
A disputa pela vaga de vice-governador(a) na chapa encabeçada pela pré-candidata à reeleição Hana Ghassan (MDB) segue em plena ebulição nos bastidores políticos do Pará. Entre os nomes especulados para compor a chapa majoritária, ganha destaque estratégico o perfil de um parlamentar que une representatividade regional e forte capilaridade religiosa: o deputado e pastor Josué Paiva (Avante).
A definição oficial do nome que ocupará o posto, no entanto, está guardada a sete chaves e será anunciada apenas durante a convenção partidária marcada para o próximo dia 1º de agosto.
Os nomes na mesa e o diferencial geográfico
Além de Josué Paiva, a bolsa de apostas dos aliados do MDB inclui outros três nomes de peso da base governista:
- Dirceu ten Caten (PT)
- Samuel Câmara (Republicanos)
- Andreia Siqueira (PSB)
Dentre os quatro cotados, Josué Paiva é o único deputado com atuação política fincada no oeste do Pará, uma das regiões mais importantes e estratégicas para o desenvolvimento e a dinâmica eleitoral do estado.
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Pressão de evangélicos e do agronegócio
Além da força regional, Josué carrega peso expressivo junto ao segmento evangélico paraense, setor que já sinalizou claramente à cúpula do MDB sua posição em relação ao tabuleiro sucessório.
De acordo com bastidores políticos, tanto os evangélicos quanto o setor do agronegócio no Pará já definiram posicionamentos rígidos: há um alerta claro de que, caso a escolha para a vice de Hana Ghassan recaia sobre um nome indicado pelo PT, esses importantes blocos econômicos e sociais poderão retirar o apoio à reeleição da governadora.
Com o prazo das convenções batendo à porta, o comando emedebista enfrenta o desafio de equilibrar alianças partidárias nacionais com as exigências estratégicas de forças regionais e religiosas fundamentais para o pleito no estado.
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