Taqui pra ti

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por Jackson Rego (*)

Diante de tantas situações de intolerância da turma do decadente, desacreditado e indecente NÃO e NÃO, Nem pelo C…, P…, que comemora o artigo de um professor amazonense em que cita trechos de um sermão do Padre Antonio Vieira e alude o fato das vaias de alunos da UFPA como a maior da história, faço algumas análises como um simples cidadão tapajoara, subdivididas em duas partes.

TOMO I

É fato e tem fundamento a preocupação da credibilidade dos políticos para administrarem os bens públicos, não só no Brasil como no mundo, chegando esses a serem tachados de “os patéticos do momento”. E em muitos movimentos das ruas observa-se uma aversão às práticas corriqueiras de corrupção, com desfechos inimagináveis até pouco tempo, como os vistos no Oriente, vide Egito, Índia e mais recentemente na Líbia com a morte do ditador Kadafi.

A preocupação de que criar novos estados na Amazônia irá gerar mais cargos a serem ocupados por “corruptos” pode ser uma verdade, assim como também podemos ser surpreendidos com bons exemplos, que tradicionalmente foram observados na região do Tapajós.

O nobre professor coloca os argumentos de Vieira ao rei, em que diz que melhor um governo no Brasil do que dois, pois assim seria melhor de vigiar um ladrão do que dois. Quando em Manaus, assisti a uma palestra desse historiador, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em que ele colocava que o Brasil só era grande porque anexou a Amazônia ao território em 1823. A princípio, parecerá que seus argumentos indicavam que se continuassem sendo dois países distintos, a Amazônia estaria melhor administrada (posso estar enganado em minha interpretação para aquele momento).

Considerando os argumentos dos saques e furtos, certamente observados por Vieira, faço as seguintes considerações:

1 – As terras descobertas por Portugal tinham donos e os povos que aqui viviam, manejavam a terra de forma harmônica;

2 – O colonizador, incluindo os jesuítas, implementaram um outro sistema e uma outra cultura, a Européia;

3 – No livro Raízes do Brasil, do sociólogo Sergio Buarque de Holanda, lê-se: “ Um fato que não se pode deixar de tomar em consideração no exame da psicologia desses povos é a invencível repulsa que sempre lhes inspirou toda moral fundada no culto ao trabalho”. Eis a primeira pista da origem da corrupção advinda na própria cultura que Vieira representava;

4 – A “ inteireza”, o “ser”, o “termo honrado”, atributos que ornam e engrandecem o nobre escudo, representam virtudes essencialmente inativas, pelas quais o indivíduo reflete sobre si mesmo e renuncia a modificar a face do mundo, que a circundava. Eis aqui professor, o real motivo de tantos furtos do sermão; 5 – Ao rei, que já havia roubado nossas terras, restava encontrar a melhor forma de controlar os “seus”, que vieram comandar os saques, corroborados por ações de franceses e holandeses.

Cria-se, então, o grande Brasil, que é mais fácil para controlar o ladrão, sem no entanto pensar em voltar a termos só o Grão Pará, pois o Amazonas e outros estados já estão bem crescido, sem chances de pensar em um só governador. Quanto as cartas dos índios, sugiro um maior aprofundamento do historiador para ver a veracidade de quem a escreveu.

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* É doutor em Desenvolvimento Sustentado pela UnB, ex-diretor de extensão do INPA. Atualmente é professor da UFOPA.


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3 Responses to Taqui pra ti

  • caro colega, estou inteiramente de acordo com vc, pois os argumentos utilizados por aquele que defendem o NAO me parecem tão simplista como foi e é simplista dizer que um novo estado só serviria para beneficiar o interesse de políticos partidários.
    Além disso, quero defender esse momento histórico da realização do plebiscito como, talvez, o único que vamos ter para discutirmos e construirmos um projeto de estado que realmente contemple a todos os segmentos sociais de nossa região.
    Quanto ao tempo que temos para isso, é o tempo entre a vitória do SIM no plebiscito e a implantação concreta do novo Estado do Tapajós, que não será curto.

    Estado do Tapajós já!!!

    Prof. Edna Marzzitelli
    Programa de Pedagogia
    ICED- UFOPA

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