PM senta no banco dos réus nesta terça por homicídio qualificado

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PM senta no banco dos réus nesta terça por homicídio qualificado em
O júri popular inicia às 8h desta terça-feira, no fórum de Santarém (PA). Foto: Arquivo JC

Nesta terça-feira (23), o júri popular da comarca de Santarém (PA) irá julgar o policial militar (PM) Elielson de Sousa Castro, acusado da prática de homicídio qualifico, por meio que dificultou a defesa da vítima. O crime aconteceu há 8 anos na cidade.

De acordo com os autos do processo, na madrugada do dia 14 de dezembro de 2013, na rua Caritás, esquina com a rua Mogno, próximo ao campinho de futebol na área da Cosanpa, no bairro do Maracanã, Ander Cleverton Soares da Cunha, o Pezão, foi morto com disparo de pistola, acionada pelo cabo da PM.

Conforme apurado, a vítima, após sair de uma festa ocorrida na casa de shows Hangar, no bairro Diamantino, onde estava na companhia de sua esposa Adriane Silva Campos, dirigiu-se ao bairro do Maracanã, próximo a uma bomba da Cosanpa, para consumir droga. Lá, encontrou seu amigo José Marcelo usando droga.

De acordo com José Marcelo, após utilizarem todas as petecas de cocaína, ele e a vítima saíram para comprar mais drogas em uma boca de fumo localizada no bairro do Santarenzinho. Ao retornarem para o local do crime, encontraram um casal embaixo de uma mangueira praticando sexo oral.

Neste momento, a vítima e José Marcelo se aproximaram do casal, sendo que o policial sacou sua arma e proferiu as seguintes textuais: “Sai daqui que é polícia”, tendo a vítima respondido que só queria ver se era algum conhecido, momento em que o policial efetuou um disparo à queima roupa no peito de Pezão.

Após a chegada de populares no local, o PM, ao ser indagado sobre o ocorrido, respondeu que já havia chamado a ambulância, fugindo em seguida em uma motocicleta. Pezão ainda foi levado pelo Samu 192 ao hospital municipal, mas não resistiu ao tiro e faleceu.

Legítima defesa

À polícia, o militar afirmou que estava no local pelo fato por ter dado uma “carona” a uma moça identificada como Doriane Gomes Ferreira, residente no bairro onde o crime ocorreu. E, e quando estava conversando com a referida moça, surgiram dois rapazes, momento em que avisou que era policial militar. Tendo um dos homens levantado a mão, realizando um gesto de que sacaria uma arma, o PM teria disparado sua pistola contra a vítima.

A sessão do júri popular está programa para se iniciar às 8h. Ela deveria ter ocorrido em novembro do ano passado, mas foi adiada devido o réu estar em recuperação pós-cirúrgica. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Daniel Menezes Barros, da comarca de Santa Izabel do Pará, enquanto a que a defesa será feita pelo Rogério Correa Borges.

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