
O MP (Ministério Público do Pará) em Prainha, no Baixo Amazonas, ofereceu 5 denúncias criminais contra 53 pessoas investigadas na operação Iara. O grupo é acusado de integrar uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais com ramificações em 7 estados além do Pará.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil, tendo o delegado Elinelson Silva, de Santarém, como um dos integrantes da equipe, apontam que a organização utilizava a rota fluvial do rio Solimões como principal corredor logístico. A estrutura era dividida em núcleos operacionais que abrangiam:
- Logística: Transporte e distribuição de entorpecentes.
- Financeiro: Ocultação de valores mediante o uso de “laranjas” (pessoas interpostas) e empresas de fachada para dissimular a origem do capital.
A denúncia fundamenta-se em relatórios de inteligência financeira e análise de Estações Rádio Base (ERB), que permitiram o mapeamento dos deslocamentos e a conexão entre os integrantes do grupo.
Bloqueio de Ativos
Com parecer favorável do MP, o Poder Judiciário autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de aproximadamente R$ 58 milhões em ativos financeiros. O balanço da operação inclui:
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- 27 mandados de prisão preventiva cumpridos;
- 67 mandados de busca e apreensão;
- 18 medidas cautelares diversas da prisão;
- Indisponibilidade de imóveis e veículos.
Enquadramento penal
Os acusados pelo MP responderão por infrações previstas na Lei de Drogas (Art. 33 e 35 da Lei 11.343/2006) e na Lei de Lavagem de Dinheiro (Art. 1º da Lei 9.613/1998). Segundo o Ministério Público, a desarticulação do braço financeiro é estratégica para impedir a capitalização e a continuidade das atividades ilícitas na região Norte.
Da região oeste do Pará, foram presos 4 pessoas: uma de Santarém, duas de Prainha e uma mulher de Alenquer.
Com informações do MPPA e da redação do JC
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