Fotos: Santarém em Conexão/Emanuel Júlio Leite

O antigo trapiche. Na foto abaixo, o novo
por Sidney Canto
Dia 28 de agosto de 1883
O pastor confederado Richard Thomas Hennington começa a construção de um trapiche em Santarém, para a atracação de navios a vapor, no mesmo local onde hoje se encontra o terminal fluvial turístico, em frente à praça do Pescador, construído sobre os “escombros” do edificado por Hennington.
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Estive em Santarém e vi a beleza da praça que nem sei se ainda é Praça do Pescador, oois não vi a estátua do pescador(São Pedro)com o rema na mão, que ali havia.
Pois é, o prédio reformado, agora setor turístico, mas a história desapareceu. Que pena.
Não sou nascido em Santarém mas, devo muito ao pessoal de Santarém porque aqui que continuei os meus estudos até seguir para Belém e agora moro aqui profissionalizado. Olhando a foto antiga e a nova do trapiche de Santarém, percebe-se quanto o cidadão comum é “empurrado” para as periferias imundas. A cabou-se com o porto já construído ao invés de melhorá-lo para atender os usuários. Esses 32 gestores, como diz o comentarista, não conseguiram “enxergar” que o que move o comércio são os povos que moram nas regiões em torno do município e da cidade de Santarém. Santarém, não tem vocação industrial para imitar o modelo capitalista. Optaram pelo Turismo que de turismo nada tem, até porque o nosso povo não tem tradição com esse tipo de negócio. Não vejo nada de extraordinário, o turista sentar numa mesa da massabor e beber coca-cola produzida quem sabe aonde.
Senhor (a)
A nossa história prova que não foi um político ou administrador público que iniciou o que seria o início de um futuro porto de Santarém, foi o pastor confederado Richard Thomas Hennington, que deixou para futuras gerações.
Temos que trabalhar para termos o Estado do Tapajós para nossos netos. Nós conhecemos muitos administradores que usufruíram do erário público e tudo acabou, porém o planeta Terra continua a sua marcha.
SIM ao Estado do Tapajós.
Amigo Jeso,
Façamos cálculos, 128 anos divididos por cada gestão de 4 anos, vão-se 32 gestores (prefeitos) e veja que nenhum deu atenção a nossas embarcações, estas que movem de 80% a 90% de nossa economia que gira em torno do comércio, cuja nossas estradas são os rios, com uma resalva, sem buracos, e não temos um terminal digno tanto para cargas, quanto para nossos queridos passageiros (turistas) que sempre estão indo e vindo a nossa tão querida cidade.
Essa foto do antigo trapiche de Santarém me leva aos anos 50, nos meus 12 anos de idade, quando aprendi a nadar saltando dele e dando braçadas até a área fronteiriça a Praça São Sebastião, onde ficava a Prefeitura. Fiz isso muitas vezes, nos tradicionais banhos de fim de tarde dos internos do então Ginásio Dom Amando, atividade que se fazia diariamente.
… Jeso, a diferença que existe entre o trapiche antigo e a massabor, digo trapiche de hoje, é que antes agente tinha espaço pra caminhar, pescar e passear pelo trapiche. Hoje, o “trapiche” se transformou em uma grande pizzaria, onde é ocupado todo o espaço com mesas e cadeiras, nao temos espaço pra caminhar com nossos filhos. A massabor coloca cadeiras e mesas por todos os lugares e ficou tudo apertadinho. E só pra lembrar, quando o prefeito de Belterra, digo prefeita de Santarém fez a licitação, digo fez a escolha que seria a massabor que iria assumir o “pequeno” espaço de alimentação da pizzaria, digo terminal turístico, disseram que eles venderiam apenas comidas típicas da região, como: tacacá, milho, bolo, vatapa, pato no tucupí, etc.