4 casos suspeitos: Santarém segue plano de combate à varíola dos macacos

Publicado em por em Santarém, Saúde

4 casos suspeitos: Santarém segue plano de combate à varíola dos macacos
Varíola dos macacos: 4 casos suspeitos em Santarém, que tem plano de contingência para combater o surto. Foto: meramente ilustrativa

A Secretaria Municipal da Saúde (Semsa) vem seguindo um plano de contingência para combater a varíola dos macacos em Santarém, no oeste do Pará. Até o momento, foram registrados 4 casos suspeitos, sendo 3 mulheres e 1 homem, que estão na faixa etária de 20 a 40 anos.

Os pacientes seguem em isolamento domiciliar e estão bem. Para evitar a disseminação do vírus, o plano conta com ações de monitoramento, atendimento e tratamento da doença.

De acordo com o documento, elaborado pela Semsa, com base nas recomendações do Ministério da Saúde, o atendimento inicial deve ser realizado, preferencialmente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Atenção Primária, indicando-se internação hospitalar para os casos que apresentem sinais de gravidade ou pertencer algum grupo de risco.

Faz parte ainda do plano ampliar o conhecimento das equipes de saúde do município, em relação ao vírus e integrar medidas de prevenção do Sistema Únicos de Saúde (SUS) para prevenção e controle, para identificação precoce e oportuna dos casos suspeitos de e seus contatos em Santarém, o 3º mais populoso do Pará.

Diante de um surto, o contato com pessoas infectadas é o fator de risco mais significativo para a infecção pelo vírus. Por isso, as principais estratégias estão voltadas para prevenção devem ser direcionadas a identificação precoce dos casos suspeitos e adoção de medidas para redução da exposição ao vírus.

O uso de máscaras, higienização frequente das mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas ou que tenham chegado de viagem recente de localidades com transmissão do vírus estão entre as recomendações.

O Centro de Informações Estratégicas Vigilância em Saúde Regional de Santarém e a equipe de vigilância epidemiológica do município, onde o caso está sendo notificado, devem ser informados imediatamente, para que possam fazer a investigação adequada do caso, rastreamento e monitoramento dos contatos.

Informações relevantes sobre os casos, prontuários e exames deverão ser disponibilizados à equipe de investigação.

Período de incubação

A Semsa destaca que a transmissão entre humanos do Monkeypox vírus ocorre principalmente por meio de gotículas (partículas respiratórias que requerem contato pessoal prolongado), ou por contato com lesões de pele ou fluídos corporais de uma pessoa infectada, ou por contato com objetos recentemente contaminados por fluidos do paciente ou material da lesão, como roupas e lençóis. Relações sexuais também entram na lista.

O período de incubação da doença, em geral, é de 6 a 13 dias. Podendo se estender de 4 até 21 dias. Sendo classificado como caso suspeito, o paciente deve ser mantido em isolamento. As lesões de pele em áreas expostas devem ser protegidas por lençol, vestimentas ou avental com mangas longas.

O rastreamento e monitoramento dos contatos devem ocorrer até 21 dias a partir do contato com o caso suspeito ou confirmado. Os sintomas incluem lesões que podem surgir no rosto, dentro da boca, mãos, pés, peito, genitais ou ânus, caroço no pescoço, axila e virilha. Febre e dor de cabeça.

Leia o Plano de Contingência do Monkeypox de Santarém.

  • JC também está no Telegram. Siga-nos e leia notícias, veja vídeos e muito mais.


Publicado por:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.