A paixão que derrubou o Império

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Deodoro da FonsecaDeodoro da Fonseca: tórrida paixão

Coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo:

No livro “1889”, que Laurentino Gomes lança no mês que vem com tiragem recorde de 200 mil exemplares, o autor lança luz sobre uma personagem desconhecida nos livros de história, mas decisiva na Proclamação da República: a “bela e sedutora” baronesa de Triunfo.

A viúva gaúcha foi o centro de uma disputa amorosa. Marechal Deodoro, que perdera o coração dela anos antes para o senador Gaspar da Silveira Martins, só decidiu proclamar a República ao saber que dom Pedro 2º nomeou o desafeto para chefiar um ministério.

Até então, segundo a obra, Deodoro era monarquista convicto. A inimizade foi estopim da queda do império.

Laurentino Gomes fez pesquisas durante três anos para escrever o livro, incluindo estada de um ano nos Estados Unidos. “1889”, que entra em pré-venda na internet na segunda, fecha uma trilogia composta por “1808” e “1822”. No começo de setembro, “1808” será lançado nos EUA, em inglês.

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Provisão régia dos “Escravos de Corda”.


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6 Responses to A paixão que derrubou o Império

  • ‘Adelaide, “olhos negros fatais, mas bem amados, que zangados ferem, que sorrindo matam”, tinha à época 22 anos, era rica, elegante, inteligente e, “mais que tudo, era graciosa, e soberbos olhos cor de azeviche iluminavam-lhe o semblante marfinizado”(Sergio Buarque de Holanda (superv) Marechal Deodoro, série Grandes personagens da nossa História, p.699-670” ‘., apud, Presidentes do Brasil, Universidade Estácio de Sá, Editora Rio. p.25). ‘Deodoro passava seus dias sentado em uma poltrona, a acarinhar seu cão Tupi. Revelou a amigos a intenção de atirar ao mar todas as fitas e condecorações que passara a vida juntando e, no fim, cabiam em uma lata. (…) No dia seguinte, 23 de agosto de 1892, às 12:20, em sua casa da rua Senador Vergueiro, moria o primeiro presidente da República brasileira.(…). Deodoro dispensava terminantemente as honras militares. Pediu, inclusive, que pusessem seu uniforme numa lata soldada, para ser jogada ao mar. (…). No campo de Santana, um caixão baixa à sepultura. Dentro, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca(…). Sobre seu peito, a humilde medalha da Confederação Abolicionista’ (deste mesmo livro, p.29). TAPAJOARAMENTE AZUL,

  • Jeso,
    Quando eu estive em Petrópolis (RJ), eu ouvi não somente esta história, como também outra:
    “Sabendo que o “Conde d’Eu” sofria de certa antipatia, Dom Pedro II pensava em apresentar a proposta de tornar o Brasil uma Monarquia Constitucional Republicana. Dom Pedro era simpatizante das idéias republicanas e amigo de Deodoro. Naquele dia, Deodoro acordou para derrubar um Ministério e não a Monarquia. Deodoro morreu desgostoso por conta do modo como trataram o Imperador e dos rumos que o Brasil tomava depois de Proclamada a República. Antes de morrer, pediu para ser enterrado sem honras militares e com trajes civis. Deodoro foi Monarquista e amigo de Dom Pedro II, até a morte”.
    Isso, não ensinam em nossas escolas… Infelizmente…

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