Publicado em por em Política

José Tostes Neto teve divergências com a família do presidente

Ex-Sefa, Tostes deve ser exonerado por Bolsonaro do comando da Receita Federal
Tostes Neto, ex-número 1 da Sefa no Pará na gestão do ex-governador Simão Jatene. Foto: Reprodução

José Tostes Neto, ex-Sefa no Pará, deve deixar o cargo de secretário especial da Receita Federal nos próximos dias. O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou Tostes para conversar na noite de 5ª feira (2). Informou que o presidente vai precisar do cargo dele.

Guedes sugeriu que ele pedisse demissão e disse que Tostes poderia escolher qualquer outra posição no Fisco. Mas Tostes explicou que é auditor aposentado, portanto não poderia voltar a trabalhar no órgão.

— CONFIRA: Justiça arquiva processo contra vereador do PL por suposta compra ilegal de imóvel.

Tostes e Guedes conversaram novamente nesta 6ª feira (3) sobre a possibilidade dele ir para uma adidância – órgão público em outro país. Tostes não deu resposta.

No início da tarde desta 6ª feira, a informação foi vazada para a mídia. A dúvida é se Tostes vai pedir demissão, ir para outro cargo no Fisco ou para o exterior.

O secretário teve divergências com a família do presidente Jair Bolsonaro sobre a indicação do corregedor-geral do Fisco, cargo vago desde julho de 2021.

Tostes queria como corregedor o auditor Guilherme Bibiani. Ele enviou a indicação para a Casa Civil. Mas o cargo é de interesse da família Bolsonaro, que nega a informação em público.

Outro auditor, Dagoberto da Silva Lemos, é a preferência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Guedes decidiu criar para Tostes um posto de adido econômico do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), em Paris.

— LEIA: Câmara oficializa pedido de cassação de vereador acusado de estuprar menor.

Para ser adido no exterior, o funcionário da Receita Federal deveria estar na ativa. Esse não é o caso de Tostes. Ou seja, mudanças na regulatórias teriam que ser feitas para viabilizar a indicação.

O secretário especial de Competitividade, Carlos Da Costa, deverá ter outro cargo, de adido em Washington. Em 2020, Guedes queria que Da Costa se tornasse presidente do Bid Invest, uma divisão do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O posto era uma promessa do governo norte-americano ao Brasil. Mas a derrota do presidente Donald Trump, que tentou a reeleição, impediu que isso fosse feito.

Tostes está no cargo desde outubro de 2019. Substituiu Marcos Cintra, demitido por Bolsonaro por ter defendido a volta da CMPF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira).

Tostes foi auditor da Receita Federal de 1982 a 2011, quando se aposentou. Foi secretário da Fazenda do Pará de 2011 a 2015, durante gestão do governador Simão Jatene (PSDB) no estado.

Com informações do Poder 360


Publicado por:

Uma comentário para

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *