixão, o delegado Germano, o delegado Mota e todos os que valorizam magnífica manifestação cultural.

Nem tudo, porém, pode ser só alegria e felicidade. Rogo aos nossos dirigentes que, também, no período “pós Sairé” olhem por Alter do Chão, cuidando de suas ruas, não deixando o resto das estruturas das alegorias da “festa”, (como os vi em julho deste ano) abandonada nas ruas da querida Vila, e, acima de tudo, envidando esforços (máximos) para construir um sairódromo com estruturas permanentes, eis que todos nós santarenos merecemos uma arena dos botos de “alto nível”, permanente, e de arquitetura linda e singular.

Finalmente, queridos leitores, povo santareno, repudiamos com “nojo” as palavras arrogantes do político Zenaldo Coutinho, quando zomba, destrata, e tira uma de “déspota”, afirmando e reafirmando sua contrariedade com um dos maiores anseios do povo santareno: a sua libertação! Queremos o Estado do Tapajós já, com ou sem apoio dos políticos que nos detestam!

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* É santareno e escreve regularmente neste blog.


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5 Responses to Na onda do Sairé…

  • “…famosa no mundo todo”, com que facilidade faz-se uma afirmação destas? Essa fama não sobe muito além da Serra de Piquiatuba. Atenção, atenção! Uma pesquisa realizada em Moraes de Almeida e Castelo dos Sonhos aponta que 0,1% de seus habitantes já ouviu falar em Sairé.

  • Depois que desfiguraram o Sairé, hoje mais um festival paraguaio de cultura, juntamente com o de Parintins e outros do gênero, do que uma tradição de um povo, espero que o puro folclore indígena e similares não sejam tisnado pela kitschização. Espero estar completamento errado, e respeito, sem aplauso, os que apreciam o odierno Sairé!

  • Caro sr. Paulo Paixão, o sr. tem certeza de que está falando do Sairé?

    “Famosa no mundo todo”? Eu não sei nem se ali em Itaituba, p. ex.,10% da população já ouviu algum dia a palavra sairé? Provavelmente não.

    “Deslumbrante festa”? O que eu vi (pela tv) no ano passado, foram alegorias feias e caindo aos pedaços… O Festival de Juruti é que me pareceu deslumbrante…

    “Maior (em todos os sentidos) e grandiosa festa profano-religiosa do oeste do Pará”? Nesse aspecto eu concordo, parcialmente. Ela realmente é a festa mais bagunçada do Oeste do Pará.

    “Todo povo santareno, (envolvendo todo o seu município e adjacências) como que se eletriza, como se extasia”? Eu honestamente, nunca vi numa eletrização, vejo sim, um enfado, quase como uma lamento, como dizendo “- De novo a mesma coisa!?”

    “Todos rumam para alter-do-chão” ? Então ficarei apenas eu na cidade, mas, se não me fala a memória, no ano passa e em todos os anteriores, eu vi algumas pessoas por aqui, durante o sairé, algo em torno de 99,99%.

    Definitivamente, o saíré é festa sem repercussão quase nenhuma, que reflete uma idéia de grandeza muito perdida…

  • Meu caro Paulo Paixão,
    você esqueceu de citar o seu amigo que lhe escreve, mas tudo bem o importante é que continuas a escrever belas palavras sobre nosso canto praiano, nossa região, nossa cultura e principalmente lembrando dos amigos.
    Abraços a todos….Ah! avisa ao Luiz Paixão que o número do meu telefone continua o mesmo…….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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