Gaby é um bom produto, diz professora

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Contraponto da professora universitária Alessandra Carvalho, sobre o post Gaby, mau gosto e cultura paraense:

A Gaby é inteligente, tem bom empresário e é um produto. Ponto final. A questão de gosto é relativo ao público. E essa lenga-lenga de “representante da cultura paraense” é infinita.

Como o pessoal cheio de cultura erudita gosta de dizer, ela é um exagero em tudo. Eu a acho engraçada. Por que ela não poderia despontar nacionalmente? Só porque é da periferia igual a tantas outras paraenses?


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18 Responses to Gaby é um bom produto, diz professora

  • Francisca, descabido e ironico, foi o seu comentário, além de desnecessariamente furioso, lamentável e rídiculo. Falar generalizando sobre livros de sociologia só posso dizer, atualize a mente.

  • “A Gaby tem uma voz poderosa, carisma e presença de palco. Traz a música da periferia com força e propriedade. O norte fica lá em cima, e cada pessoa de lá que chega por aqui é mais um de nós falando sobre nossa terra e pluralidade cultural. Bem-vinda, Gaby!”
    Fafá de Belém, cantora – Revista TPM – 19/12/2011.
    Parem com esse despeito, isso é pura inveja. Ela tem mais é que aproveitar a oportunidade e o sucesso enquanto está no auge. Parabéns a GABY.

  • A questão não é o que ela é, e sim o que pretendem que ela seja. Acho ótimo que alguém se “torne um bom produto” afinal a indústria fonográfica nunca deixou de ser comercial e a periferia, o centro, a boemia têm direito ao sucesso sim, a questão não é essa. A questão é aproveitar o momento de “alta do Pará na mídia, leia-se Rede Globo” e, transformar e empurrar goela abaixo como representante do Pará tipos como Gaby Amarantos, isso é querer brincar com quem curte e acha que música é algo além de “bom produto”, e nem estou falando de música erudita não.
    O meu sentimento com relação a isso é o mesmo sentimento que a novela “Amor eterno amor” vem evocando e deixando indignado os belenenses e marajoaras que não se reconhecem nos tipos criados. Ora, se indignam com a novela que é uma obra caricata do povo dito marajoara e não acham certo as pessoas ficarem indignadas por não se sentirem representadas pela Gaby Amarantos?
    Essa “alta do Pará” nos meios globais tem uma razão de ser, a Rede Globo há muito vem perdendo audiência para a Rede Record, principalmente na grande Belém e, usar “um bom produto paraense” é uma boa jogada para reverter essa queda de audiência global.
    Não é a toa que a moça se fez presente nos programas mais populares Fantástico e Faustão.

  • Parabéns, Alessandra !! Perfeita a sua colocação. Cada um gosta do que quer. E viva a cultura cabocla brega do Parazinho e do Tapajós !!

  • professora Francisca, sem cinismo né! o que não lhe causa alergia?
    observe a sua comparação de vida real.
    putz, uma professora ignorando jogando no lixo um livro e desse porte.

    1. Quem fez associação não fui eu… eu a ironizei pelo descabido…

      Quanto às alergias, elas escapam ao meu controle…

      Quanto à minha ocupação, atualize-se…

  • Complementando: se formos falar em periferia, muitos artistas tem essa mesma hostória….também vieram da periferia, olha o samba das favelas do Rio. Pinxinguinha, Noel, Luiz Melodia…esse argumento não é válido.

  • Alessandra,

    Acho tão engraçada essas análises, como se quem não gosta tivesse alguma apologia a respeito.
    E quanto ao exagero….ou engraçada….isso não quer dizer nada, muitos artistas adoram essas palavras como marketing da sua imagem, não tem nada de extraordinário nisso.

    O que não gosto é da pretensão do Tecnomelody, Tecnobrega ou breganojo acharem que toda a arte paraense se resume na música deles e a grande midia está fazendo o favor de afogar o que temos, veja a dança da galera do Fastão, a bela Marujada foi substituida pelo tecnobrega, ao invés das capitoas, a Gaby nos representou.

    O que chamas de lenga-lenga, e que é infinita, isso faz parte do Brasil e não só do Pará, e
    mas que é representando apenas pelo Tecnobrega. Essa coisa de excluir o outro é horrivel, mas analise o que é que está realmente sendo excluido.

    Assisti o Chimbinha e a Joelma no programa da Marília Gabriela, é absurdo o que ouvimos, parece que toda a cultura paraense nasceu com eles.

    Não gosto da musica deles, mas o que não gosto mesmo é de soprebor toda a cultura do Pará a essa musica. Isso tá ficando muito chato.

  • Entre Marx e Gaby, o tecnomelody…ou melhor, a vida real…

    Os fungos desses livros de Sociologia me causam alergia…

  • Concordo com você Alessandra. Vocês querem difamação maior do que essa que a Novela da Globo esta fazendo com os Paraenses? Acho que poucas pessoas estão vendo porque até agora ninguém comentou. Um absurdo, imagino eu que o povo do Marajó não seja tão “abestado” como aqueles que estão sendo representados na novela. Pessoas tão “bobas” que por exemplo não sabem o que é uma suite, não estão acostumadas com televisão, ficam admiradas com coisas que tem em cidade grande, que tem em Belém onde com certeza ja foram muitas vezes. Minha gente nós Paraenses, não somos assim, temos sim nossos sotaques, nossas girias como o famoso “égua”, mas não exageramos nisso. No meu ponto de vista estamos sim sendo, podemos dizer discriminados, chamados de “abestados”, e ninguém ainda viu isso? Vamos reagir minha gente.

    1. Você conhece a região do Marajó? Garanto que não. Pois é exatamente como se passa na novela sim, as pessoas não estão acostumadas a ‘verem as coisas’, é claro que existe um pouco de exagero, pois uma novelaé uma ficção, mas nada que lembre um filme de ação. Eu já vi a novela e não vejo esse preconceito todo que você enxerga, acabe com essa frescura.

      1. Só que o que ocorre que lá eles generalizam não é só pessoal do marajó, são os paraenses como um todo, tem algum jornalista paraense que nunca viu um notbook, essa foi demais.

    2. Concordo plenamente com você Ricardo!
      Infelizmente isso vem acontecendo. vale lembrar que “As brasileiras” também foi um
      descaso contra nós Paraenses! Grande absurdo!
      Agora fica a pergunta… O que fazer para mudar tudo isso?

  • Ale,

    Depois dessa, sugiro que faça uma releitura urgente da Industria Cultural de Adorno Max Horkheimer.

    Tiberio Alloggio

    1. Com todo o respeito aos autores citados, importantes para a compreensão do conceito de cultura como produto no século XX, mas prefiro as visões de Stuart Hall.

      1. Ei meu, o que é isso? agora vais ser também CONTRA o juízo estético do povão. Assim como o povo gosta da Gaby enquanto artista, gosta também do Lula enquanto político. Ou será que não percebes a lógica da analogia?

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