O post Foto do dia. Nasce uma praça suscitou vários comentários, entre eles os dois abaixo:
Da leitora Suzy Nóbrega:
Onde estão as árvores? Antes de pensar em construir novas praças, poderiam dar mais atenção àquelas que se encontram abandonadas, como a de São Sebastião e a Tiradentes. Sem esquecer também da praça do Relógio. Sou santarena, cresci brincando nestas praças e é triste dizer que nosso povo, além de ter memória fraca, se contenta com pouco.
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De Giovanna Valle:
Caro Jeso, essa praça, além de ser mais um atrativo para nossa Santarém, com certeza será um local bem agradável, onde as pessoas poderão ter outra alternativa para prática de esportes, floricultura, quiosque com vendas, estacionamento além do que pelo próprio nome – flores, já faz toda a diferença. Você deve lembrar de como era esse espaço: escuro, ermo, descampado, e, porque não dizer, “feio”. E hoje podemos dizer ser mais uma opção para todos nós.
“E quem é o povo de Santarém afinal? É fácil construir uma crítica e culpar o outro, porém, quando se fala em povo fala-se de todos, ou seja, nós somos o povo de Santarém não o vizinho ao lado que tem culpa por que aceitou as praças novas vendo as velhas serem ignoradas, o problema é que “eu que sou o povo” exerci a cidadania quando votei,mas , após isso “eu” me omiti e resolvi fica na plateia assistindo á um espetáculo que não me agrada mas “eu” não quero ter o trabalho de ir lá e reclamar pelo que é meu por direito, por isso, “eu” fico aqui criticando e resmungando sem apresentar solução ou ao menos reivindicar o “meu” direito de forma legal ou revolucionária. Por que a culpa é do vizinho que não foi lá reclamar por que “eu” nasci aqui , “eu” cresci aqui, vou morrer aqui, mas , ele que é a população “EU” não.
Em ano de eleição, tudo é festa!!! Putz!!!
Disse ou não disse que a oposição ia espumar de raiva ?
Praças neles Maria !!! Sem piedade !!
Tiberio Alloggio
Tenha um pouco mais de paciência, Alllogio! Já começaram a investigar as ONG’s.
Borari não defenda nomes ou partidos, e sim sua tribo…o que tem sido feito pelos seus parentes de alter do chão: tem banheiro químico nas festas?qual é o investimento do poder público no carnaval da vila? acorda Borari!!!!Maia ou Martins não exemplos para Santarém.
Índio cagar no mato. Tribo de Borari não precisar de lata grande fedida que gente não índio chama banheiro químico.
Isso ser coisa de gente que não sabe como ser bom cagar no mato.
Escuta pássaro cantar e caga. E num fede nada.
Suzy,
Infelizmente a praça do Relógio deixou de existir (lembro que o Relógio da praça foi doado pelo falecido empresário e seresteiro Nélson Machado, que chegou a ser secretário municipal de Cultura). A pracinha virou um camelódromo oficial.
Naquele pedaço existem várias praças e, ainda na administração Ronaldo Campos (1986/1988) foram transformadas no pomposo “Complexo Arquitetônico de N. S. da Conceição”, que deveria englobar a antiga praça da Matriz (cujo nome oficial é praça Monsenhor José Gregório), praça da Bandeira (em frente aos Correios, praça do Relógio e ainda a praça Rodrigues dos Santos (que virou praça Felipe Bettendorf).
Por conta da transformação em “complexo”, foi feita uma revitalização da área, com piso em bloquetes e estátuas que relembram esculturas gregas. Mas com o tempo foram sendo ocupadas por camelôs, até que a Prefeitura (na atual gestão) ocupou o espaço que era da praça do Relógio com a construção de boxes para abrigar pequenos comerciantes.
O “complexo” encontra-se abandonado e só recebe algum tratamento na época do arraial, quando vira um grande camelódromo santificado pela Igreja. Mas não só o “complexo” está abandonado. Como você mesmo frisou, as praças de São Sebastião (aliás praça Barão de Santarém) e Tiradentes, há muito esperam por uma revitalização (palavra da moda nas gestões públicas).
Três Patetas
Mas pra mim, o caso mais emblemático de abandono de praças públicas é da famosa praça “dos Três Patetas”. Já escrevi outras vezes sobre isso, mas é sempre bom lembrar.
Construída à época em que vigorava o regime militar no Brasil (anos 1960), recebeu o nome de praça 31 de Março numa clara reverência do interventor de Santarém à época (acho que era o Elmano Melo, me corrijam os mais antigos) ao dia do golpe militar chamado de “revolução” pelos militares que implantaram a Ditadura, no Brasil.
Foi providenciada uma estátua para reverenciar as forças armadas, representando três soldados do Exército, Marinha e Aeronáutica (obra de Laurimar Leal, pelo que se diz). Mas alguns começaram a confundir a homenagem e chamavam o logradouro, erroneamente, de praça dos Três Poderes (que na verdade são os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e não as três Forças Armadas).
A| população aproveitou, como ato de rebeldia, e a rebatizou de “praça dos Três Patetas”, como forma de ridicularizar as três figuras da estátua!!! Tal chiste teria levado o artista a retirar sua obra do pedestal (até hoje ele está lá, vazio!).
Há alguns anos, pelo que me consta, a Câmara Municipal aprovou um projeto do então vereador Giovanni Aguiar, mudando o nome da praça para Elias Pinto, em homenagem ao falecido jornalista e ex-prefeito da cidade, que protagonizou um dos fatos políticos mais importantes da recente história de Santarém quando de sua cassação em 1967.
Elias Pinto venceu a oligarquia comandada por Ubaldo Corrêa, que tinha apoio do então prefeito Everaldo Martins (pai da atual prefeita). Sua gestão durou menos de dois, quando ele foi cassado de forma estranha pela Câmara Municipal, cuja maioria era ligada a Ubaldo. Na tentativa de retornar ao cargo pelos braços do povo acabou provocando um incidente que ocasionou mortes em frente à antiga prefeitura (hoje Centro Cultural João Fona, na praça São Sebastião).
Não sei se por conta desse fato político (Elias Pinto era adversário de Everaldo Martins), até hoje a praça não recebeu qualquer atenção da prefeita. Mas acaba sendo o símbolo do abandono que estes logradouros recebem com o passar dos anos. Espero que o mesmo não ocorra com a praça do Mirante, a belíssima praça do Parque e a recém-inaugurada praça das Flores.
Uma cidade que não preserva suas praças, é uma cidade mais pobre. E não basta rimar praça com argamassa: é preciso, como você disse, que o verde ressurja nelas.
Suzy, eu concordo que o povo de Santarém, se contenta com pouco… PORÉM, é melhor ter pouco, do que não ter nada. Me diga o nome de uma praça, somente uma, que o lira maia inaugurou.
Ei, seu memoria fraca, Praça MIMI PAIXÃO, em homenagem a um grande musico, Senhor Firmino da Paixão, saxofonista renomado e muito conhecido entre os músicos antigos da cidade.
Agora seu desinformado procura saber aonde fica esta praça, caso vc não saiba, te respondo amanhã.
E detalhe tanto Lira Maia quanto Maria são farinha do mesmo saco, acabaram com Santarém, tem que haver renovação, e já.