Essa que eu hei de amar…
Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.
E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,
quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…
E falou-me de longe: “Eu passei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!”
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De Guilherme de Almeida, poeta brasileiro.
Doce Poesia que se abre em flor, num espaço acolhedor.
Parabéns Professor Jeso, você é um Antologiador Ma-ra-vi-lho-so. Esse espaço em teu blog é um Cantinho de Paz com pedacinhos de Céus Poéticos. Mais uma vez, Parabéns pela seleção de Poesias tão belas.
Todo Sucesso do mundo pra Ti!
Que bom que tu tens gostado, Isadora. Mande também as suas sugestões. O espaço é nosso, de todos que gostam de poesia.
Essa é uma das minhas poesia favorita. Na época de escola CDA tínhamos de aprender uma poesia para recitar no início da aula de português, eram 5 alunos diferentes por aula.
Assim conhecir muitos poetas, no qual Guilherme de Almeida está incluindo. Essa foi a primeira poesia dele que aprendir e recitei, simples, linda e inesquecível
Quem lecionava literatura pra ti nessa época, Tatiana?