Carta ao Dororó

Publicado em por em Memória

O maestro Wilde Dororó Fonseca completa hoje (28) dois  meses de falecimento.

Um dos filhos dele, João Paulo, escreveu uma carta póstuma ao pai.

– No meu entender, partiste cedo. Mas meu espirito pouco evoluído, ainda não consegue compreender, os desígnios de Deus. Sei que estás bem, usufruindo das glórias celestiais, pois foste a melhor pessoa que conheci neste plano. Um ser tão amoroso, de olhar tão transparente – destaca João Paulo.

No blog Geosociedade, a íntegra da carta.


Publicado por:

6 Responses to Carta ao Dororó

  • Prezado primo João Paulo,

    Parabéns pela belíssima Carta ao tio Dororó.

    Quando meu saudoso pai Wilson Fonseca (maestro Isoca) faleceu, tive emoção idêntica a que revelas em sua Carta. Posso te dizer que, passados mais de 8 anos, ainda percebo a presença do “velho”, especialmente em minhas inspirações musicais. Sei que isso será eterno. Na verdade, eu ainda tinha muito que conversar com ele; pois somente ele tinha as respostas para minhas dúvidas. Era um gênio. Como gênio também foi o tio e padrinho Dororó. Pessoas únicas.

    Creio que um dos mais nobres sentimentos que um filho pode oferecer aos seus pais é a gratidão e a preservação de sua memória.

    Leia no fórum de minha comunidade no Orkut o artigo que escrevi em homenagem ao meu tio e padrinho Wilde Fonseca (Maestro Dororó), falecido em 28 de outubro de 2010:

    https://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=17612591&tid=5535337903881877811&start=1

    O artigo está publicado numa “Nota”, no meu Facebook:

    https://www.facebook.com/note.php?note_id=450528151045

    E também no Blog “O Mocorongo”, do Ércio Bemerguy:

    https://ercioafonso.blogspot.com/2010/11/wilde-fonseca-artigo-de-vicente-jose.html#comments

    Veja ainda fotos no álbum em homenagem a Wilde Fonseca (Maestro Dororó), no meu Facebook:

    https://www.facebook.com/album.php?aid=42481&id=100000572904070&l=f3638217de

    Termino com a letra da música que dediquei ao “velho” Isoca e que toquei ao piano (nem sei como tive forças para isso) na Missa de corpo presente, naquele 26 de março de 2002, na Igreja Matriz, Catedral de N. S. da Conceição, em Santarém (tenho uma gravação daquele momento ímpar):

    LIRA ILUMINADA
    (Valsa Santarena nº 51)
    Letra e Música: Vicente José Malheiros da Fonseca

    I
    Há tanta amargura em mim…
    Ah! quanta saudade…
    Desde que partiste
    Tudo é muito triste
    Mas não vou mais chorar.
    Pai, tu não estás ausente
    Pai, serás a mão segura
    Pai, tu foste sempre o herói
    De toda a minha vida,
    Meu pai.

    II
    Oh! quanta ternura em ti
    Vem sempre à lembrança,
    Alma de bondade, amorosa,
    Tens a luz que brilha mais.
    Pai, meu amigo,
    Deus te chamou.
    Anjo que retorna à orquestra,
    Ao som da melodia,
    Pra cantar no Céu.
    Tu foste a lira iluminada
    Deste Tapajós.
    E, agora, no luar que tanto tu cantaste
    Em Santarém, terra querida,
    Tu serás o meu farol.

    III
    Ouve a voz do teu cantor,
    Dorme em paz, meu protetor.
    Eu vou cantar
    Nesta canção
    Versos, bem sei,
    Do coração.
    Ah! quisera te mostrar
    Como outra vez.
    Ah! quem dera te dizer:
    Te devo tanto
    Do que sempre fiz.
    A tua mão em minha mão,
    Em dó maior.
    Pai, em lá menor
    Não pode haver separação.
    Deus, escuta a minha prece, com fervor,
    Protege a todos nós,
    Conduz a nossa vida.
    Guarda no teu coração
    A LIRA ILUMINADA,
    Meu querido pai.

    *Homenagem a meu pai.
    **Música composta em 14.3.2002 e letra elaborada em 12.4.2002 (Belém-Pará)

    João Paulo, não te esquece de trazer para Belém as partituras da “Praça da Matriz”, conforme conversamos aí em Santarém. Boa viagem. E até por aqui, primo.

    Feliz 2011.

    Abraços,

    Vicente Malheiros da Fonseca
    https://www.trt8.jus.br/juiz/default.asp

  • Maestro Wildes Fonseca, continua vivo em sua obra, na sua historia, e nos caminhos justos e perfeitos que trilhou ao longo de sua vida. QUE O G.A.D.U., amor e bondade, lhe tenha em sua gloria.

  • Confesso que foi difícil conter as lágrimas ao ler tão bela expressão de amor expostas por um filho que tal qual o pai é tão especial.Todos nós que te conhecemos João sabemos que a principal herança que seu pai deixou foi sem dúvida a sinceridade que dele jamais se apartou… Só quem perde alguém querido é que pode,não explicar,mas entender o que é a dor que sentimos ao vê-los partindo…Mas nossa vida é assim,hoje estamos nos vendo,mas amanhã? Quem sabe…o que nos conforta é saber que os que morrerem com Cristo no coração tem um destino certo e maravilhoso. E nada é melhor que a certeza disso…

  • Tal pai, tal filho…fui aluna do pai e agora colega do filho…visível tudo q “Tio Dó” era na pessoa de JP…manso,prudent,alegre,inteligent,observador,solidário e amante d Stm. Parabéns colega,linda carta!

  • Uma grande personalidade, que contribuiu para o engrandecimento da cidade de santarém!
    Grande WILDE!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *