Imobiliária lança residencial verde

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perspectiva_geral Maquete do Eco Residencial, à beira da praia de Caraparani

por Samuel Alvarenga (*)

Uma área total de 330 mil m2, com campo de futebol, quiosques, quadra de tênis, playground, passarelas para caminhadas, vista para a praia, local para atração de embarcações e ainda é ecologicamente correto. Essas são as características do mais novo empreendimento imobiliário de Santarém: o Eco Carapanari Residence.

Carlos Ribeiro e Carlos Frederico, seu filho e sócio na empresa

Lançado no mês de setembro, o condomínio, com 112 lotes, é um sucesso comercial e inaugura uma nova visão em relação ao conceito de moradia. É o que garante o criador do negócio, o corretor de imóveis Carlos Ribeiro.

Ao longo de 13 anos no ramo imobiliário, Carlos Ribeiro, 45, começou como empregado em um escritório imobiliário e construiu sua própria marca. Comanda há quase 11 anos uma das corretoras de maior prestígio em Santarém: a Imobiliária Carlos Ribeiro.

Veja fotos e a maquete do empreendimento.

Nesse período foi presidente da Delegacia do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), chegando, também à coordenação da Escola Técnica de Formação de Corretores (Cetrep). Foi durante o tempo em que coordenou a escola que Ribeiro conseguiu a aprovação, junto ao MEC, do primeiro curso de nível superior referente à atividade imobiliária.

“Quando nós trouxemos o curso superior nós passamos a investir em consultoria empresarial imobiliária, onde o empresário que estava vinculado a nossa empresa tivesse garantias e informações necessárias para futuros investimentos. O trabalho de assessoramento trouxe respaldo às negociações imobiliárias da nossa empresa seja na área de compra ou venda”, enfatiza.

O empresário revelou que a ideia de construir um condomínio, preferencialmente em uma área mais afastada do centro da cidade, já estava nos planos. Segundo ele, a área localizada próximo à praia do Carapanari veio através uma boa negociação.

ESTRUTURA

“Uma pessoa estava querendo vender um terreno no Carapanari. O negócio não poderia ser melhor, porque a área já contava com uma boa estrutura e era próximo à praia. Tivemos, apenas, que trabalhar para estruturar o acesso e atender às exigências em relação aos projetos ambientais e arquitetônicos”, relata Ribeiro.

A resposta da população sobre a aceitabilidade do Eco Carapanari Residence reflete-se na quantidade de lotes vendidos: desde a data do lançamento, dia 24 de setembro, foram vendidos metade dos 112 lotes, de 18 x 30, 12 x 30 e 27 x 30, à disposição, com preços variando entre R$ 25 a 45 mil, conforme tamanho, serviços oferecidos e localização. Mas apesar do sucesso, Carlos Ribeiro diz que há diferenças entre um simples loteamento e um condomínio.

“No caso de um condomínio você terá que cercá-lo com serviços básicos como água e energia, além de segurança e lazer, pois ali você terá pessoas convivendo dentro do mesmo espaço. No caso de um desmembramento de área, você tem que oferecer condições de acesso e providenciar energia elétrica e água encanada. É bem mais simples”, esclarece.

NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

O Eco Carapanari Residence não descuidou do quesito sustentabilidade. O projeto arquitetônico, segundo Ribeiro, teve a preocupação de preservar as chamadas áreas verdes, em volta do condomínio, oferecendo, sobretudo, qualidade de vida aos moradores.

“Nós lançamos no mercado a ideia que o nosso empreendimento oferece conforto e, acima de tudo, qualidade de vida. Lá existem opções para todos os gostos: pra quem gosta de banho de piscina, pra quem quer ir à praia, utilizando caminhos alternativos, pra quem gosta de fazer sua caminhada perto da natureza, através de rampas próprias, enfim. Nós queremos fazer com este lugar seja o melhor possível para se morar”, pondera.

O empresário adiantou que algumas adaptações serão feitas no sentido de causar o mínimo de impacto à natureza. A primeira delas é em relação à marina, onde ficarão atracadas as embarcações. A rampa não será de concreto, haverá apenas um trilho, onde lanchas, jet-skis e similares farão a descida para o rio. A segunda adaptação será a construção de uma fossa ecológica. A fossa atuará na depuração do material, lançando-o sem agredir o meio ambiente.

Além das duas adaptações, cada lote conta com 3 metros de cobertura vegetal, arborizado, com canalização do vento, contribuindo sensivelmente para a diminuição das altas temperaturas.

“O contrato dos condôminos prevê, ainda, que cada lote contará com sua reserva e que eles não podem mexer no local e nem molestar os animais silvestres, pois é uma preocupação para que eles convivam no mesmo espaço”, completa.

Carlos Ribeiro acredita que outros empreendimentos como o Eco Carapanari Residence podem surgir se houver uma responsabilidade social e, sobretudo, ecológica, por parte da população e do empresariado. Na opinião do empresário, o futuro de outras gerações deve ser melhor planejado.

“Torcemos que outros empresários pensem dessa forma, porque a nossa região oferece todas as condições para que as pessoas tenham qualidade de vida. E se não pensarem nós estamos aí para lançar outros empreendimentos”, avisa.

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* É jornalista santareno. Reportagem especial para o blog.


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33 Responses to Imobiliária lança residencial verde

  • Eu gostaria de saber sobre o acesso à praia. Os “empreendedores brilhantes” de Santarém constroem residenciais a beira da praia e impedem o acesso por parte da população a um bem público. Esta semana estive no Carapanari e pude constatar que a praia é praticamente particular levando em consideração que só quem usufrui são os donos dos residenciais ao redor dela. A praia é um bem de domínio público se para se chegar a ela tem que passar pelo terreno das residencias deve haver o instituto da servidão administrativa passagem forçada conforme nosso código civil art 1.285. Estou investigando possibilidades para propor ação civil pública ou popular.

  • GOSTEI DE SABER,ERA MESMO O QUE EU ESTAVA QUERENDO.
    GOSTARIA DE SABER COMO FAÇO PARA CAMPRAR UM CASA E QUAIS AS FORMAS DE PAGAMENTO.
    AGRADEÇO SE PODER RESPONDER.

  • Que mané desrespeito a Lei???? O Plano Diretor de Santarém prevê áreas destinadas a expansão urbana, da qual faz parte a área em questão. Pelo que a Lei estipula, não há NADA de errado. Santarém precisa se desenvolver, gerar bens, empregos. Florestas intactas e áreas exclusivas de proteção ambiental têm de ser respeitadas, bem como áreas urbanas ou rurais (passivas de empreendimentos de expansão urbana) podem e devem ser usadas para esse fim. E ponto!

  • Se esse terreno fizer parte da comunidade do eioxo forte pelo pouco que coheço dessa comunidade forte desculpando o trocadilho, ainda vai ter muito barulho e muito o que discutior com certeza……

  • Está de parabéns a Imobiliaria Carlos Ribeiro, pelo que pude constatar é um empreendimento arrojado, legalizado pelos órgãos ambientais, e com o conceito “Eco” sim, uma vez que destina espaços preservados na área do condomínio e nos lotes, sem contar que é um local belíssimo. Aos que estão especulando isso e aquilo, deixo a dica façam como eu, busquem informações com a própria imobiliária, serão bem atendidos e quem sabe poderão até pensar em adquirir um lote assim como eu estou pensando, conheçam pessoalmente o empreendimento, estive em um domingo lá e fui muito bem atendido pelo corretor Anderson, o qual esclareceu minhas dúvidas.
    Parabéns, e sucesso a imobiliária, a sua equipe e ao condomínio, torço que ele siga a risca tudo o que está sendo proposto, e que seja bom pra natureza e pras pessoas, pois a responsabilidade com as pessoas e o meio ambiente é obrigação de todos.
    Abs.
    Antonio Freitas

    1. Justamente meu caro,

      Destinar espaços preservados na área do condomínio, fossa ecológica, reserva obrigatoriamente intacta em cada lote, etc. é só blá-blá-blá pra fazer trouxa acreditar que há preocupação com meio ambiente e vender mais e mais graças ao conceito “eco”.

      Um um bom cafezinho, um bom papo, passeio pelo local, de repente até uma cervejinha e carninha assada e pronto! Estou convencido de que morando aqui repousarei com a consciência tranquila de estar respeitando o meio ambiente e completamente dentro da lei.
      Aff..

      É cada absurdo que ocorre em Santarém! E não estou falando do empreendimento em si, mas sim da conivência do órgão municipal de meio ambiente em admitir tal desrespeito para com o rio Tapajós.

      1. Renato Almeida ja que você gosta tanto de falar em que as pessoas não estao fazendo sua parte o que você faz? Mora em casa 100% ecologica? Você so sabe criticar as pessoas que estão tentando fazer algo de bom pensando em um bem comum que estão preoculpado com a natureza! O Carlos Ribeiro poderia pegar essa área e fazer tudo sem nenhum tipo de preservação e ainda conseguiria a licença e ganharia muito mais dinheiro por que ser ecologicamente correto não e barato.

        Parabéns, e sucesso a imobiliária, a sua equipe e ao condomínio, torço que ele siga a risca tudo o que está sendo proposto, e que seja bom pra natureza e pras pessoas, pois a responsabilidade com as pessoas e o meio ambiente é obrigação de todos.
        Abs.

  • Posso postar então?*

    Na minha opinião esse é um empreendimento arriscado!
    Já até disseram aqui o que eu pretendia. Inclusive assino embaixo ao que disse a Larissa, pois há uma banalização dos termos “eco”. Se o empreendimento pretendia ser ecologicamente correto, poderia começar seguindo o que a legislação estabelece:

    Art. 2° do Código Florestal: Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
    a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será:
    5) – de 500 (quinhentos) metros para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros

    Art. 4º A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse social, devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.
    § 7º É permitido o acesso de pessoas e animais às áreas de preservação permanente, para obtenção de água, desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a manutenção a longo prazo da vegetação nativa.

    Diante de tantos questionamentos em um canal de considerável alcance, que é este blog, seria bom se o responsável pelo empreendimento, bem como o órgão municipal de meio ambiente, pudessem esclarecer as “competências legais” (risos..) que possibilitaram esse empreendimento.

    (*) apagar

  • Porquê o senhor recusou meu comentário sobre este empreendimento?
    Eu disse alguma mentira?
    Sou leitor do seu blog e estou dando minha opinião, agora, porque ela é vetada?
    O papel do jornalista é esse? Escamotear por interesses?
    Saiba que o senhor acaba de perder toda a credibilidade que eu depositava no seu trabalho e farei questão de levar esse comentário adiante, pois Santarém parece faroeste, tudo pode. E farei isso ressaltando que no Blog do Jeso Carneiro ele não foi aceito. Canal para isso é o que não falta.

    Renato Glauber de Almeida,
    geógrafo, amante do jornalismo, residente em Oriximiná, brevemente em Santarém.

    1. Não aceitei, porque fazes acusações infundadas. Se provares, aceito. A regra é essa.

      1. Desculpe-me, mas acusações infundadas não!
        Citei dois artigos básicos do Código Florestal Brasileiro, Lei Nº 4.771, de 15 de Setembro de 1965, ainda vigente.
        O senhor como jornalista, imagino que já deva ter buscado na legislação.

        xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx censuradoxxxxxxxxxxxxxxxxxx

        1. Renato, se não provas as tuas tuas afirmações/acusações, como haverei de publicá-las? Prove-as! Mande-me as provas! Do contrário, sinto muito, não irei publicá-las, por não ser irresponsável.

  • Carlos Ribeiro, é digno de aplausos sua coragem e arrojo. Este empreendimento é um presente para o Tapajós. Que Deus coroe de êxito.

  • E essa piscina Jeso, vai ser aberta ao público ou é particular? Qto custa o lote?

    1. Miriam, ligue para a Imobiliária Carlos Ribeiros para mais informações: (93) 3522-7889// 9122-0336

        1. JW, a obra é licenciada pelos órgãos ambientais, conforme expliquei anteriormente e me foi informado pelo empreendedor. Quaisquer outras dúvidas, é só ligar para a Imobiliária Carlos Ribeiro. Fone: 3522-7899.

  • O poder público deveria se antecipar e transformar toda a extensão às margens do rio em área protegida e impedir qualquer possibilidade de edificações numa faixa de pelo menos 4 km. Todos os telhados acumulam água, em não havendo mais cobertura vegetal, e a cultura de cimentar todos os quintais faz com que as águas pluviais tomem uma velocidade e sigam em erosão ao leito do rio. Já não vou mais a Alter do Chão, pois não vendo o que lá fizeram, não aflijo meu coração.

  • Mesmo com as recomendações devidas, colocar rampa na praia não concordo não!

  • Pelo que observo pela maquete, parte da área do empreendimento está em uma área de preservação permanente…mas não vamos entrar em discussões, creio que quem vende deve estar ciente e quem compra tem sua posição. É um belo projeto. Só acho que embora chamado de eco, não é ecologicamente correto. A banalização dos termos antecedidos de eco, associados a sustentável e toda essa coisa de marketing verde é preocupante. Mas enfim…

  • Olha, fui convidado pelo meu amigo Zé Maria para uma piracaia no Eco Residencial, fiquei impressionado com a qualidade do empreendimento, a audácia do empresário Carlos Ribeiro, um jovem realizador, sério e com uma visão de futuro de impressionar.
    Tranquilo, com uma simplicidade sem igual, Carlos nos proporcionou uma noite maravilhosa na beira do Tapajós, além da peixada, cantamos para os novos moradores do Eco Residencial, tudo muito especial e maravilhoso debaixo de uma lua cheia espetacular.
    Quero aqui parabenizar o Carlos Ribeiro e sua família, pessoas realmente profissionais na arte de recepcionar, com simpatia, com classe, adorei tudo o que vi e fiquei muito empolgado para comprar um de seus espaços na praia do carapanarí, PARABÉNS CARLOS, MANO VOCÊ É ESPECIAL.

  • Pelo que sei esta area estar dentro do projeto de assentamento eixo,forte,se esta area não for titulada,e nao foi excluida do perimetro do assentamento,é confusão á vista,pois não vão conseguir fazer este condominio,precisamos deste esclarecimento

  • E a documentaçao dos lotes? como vai funcionar? já é possível viabilizar um financiamento para a contruçao de casa.

  • Já estragaram maracanã, alter do chão e outros locais. Te segura Belterra!!!

  • como esta o procedimento para licenciamento? já pode haver construçao de casas? há pendencias?

  • Jeso,

    Mas tem uma rampa na areia da praia, não tem?
    o projeto está realmente lindo.

    abs,

    1. Tem rampa sim, Telma, feita, inclusive, de acordo com recomendações/orientações dos órgãos ambientais.

  • Um espetáculo! Lindo, Lindo!
    Eu sou corretor de imóveis aqui em Marabá e achei muito interessante o empreendimento. Eu pergunto: A infraestrutura já está pronta? É importante. Se alguém da empresa puder entra em contato, meu email é joguim10@hotmail.com.
    Obrigado!

    1. Não, não. A praia ficará livre. Estive pessoalmente no local e constatei isso. Além do mais, o Ibama, Sema e Semma e congêneres não permitiriam isso.

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