Náufrago
Foram tantas palavras,
ditas, escritas, rasgadas,
que minha vida ficou um texto inacabado.
Perdi o instante do sentir e expressar.
Perdi o momento da explosão.
Foram tantos passos,
em frente, em busca, ao redor,
que desequilibrei na hora do aportar.
Perdi a conexão do vôo.
Perdi a comunicação do olhar.
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Foram tantos “nãos” repetidos,
que o sim também se fez não
no momento preciso.
Perdi o mistério dos teus olhos.
Afundei na magia do mar.
Naufraguei de tanto amar.
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De Lumar, poeta amazônica nascida em Santarém, do Tapajós.
Leia também dela:
Déja vú.
Concessão.
Terceiro elemento.
(…)
Perdi o mistério dos teus olhos.
Afundei na magia do mar.
Naufraguei de tanto amar….
sinto-me como se parte fosse eu desse amor, platonico? utopico?, devaneio?, nao importa o titulo, nem o nome, so importa o AMOR, essencia desse lindo poema….
Meu amigo querido,
O nosso “grande problema” é amar muito…
Mas, te peço, continuemos amando. Certo ou errado, mas amando sempre.
Beijos no coração,
Lumar
sem duvidas, sem duvidas…
bjs.
Lumar,
Corroboro das palavras de Celson. Essa poesia é ímpar, e o texto nos conecta com a realidade de um amor platônico, típico dos poetas apaixonados. Parabéns, sinto-me “naufragado” nas tuas emoções…
Obrigada Jota ninos.
Uso sempre uma frase que diz tudo: … não amo ninguém, mas sou só amor.
Abs,
Lumar.
Lumar,
Poesia PROFUNDA e CRISTALINA, daqueles que eu gostaria de ter escrito ! 🙂
EXCELENTE! Parabéns e continue partilhando seus sentimentos conosco.
Abraço,
Celson
Celson,
meu dia ficou mais colorido depois do seu comentário.
Obrigada grande poeta.
Abs,
Lumar