Praia de Ponta de Pedras, no rio Tapajós, em Santarém
por Emanuel Júlio Leite (*)
A distância entre o aeroporto de Santarém e a vila de Alter do Chão é de cerca de 30 quilômetros.
No aeroporto existe o serviço de táxi, com uma cooperativa. A recomendação que, ao optar pelo serviço de táxi, escolher os devidamente credenciados pela cooperativa. Há muitos taxistas não cooperados no aeroporto.
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Alguns roteiros a partir de Alter do Chão:
1) Praia de Ponta de Pedras:
Considerada uma das praias mais prestigiadas de Santarém. De automóvel, entre Alter do Chão e a comunidade, são cerca de 30 quilômetros. Doze quilômetros são em estrada de chão batido, mas sem maiores dificuldades. Na comunidade moram cerca de 80 famílias. Existem barracas de venda de alimentação e bebidas. O petisco mais conhecido do lugar é o charutinho, um peixinho regional que é consumido frito, bem crocante.
Existe uma praia muito bonita, que pode ser aproveitada ao mesmo tempo em que uma caminhada pelo entorno da mesma é recomendada.
De automóvel, num momento que o turista achar conveniente, uma esticada até o Lago do Tapari, onde existe uma natureza exuberante.
Normalmente, os visitantes utilizam o espaço para fazer fotografias e mergulhar no lago, que é de uma beleza exuberante. Como detalhe: o almoço pode ser encomendado de forma antecipada.
Alguns contatos de comunitários (trabalham com barracas na praia):
Daniel Mafra: 99214-9302
Duque: 9186-7010
Zeca: 99184-8784
Marlisson: 99114-7410
Obs: esse passeio pode durar um dia inteiro, em função dos atrativos, almoço e caminhadas pela praia.
2) Belterra:
Município foi emancipado de Santarém em 1995, mas tem uma história riquíssima por ter sido uma das sedes, junto com Fordlândia, do projeto audacioso do empresário norte-americano Henry Ford por arquitetar na Amazônia a estruturação de um centro exportador de borracha para o mundo, com ênfase para a indústria automobilística. A cidade foi fundada em 4 de maio de 194.
Portanto, uma visita a Belterra se reveste de importância, pois a história é refletida nas residências, nos hidrantes, nas plantações de seringueiras no entorno da cidade. Há muito que ver na cidade, que tem uma população de cerca de 17 mil habitantes.
No pacote de Belterra, recomendamos uma esticada a três praias (ou escolher uma delas): Pindobal, Cajutuba e Aramanaí.
São praias de beleza singular. Tem comunidades bem características de beira de rio, onde a população mantem uma forte ligação com o rio. A maioria dos habitantes vive da pesca, e nutrem um estilo de vida bem simples. Em todas elas existe serviço de restaurante.
Obs: esse roteiro pode ser curtido durante um dia inteiro. Na certeza de que o visitante vai levar uma boa impressão sobre tudo o que vai ser visto. O rio Tapajós é o principal apelo dessas comunidades.
3) Floresta Nacional do Tapajós:
Esse é um passeio muito apreciado, especialmente pelo turista internacional. A Flona do Tapajós é uma Unidade de Conservação Nacional, tendo sido criada por decreto presidencial. A Unidade é controlada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que é uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
Recomenda-se a visita em duas comunidades: Jamaraquá e Maguari.
Em Jamaraquá existem uma pousada e um restaurante, com pequenos recursos (dona Conceição, que atende através de contatos antecipados – 99179-9569). Próximo à casa da dona Conceição está localizado o Igarapé do Jamaraquá. Esse igarapé é qualquer coisa de espetacular, pois tem água limpíssima, o que representa convite a belos mergulhos.
Na comunidade de Maguari, duas dicas. Lá mora o Vicente (99134-3398), que é um cozinheiro de ‘mão cheia’. Ele também trabalha com encomendas, tendo como especialidade peixe e galinha caipira. Através do Vicente, o turista pode contratar um serviço de canoas, que fazem a travessia entre a comunidade e a praia do Maguari, que é considerada umas das mais espetaculares do rio Tapajós.
Portanto, recomendamos que o visitante se divirta o máximo que puder, mas não esquecendo de encomendar a refeição antecipadamente para evitar contratempos.
Obs: Não é demais dizer que os serviços na Flona de pessoas que estão iniciando o trabalho com turismo. As habitações são bem simples e as pessoas bem modestas. Mas é uma grande oportunidade para conhecer as populações tradicionais ribeirinhas. Ah! É sempre bom levar água mineral de reserva. Como precaução.
4) Entorno de Alter do Chão:
Uma vez em Alter do Chão há muito que fazer:
1) De automóvel, recomenda-se uma esticada até o Restaurante Caranazal, que tem como especialidade os peixes regionais e a galinha caipira. Aqui, durante o inverno, têm passeios de canoa que já se transformaram em passeio obrigatório dos visitantes. A distância entre a vila e o restaurante são de 3 quilômetros.
2) De lancha, passeios pelo Lago Verde. Passeio do tipo imperdível, pois o turista tem a condição de ver os igarapés que desembocam no Lago Verde, que dá um colorido especial a Ilha do Amor, a barra fluvial que representa a fama da praia de Alter do Chão ao redor do planeta.
Neste pacote há várias possibilidades de conhecer lugares impagáveis, como o Lago do Macaco. Obs: esse passeio somente é possível de bajara ou lancha.
Em muitos pontos do lago se vê a natureza em momentos de esplendor, com a nascente de igarapés e olhos-d’água.
3) Ponta do Cururu
É outra grande possibilidade. Em dezembro, por exemplo, ainda existe muita praia por lá. Até o mês de fevereiro ainda é possível pisar em areia num lugar onde a água toma conta de tudo a maior parte do ano.
Obs: passeio somente possível de bajara ou lancha.
4) Pindobal e Aramanaí:
Há quem prefira conhecer essas duas praias através do rio. No caso, somente com a utilização de bajara e lancha.
Dica importante:
É sempre bom negociar o máximo que puder com os prestadores de serviço. Ou seja, nunca fechar acordo após a primeira tentativa. Especialmente porque em época de altar estação, quando a procura é grande, o que provoca uma valorização nos serviços turísticos.
5) Santarém:
Alguns passeios são muito recomendados, pois aliam a visitação de lugares históricos com a gastronomia da cidade.
5.1) Igreja de Nossa Senhora da Conceição: entre outras curiosidades lá tem o Crucifixo de Von Martius, um botânico alemão que passou pela cidade no século 19;
5.2) Museu de Arte Sacra: conta toda a história da trajetória da Igreja Católica na região do Baixo Amazonas;
5.3) Museu Dica Frazão: Doca Dica Frazão é o maior expoente do artesanato santareno, tendo produzido peças à base de fibras naturais para diversas personalidades ao redor do mundo, como princesas, chefes de estado e até mesmo o papa João Paulo II. O Museu, que leva o seu nome, é visitado anual por milhares de turistas, que na maioria da vezes, chegam de navios de bandeira estrangeira ao porto de Santarém;
5.4) Centro Cultural João Fona: Espaço localizado em perímetro absolutamente privilegiado, de frente para o encontros dos rios Amazonas e Tapajós, na Praça de São Sebastião. Possui um rico acervo sobre a arqueologia do município, galeria de pintores locais e a contextualização da história da cidade. O prédio já serviu como sede da Prefeitura e cadeia pública. Vale a pena conferir.
5.5) Mercado Modelo e Mercadão 2000: a boa maneira de conhecer o estilo de vida simples da população, e o movimento de um lugar onde a comercialização de produtos regional acontece de maneira genuína;
5.6) Praça do Mirante do Tapajós: lugar onde um dia foi estabelecida uma fortificação denominada Fortaleza do Tapajós. Hoje, um espaço voltado ao turismo. No local, uma tapiocaria e crepiocaria. Aos fins de tarde, um momento sem igual para contemplar a cidade do alto, assim como o encontro das águas dos rios Amazonas e Tapajós.
5.7) Vida Noturna: Santarém tem um vida noturna intensa, com bares e restaurante atuando a todo vapor;
5.8) Terminal Fluvial Turístico: Um equipamento turístico estabelecido às margens do rio Tapajós, dando uma vista espetacular para o encontro dos dois rios. À noite, o lugar é bastante frequentado pela população local e visitantes;
5.9) CIT Vera Paz: espaço turístico localizado próximo à Companhia Docas do Pará, onde no local existe uma tapiocaria. O local também dá a condição do visitante ter uma visão panorâmica da cidade, pois fica localizado às margens do rio, o que dá para observar as embarcações de pequeno porte que estacionam no entorno.
5.10) Restaurantes: a culinária santarena é um capítulo à parte. Hoje, os chefs locais fazem sucesso em muitos cantos do país. Os restaurantes são cada vez mais recomendados, como Nossa Casa, Piracema, Rayana, Piracaia, e outros.
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* É produtor audiovisual, autor de dois livros – Turistificando um Caminho da Amazônia (2001) e Amazônia no Tapajós, uma abordagem turística (2004), ambos pela Editora Ícone (SP) e pós-graduando MBA Gestão Empresarial (FGV). Email: ejlteite@gmail.com
Para atualizar, Emanoel: 01 – não podemos esquecer do vale do rio Arapiuns. Li/ vi em um de seus livros / vídeo documentários. Nem da Taperinha e o espetáculo arqueológico da nossa cidade. 02 – os igarapés para tomar banho frio, as cachoeiras para ver, mergulhar e até pescar e o lago da represa de Curuá Una por enquanto para contemplar e passear de bote, caiaque ou pedalinho. Com os rios, o quadrado das águas. Que aliás, aqui se encontram, do olho fonte à boca foz, e fazem a Santarém dos encontros de todos nós. 03 – Em Santarém: o novo hotel Sandiz Mirante, ao lado da Praça do Mirante. Já viu a vista? E o Centro de Artesanato, no espaço do antigo Cristo Rei. 04 – E a Filarmônica José Agostinho e a Banda Wilson Fonseca, ponta do iceberg da nossa música. O calendário e agenda de apresentações deve caber em roteiros turísticos de Santarém.
Caro Emanuel,
Parabéns pelas dicas!
Roteiros assim, além de divulgar nossas belezas, ajudam visitantes que sofrem com a desinformação.
Ainda ontem sugeri a leitura de seu post à um grupo de paulistas que careciam de dicas confiáveis.
Olavo das Neves
Quem perdeu até agora foi Santarém em não ter deixado o Emanuel Julio como chefe da Secretaria de Turismo, mas como na política é do toma lá da cá, eis o marasmo que está esta secretaria. Mas nunca é tarde para se reconhecer esse erro.
Concordo em gênero, número e grau, caro Espoca Bode!
Em 2016 tenho como uma de minhas metas conhecer Alter do Chão, se possível formar um grupo daqui (Sonora -MS ) e partir!
Ednamar, siga esse roteiro turístico traçado pelo Emanuel Júlio. Vc não se arrependerá.
Seria interessante contratar os serviços de uma boa agência de Turismo, para assessora-lo.