Frase do dia

Publicado em por em Oeste do Pará

É assim que se faz jornalismo, botando o pé na estrada (ou o corpo todo no ar, como fizeram) e ir testemunhar os fatos, ver de perto, ouvir as vítimas, sobretudo quando assistimos a um telejornalismo conivente que só escuta a voz dos que mandam e matam.

Manuel Dutra, professor doutor e jornalista, a propósito da reportagem feita pela TV Itaituba (Record) na aldeia onde ocorreu confronto entre índios Munduruku e a Polícia Federal.


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4 Responses to Frase do dia

  • Como é que é esse jornalismo verdade que ouve um lado só da história, tem que ouvir os policiais federais, e não só citar uma nota de assessoria de imprensa, mas vejam como são as coisas, os policiais não podem dar entrevistas por conta da função e da investigação, fazer jornalismo verdade assim, não é tão verdade.

  • Para mim, a maior e indispensável qualidade do jornalista é a isenção. Os fatos devem ser narrados como os fatos são. Tipo aquilo que atribuem a Batista Campos (mas nem sei se foi ele mesmo quem escreveu isso): o ladrão é ladrão, o boi é boi. Despencaladeira abaixo no meu conceito o chamado jornalista engajado, que apresenta os fatos sempre com um viés ideológico ou idiossincrático, ou seja, puxando a brasa para a sua sardinha. Quem tem que encarar ou interpretar os fatos de acordo com sua ideologia ou idiossincrasia é o leitor, não o jornalista. É por isso que eu me vejo obrigado a comprar diariamente os dois principais diários de Belém: o que um atribui ao outro é o que mais se aproxima da verdade, e vice-versa, e, aí, eu vou formando com um mínimo de segurança a minha convicção (deplorável) sobre cada um dos dois grupos midiáticos.

  • Brinda-nos sempre professor, com sua oportuna e acertada interferência. O blog anda carente!

    Chico Corrêa

  • Jeso e amigos,

    Como de praxe, o maestro Manuel Dutra indica o caminho da vida, e do jornalismo com o brilho e a competência que o fez nossa referência maior, na pesquisa e docência na área.

    Saludos,

    Samuca

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