De autoria da vereadora (e enfermeira) Marcela Tolentino (PDT – foto), a Câmara Municipal de Santarém aprovou ontem (16) “Moção de Solidariedade” em favor da ex-diretora do HMS (Hospital Municipal de Santarém) Ana Cláudia de Carvalho Tavares, presa na terça-feira (15) por determinação do MP (Ministério Público) do Pará em Santarém.
A matéria foi aprovada à unanimidade.
– Estamos solidários com a servidora pública Senhora Ana Cláudia de Carvalho Tavares, ex-administradora do Hospital Municipal pelo episódio que culminou com o mandato de prisão – diz a Moção.
Abaixo, a íntegra da moção.
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CÂMARA DE VEREADORES PRESTA SOLIDARIEDE A ANA CLÁUDIA DE CARVALHO TAVARES PERSEGUIDA PELO MP
MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE N°. 007/2011.
Senhor Presidente, Senhora e senhores Vereadores:
A Câmara Municipal de Santarém, através da sua edilidade, apoiados nas prerrogativas que lhes são assegurados pelo Regimento Interno da Casa, requerem que, após os trâmites legais e regimentais e com a necessária aprovação do Douto e Soberano Plenário, seja consignado na Ata da presente sessão a manifestação de SOLIDARIEDADE a Senhora ANA CLÁUDIA DE CARVALHO TAVARES.
Estamos solidários com a servidora pública Senhora Ana Cláudia de Carvalho Tavares, ex- administradora do Hospital Municipal pelo episódio que culminou com o mandato de prisão.
Senhora e Senhores vereadores, queremos crer que faltou um pouco de compreensão para que pudesse chegar a uma conclusão conciliatória sem chegar ao ponto da grave ocorrência, que denegriu a figura de uma cidadã que sempre foi dedicada e cumpridora do seu dever a frente da difícil missão de administradora do HOSPITAL MUNICIPAL DE SANTARÉM, que atravessa sérias dificuldades financeiras e estruturais, que sobrepõe sua competência, cuja problemática situação culminou com seu pedido de demissão do cargo na noite desta terça-feira (15), às 23h45, durante coletiva à imprensa, após ser liberada pela Polícia Civil onde passou mais de três horas prestando esclarecimentos ao delegado de plantão.
Associamos-nos de forma plena a todos que nesta hora estão ao lado da distinta senhora, pois temos conhecimento dos seus relevantes serviços à frente da Instituição a qual estava servindo desde o dia 1º de maio de 2010.
O episódio mobilizou advogados, amigos, familiares, assessores da Secretaria Municipal de Saúde e também da Prefeitura, além do procurador jurídico do município, Isaac Lisboa.
Requeremos ainda, que cópia desta decisão seja dada conhecimento a Senhora ANA CLÁUDIA DE CARVALHO TAVARES.
Sala das Sessões, Plenário da Câmara Municipal de Santarém, em 16 de fevereiro de 2011.
MARCELA TOLENTINO DE MATOS
Vereadora – PDT
Se fosse oposição, heimmmmm!!!!!!!!! Tavam metendo o cassete!!!!!!
Jeso,
Não é supresa a Enfermeira Vereadora Marcela Tolentino (PDT), tomar partido da e-xdiretora do Hospital Municipal, pois ao que tudo indica a única preocupação da vereadora enfermeira é com seus pares, sejam na área de saúde, como no neste caso ou em situação politica.
Para ue não caía no esquecimento a Vereadora Enfermeira não viu nada demais quando o telhado do Hospital Municipal desabou e causou a morte de duas pessoas, ou seja, a Enfermeira deu lugar a politica partidaria e esqueceu que sua principal função, como Enferemeira, é zelar pela súde das pessoas, e como Politica Séria é zelar pelo cumprimento da Lei.
Pelas atitudes da Enfermeira Vereadora ela limita seu papel em servir de defensora do Governo Municipal nas questões de desrespeitos a saúde dos Santarenos. Marcela Tolentino pode-se dizer que agora é de fato e de direito uma Vereadora Enfermeira. E Vereadora que defende o Governo, mesmo que a casa caia, ou melho o telhado do Hospital caía.
Cara Rafaela Poranga, pelo menos a vereadora enfermeira se posicionou, teve coragem de tomar partido na questão. E a oposição? E os vereadores que fazem oposição ao governo Maria II por que não falaram nada? Por que não parabenizaram a atitude do MP? Por que se omitiram sobre o episódio?
Enquanto isso, os pacientes continuam agonizando nas filas, a cidade cheia de buraco, o rio sendo poluído, blá blá blá….
Caro Jeso é louvável que o nosso legislativo dê o devido apoio à servidora, no entanto esse episódio demonstra também a inoperância de nossos legisladores em fazer seu papel “preventivo” de legislar e fiscalizar as ações do executivo no atendimento das demandas sociais, o que o MP está realizando, apesar de tardiamente. Vale ressaltar que quando se assume um cargo público pressupõe-se ter qualidades técnicas, experiências e conhecimento suficientes de suas obrigações legais para com a sociedade.
Ah, me poupe desse “puxassaquismo”