Ó, pátria amada, mãe gentil

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por José de Alencar Godinho Guimarães (*)

O mundo vive seus dias de terra prometida, embebido pela algazarra do futebol. E o Brasil fortalecido economicamente vislumbra desse milagre ostentando o título honroso de país do futebol, com seu povo nas ruas ou em qualquer lugar acompanhando a alegria da Copa. Pois todos os holofotes midiáticos captam somente o colorido dessa classe A mundial que passeia em pompa pela pobre África do Sul.

O Brasil parou para torcer. E isso fez com que a rotina dos acontecimentos também mudasse. O tráfico deu trégua nas favelas, as enxurradas pararam, os alagamentos cessaram, a corrupção política esta em recesso e a pobreza se refez em verde e amarelo em frente aos aparelhos de TV.

Seria mesmo um sonho se tudo isso não fosse acabar com o final da Copa. Em seguida, os telejornais vão ganhar vendendo a miséria e o caos e logo, logo se esquecerá da alegria desse povo futebolístico.

Mas enquanto a Copa não acaba, que tal perguntarmos como vão as alianças políticas para Presidência e para os governos estaduais? Quais os nomes mais cotados a assumirem os ministérios e secretarias? Quem é mesmo o mais novo comandante do tráfico brasileiro? Quais os políticos ficha sujas “prejudicados por essa lei maldita”? Já iniciaram a construção dos pilares inaugurais de Belo Monte?

Enfim, que tal nosso país voltar a ser essa “mãe gentil, pátria amada, Brasil!”

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* Reside na comunidade de Boa Esperança, na Santarém/Curuá-Una.


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