40 anos de rádio

Publicado em por em Oeste do Pará, Perfil

O jornalista e professor Manuel Dutra joga luzes em outro profissional da imprensa no Pará: Santino Soares, com raízes em Juruti (onde nasceu) e Santarém (onde começou no rádio).

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30 anos à caça de notícias.

Santino reside em Belém, onde trabalha na Liberal AM há 29 anos.

– Jovem de 18 anos, jamais lhe passou pela cabeça ser radialista, até o dia em que uma tia insistiu para que ele se candidatasse num concurso para locutor, em Santarém. Entre dezenas de candidatos, “a fila ia do corredor ao meio da rua”, ele foi selecionado juntamente com outro felizardo – escreve Dutra.

AQUI, a íntegra do perfil.


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2 Responses to 40 anos de rádio

  • BOM DIA JESO,

    NÃO TEM NADA A VER COM O POST ACIMA, MAS ACHEI INTERESSANTE E QUE VC TOME CONHECIMENTO PARA MELHORAR MAIS AINDA E AINDA MAIS O SEU ( MOSSO BLOG).

    CHAGUINHA

    Internet – Ao rés do chão

    Carlos Brickmann, Observatório de Imprensa

    Tudo começou como uma brincadeira: um site que defende a candidatura Dilma Rousseff criou uma página heterodoxa do jornal baiano A Tarde e inventou a manchete “Serra: vou criar o Ministério do Acarajé”.

    Imediatamente, virou verdade: blogs e sites petistas a usaram para criticar o candidato tucano. A falsa notícia enganou os editores do Blog da Dilma e do Amigos do Presidente Lula. Saiu no sábado, saiu no domingo, e só na segunda à tarde se divulgou que era uma invenção.

    Aí a tática mudou: os petistas (que tinham caído no truque) tentaram ridicularizar os tucanos, que também caíram, dizendo que desde o início eles sabiam de tudo.

    Não, não sabiam. Mas o problema principal não é este: é que, com a Internet, que expandiu o universo de quem pode se manifestar, houve mudanças importantes na área da comunicação. É preciso aprender a lidar com isso – tanto em termos jornalísticos quanto no da responsabilidade legal pelo que é divulgado. Gostemos ou não, o mundo agora é outro.

    Liberdade de expressão é fundamental; também é fundamental que a liberdade de expressão seja exercitada com responsabilidade. Já bastam os comentários falsos atribuídos a personagens de alta credibilidade como Marília Gabriela, Paulinho da Viola e Millôr Fernandes.

    Os valentes anônimos que se multiplicam nos comentários da Internet são perfeitamente dispensáveis. Quem quiser insultar, agredir, ofender, que o faça, mas assumindo a responsabilidade.

    Há literatos anônimos que defendem Hitler, o Ato Institucional nº 5, a tortura; que atacam etnias e religiões; que defendem a morte de seus adversários ideológicos. Isso só acontece porque estão protegidos por aquilo que chamam de “nicks” – os “nicknames”, apelidos atrás dos quais se escondem.

    Nos Estados Unidos, a prevenção a esse tipo de abuso já começou: há uma série de sites que, mantendo o espaço aberto a todo tipo de manifestação, exige de seus comentaristas que se identifiquem.

    O Sun Chronicle, de Massachusetts, checa a identidade pelo número do cartão de crédito. O Buffalo News faz checagens diretas, exigindo que os comentaristas forneçam dados que permitam confirmar sua identidade. “Os comentários anônimos são com frequência racistas e sexistas”, diz Margareth Sullivan, do Buffalo News, e podem “derrubar o teor e a reputação do site”.

    No Brasil, tudo depende do editor. Gustavo Chacra, que tem um primoroso blog sobre política internacional, leitura obrigatória para quem quer estar bem informado, proíbe formalmente o racismo e a falta de urbanidade. “Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes”.

    A frase “todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima” pode parecer redundante, mas não é: vá a qualquer blog sobre futebol e achará discussões acirradas, em textos enormes, entre petistas e tucanos.

    Ricardo Kotscho não é tão explícito quanto Chacra, já que não publica sistematicamente a lista do que não permite, mas age da mesma maneira correta: gente mal-educada, “os cachorros loucos”, ficam de fora. E está certo: se o que se quer, com a liberdade propiciada pela Internet, é expor todos os pontos de vista sobre uma determinada questão, o insulto, os preconceitos e a grosseria impedem que se faça luz.

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