Na tabela abaixo, as contas da Caixa Econômica Federal que tiveram o sigilo bancário quebrado, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), nos autos do inquérito que apurar desvio de recursos públicos da primeira etapa da orla de Santarém.
O deputado federal Lira Maia (DEM) é o único indiciado neste inquérito ( nº 2.991).
Era ele quem estava à frente do município quando a obra foi executada, com recursos federais, na ordem de R$ 10,7 milhões.
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Ao todo, 22 contas de 8 instituições bancárias diferentes tiveram o sigilo quebrado, a pedido do MPF (Ministério Público Federal).
| Agência | Conta | Onde fica |
| 621 | 3639689 | Belo Horizonte (MG) |
| 134 | 9003677 | Nova Lima (MG) |
| 2255 | 5010575 | Belo Horizonte (MG) |
| 82 | 3005020257 | Belo Horizonte (MG) |
| 2426 | 35009061 | Belo Horizonte (MG) |
A empreiteira da obra, Mello de Azevedo, tem a sua matriz em Belo Horizonte. A conta-mãe da empresa, na qual a Prefeitura de Santarém fazia os depósitos do dinheiro pela obra da orla, era a de nº 63.1574 (Bradesco).
O blog ainda vai mostrar as demais contas com sigilo bancário quebrado.
E o meu comentário? Onde andará?
Caros,
A falta de infraestrutura de toda ordem em Santarém é um prato cheio para todo tipo de desvio. Duas situações chamam atenção nessas obras: o volume de aterro e de concreto utilizados. Os custos para execução desses serviços podem ficar bem altos, basta especificar alguns parâmetros a serem atingidos.
As concepções são outro “equívoco”. A orla avança sobre o rio. A obra ficaria mais simples e mais barata se avançasse de 3 a 4 metros sobre a Av. Tapajós.
Seria bom também levantar os custos para execução daquela montanha de aterro e de concreto chamada “parque da Vera Paz”. A obra, da forma como foi concebida, sobre terreno aluvionar (várzea) ficou bem mais cara, comparada a uma construção, nos mesmos moldes, em terra firme.
Uma questão: essas obras contribuíram para o embelezamento da paisagem formada pelo majestoso rio Tapajós?