
Anselmo Corrêa do Nascimento, 66 anos, acaba de entrar na estatística de pacientes que ingressam no sistema de saúde pública de Santarém (PA) para fazer cirurgia, e saem mortos por complicações decorrentes da covid-19.
O caso dele é similar ao de Nilciane Corrêa, 29 anos, ocorrido em março deste ano.
Grávida, ela procurou o HMS (Hospital Municipal de Santarém) para tratamento de pré-êclampsia, e acabou falecendo dias depois infectada pelo vírus Sars-CoV-2.
Residente em Mojuí dos Campos e paraplégico, Anselmo Nascimento foi internado no HMS dia 31 de março último, com infecção na coxa. Submeteram-no à cirurgia 7 dias depois, com sucesso.
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No dia 9, porém, foi diagnosticado com coronavírus. E transferido 2 dias depois para o HRBA (Hospital Regional do Baixo Amazonas).
Lutou ainda 5 dias contra a doença. Contudo, no dia 16 não resistiu e morreu na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do HRBA – referência para casos de covid-19 mais graves na região.
Liderança de óbitos: paciente versus hospital
Segundo números da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará), entre os hospitais públicos em Santarém, o HRBA é o que tem o maior registro absoluto de mortes por coronavírus no município.
O quadro abaixo refere-se ao período compreendido entre março de 2020, quando foram foi registrado o primeiro caso de covid-19, e janeiro de 2021. Não estão incluídos os óbitos de março, por exemplo – o mês mais letal até agora da pandemia, com 183 mortes.

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