Frase do dia

Publicado em por em Política

A divisão do Pará fraciona e enfraquece as diversas potencialidades para um desenvolvimento integrado, ambientalmente sustentado, com inclusão social no Estado; possibilitando maior risco de degradação da natureza.

Manifesto do PCdoB paraense contra a redivisão territorial do estado e consequente criação do Tapajós e Carajás.


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8 Responses to Frase do dia

  • O velho comunista de Belém dever ter escrito essa frase no Pau de Arara ou checando a sua conta no banco. Não se muda a dignidade de um povo com frases ôcas e esteriotipadas.Tchau!!!Belém. Agora temos que cuidar do nosso destino e futuro gloriosos.

  • “desenvolvimento integrado, ambientalmente sustentado, com inclusão social no Estado”
    Como acontece agora?

  • a corrupção também é transgeracional ! o oportunismo ! a ganância das elites santare ! ôps! mocorongas ! sempre funcionam na peversa lógica do mateus primeiro os teus ! do é dando (mesquinhos favores e esmolas ) é que se recebe em troca os mandatos políticos e a legitimaççao para mamarem na vaca!!!!!

  • K K K K K K K
    ” desenvolvimento integrado, ambientalmente sustentado, com inclusão social no Estado ”
    Essa pessoa está falando do Para de hoje?
    K K K K K K K K

  • Caros camaradas comunistas do Brasil,

    Se seguíssemos a risca esse argumento de que a criação de novas divisões federativas fracionam e enfraquecem as potencialidades para um desenvolvimento integrado, o país não teria a quantidade de estados que possui. Todo processo de emancipação territorial passa pelos momentos das chamadas dores da gestação e do parto para, nos momentos seguintes, todos ficarem convencidos de que valeu a pena e foi bom para ambas as regiões.
    Se reina a impunidade nos recantos mais longinquos do interior é porque, em grande medida, a nossa capacidade de gestão do território é insuficiente.
    O desenvolvimento integrado, justo e sustentável é um desafio permamente que o atual estado das coisas não nos tem permitido atingir.

    Procurem saber quantas vezes o Estado do Pará FEZ VISTORIAS nos grandes empreendimentos minerários da nossa região. O Estado, no atual estado em que está, não tem controle algum sobre as atividades minerárias da ALCOA em Juruti Velho, ou sobre as atividades da MRN no rio Trombetas. Estas empresas deitam e rolam fazendo o que bem querem sem serem incomodadas pelos órgãos fiscalizadores que são insuficientes nas suas tarefas de fiscalização.

    Vcs já imaginaram a quantidades de atividades de exploração ilegal de madeira que, diariamente, faz tombar as melhores árvores da floresta nativa da região?

    Cadê o Estado? O Estado está dormindo em berço explêndido e nós estamos ao Deus dará.

    O Estado é um mal necessário!

    E posso lhes garantir que o Estado do Pará, unido com o Estado do Tapajós e Carajás será muito mais forte na sua capacidade de defesa dos interesses de desenvovimento INTEGRADO, JUSTO e SUSTENTÁVEL de toda a região amazônica.

    Não estamos pensando em criar um novo estado para as elites apodrecidas da nossa região! Queremos um novo estado onde o povo possa ter mais controle e possa fazer valer os seus interesses e direitos.

    A degradação ambiental não é um risco é uma realidade permamente que, com o novo estado, dependendo do tipo de dirigentes que o povo colocar no poder, poderá também diminuir o seu fluxo.

    A criação do Estado do Tapajós e Carajás, sem dar um arranhão sequer nos asfastos e sem tirar nada do povo de Belém e do Estado do Pará, alevará a autoestima e as esperanças das multidões habitam os territórios emancipados.

    Está mais que na hora de deixar as crianças andarem e assumirem o seus próprios destinos. A mãe, ou o pai, não podem impedir a caminhada dos seus filhos. Vamos fazer história permitindo que a história siga o seu curso sem temor, sem ameaças e sem terror!

    Vamos dar uma chance para a esperança… O povo do Baixo Amazonas, o povo do Carajás também são capazes de se governar!

  • Estado do Tapajós: um sonho inexorável
    Criar uma Unidade Federada não é fácil dura gerações e ultrapassa séculos é o que podemos dizer sobre a criação do novo Estado. Essa pauta de autonomia administrativa é antiga, obviamente por ignorar a historia, alguns podem questionar a proposta de criação e o nome escolhido para concretizar este sonho. Que ninguém se esqueça que no caso do Tapajós, essa proposta é transgeracional, ou seja, vem desde os tempos coloniais, passou pelo império e agora volta com força na república. É certo que no princípio, essa vontade era das elites santarenas, na época centro do poder político e econômico regional, atualmente, a meu ver, o centro segue sendo o mesmo, mas a realidade mudou e o desenho geográfico do novo Estado abarca os municípios da calha do rio Tapajós e Amazonas, uma população que se constitui de povos indígenas, população cabocla e brasileira mestiça, vindo de todos os Estados da nação e porque não falar de também de estrangeiros radicados, entre outros.
    Portanto, o universo geográfico, populacional, econômico é completamente distinto e para que possamos ter sucesso no plebiscito, temos que ter a capacidade de estabelecer uma plataforma de defesa que englobe as demandas de inclusão, ou seja, a defesa de constituição e instituição do Estado deve compreender fundamentalmente o conjunto de povos e populações que engloba o território do Estado do Tapajós como um todo, evitando assim, o discurso que já vem sendo feito de que o Estado é maior que Santarém, e é mesmo. Nesse contexto, o argumento central é de inclusão e de auto-representação, pois passamos séculos sendo excluídos, em vantajosa desigualdade, vivendo uma dinâmica social de ausência do poder Estatal, de participação e de integração ao cenário do Estado do Pará além do aspecto geográfico, uma vez que territorialmente sempre estivemos distantes. Distancia e ausência não somente de Belém, mas de Brasília e do Brasil. O sentimento de exclusão e de dominação é o combustível desse novo arranque em favor da participação na União.
    Essa condição de excluído afeta a coletividade em forma, conteúdo e tempo. O que se questiona hoje é a nossa posição de sub-representação. Apesar de contribuirmos significativamente no PIB e na balança comercial internacional, a condição social do Oeste do Pará é inexpressiva em termos de retorno social, os nossos direitos não são respeitados e a cidadania é mera retórica. A capital que hoje se sente traumatizada com a criação desta nova unidade federada, não reflete que na verdade o oprimido é criado pelo opressor. Contudo, não podemos cometer a mesma falha e a mesma falta esquecendo e não procurando mecanismos de inclusão de todos aqueles que fazem parte do território do Estado do Tapajós.
    Finalmente, para aqueles que estão em duvida ou para aqueles que já estão na luta. O Estado do Tapajós não tem pai e nem mãe nessa geração, a proposta se podemos caracterizá-la, diria que, o novo Estado é neto de tataravós. O que se faz a cada século e a cada oportunidade é reativar o projeto e acender a chama da criação, juntamos argumentos e energia e seguimos lutando, se não for dessa vez, vamos seguir com a chama acessa e um dia esse sonho trangeracional será realidade. Vamos como diria meu amigo Afonso Coelho, fazer “o bom combate”.
    Sou Iza Tapuia do Estado do Tapajós.

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