por Pamela Mota Lima (*)
Lendo matéria em um jornal de grande circulação em Santarém, fiquei indignada ao ver que problemas primários, porém de grande importância para a qualidade de vida da população, ainda são tratados com descaso por autoridades políticas do município.
Como é possível em pleno século XXI, ainda termos pessoas morrendo em hospitais por falta de medicamentos e equipamentos básicos de saúde: um direito assegurado por lei ao cidadão ainda é, realmente, deixado de lado.
Observa-se que a mão-de-obra qualificada parece ter elevado, e muito, no município. Atualmente profissionais buscam estar bem preparados para o mercado de trabalho a procura de novos cursos e especializações para atuarem de maneira correta e competente junto à sociedade.
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Como pode um município com o número de habitantes tão expressivo em relação a outras localidades brasileiras, com a constante presença de turistas, e até mesmo, com o almejo de instalar grandes projetos arquitetônicos como o Complexo Alter-do-chão, e um shopping center, ainda não se dar conta que é preciso, sim, garantir a saúde pública de seus moradores? Não que eu seja contra o desenvolvimento nesta região, porque sou filha – e com orgulho- desta terra tão linda.
Sou a favor do desenvolvimento por inteiro que abranja desde a saúde, educação, segurança pública (lembrando a fuga dos presidiários da penitenciária do Cucurunã), trabalhos sociais, bem como, o setor econômico e imobiliário.
Atualmente moro no Amazonas, Estado que ainda precisa de muito desenvolvimento, mas que tem dado lições a muitos outros sendo classificado como o que mais investe em saúde pública no país, levando ao mais distante município uma saúde pública de qualidade.
O Pará, que sempre esteve à frente na região Norte do país, hoje fica para trás em diversas áreas. Como podemos aceitar essa política que não trabalha em prol de um maior avanço do nosso Estado?
Não podemos cruzar os braços e observar de longe o que estão fazendo com a população que precisa da aplicação dos seus direitos!
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* Santarena, é jornalista e reside atualmente em Manaus (Amazonas).
Tenho dito em verdade é um municipio e um pronto socorro municipal, porem, ele atendo os demais do oeste do pará, aí está o grande problema, em quanto os demais municipios não assumirem também esse papel de oferecer um serviço de saúde adequado, seus municipes vem para santarém, se consultar fazer exames, muitos fornecem até endeços de amigos para comprovar que são residentes aqui.
E assim a verba de Santarém vai consequentemente a qualidade tende a cair, com atrazos de consulta, exames, procedimentos e etc.
Jornalista, ao invés de ler jornais para escrever materias e traçar juizos, deveria ir diretamente à realidade e depois escrever nos jornais.
A imprensa nativa já pintou o Brasil como fim do mundo. E a local faza mesma coisa com Santarém.
Especialmente quando se fala de Saúde, um problema que aflige todos os brasileiros e não somente os santarenos.
Visite sua cidade (Santarém) que inclusive acaba de ser reconhecida como referencia nacional no atendimento básico às populações ribeirinhas, e verifique se a saúde, de modo geral, dentro e fora da área urbana melhorou ou piorou.
Tiberio Alloggio
PS
Comparar o Estado do Amazonas, cuja população nem chega á metade a do Pará, me parece excessivo. Inclusive se consideramos que mais do 80% dessa população mora em Manaus.
Ademais o Amazonas é um Estado “bombado” por “recursos federais”. Tem Zona Franca, Suframa, todo tipo de facilitaçao, enfim…. até eu que tenho dificuldade a governar o meu carro, me daria bem numa situação dessas.
Sinceramente fico indignado com pessoas que saem de sua terra natal a procura de melhorias materiais e quando as encontram cospem no prato que comeu.
A senhora precisa visitar sua cidade e verificar os avanços que a sociedade conquistou na área da saúde e educação publica. Recentemente este blog publicou noticia que o setor de oncologia do Hospital Regional foi premiado pela boa qualidade humana e técnica no atendimento.
Infelizmente precisa vim um italiano e um bragantino mostrar esses avanços e repelir comentários depreciativos.
No planeta morrem pessoas em fila de hospital todos os dias, no Brasil, na America Latina, nos EEUU, na Europa, na Ásia e não vou nem falar na África e especificamente na África do Sul onde recentemente se realizou uma copa do mundo.
Não devemos esconder nossos graves defeitos, mas sem exageros.
Sinceramente vc acredita que esses prêmios são verdadeiros? A poucos dias o secretário de saúde de Santarém ganhou um prêmio de gestão em saúde pública. Vc realmente acredita que o nosso secretário mereceu tal prêmio?
Pode até ser que o Hospital Regional tenha recebido este prêmio, mas é urgente as melhorias em nosso município.
O Amazonas realmente tem a vantagens que foram descritas acima pelo Tibério, mas que a saúde pública é tratada melhor lá do que aqui isso tenho certeza.
Prêmios não resolvem nada. Curativos, remédios, médicos e enfermeiros bem pagos, além de uma boa infraestrutura é que salvam vidas.
Alguém já lembrou aí de quantas vezes os médicos tiveram de brigar para receber seus salários no Regional?
A falta de recursos e profissionais mal remunerados é que são a verdadeira face da saúde aqui. Nossa saúde pública está péssima.