Poetas amazônicos

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O Lamento do Rei

Ele chegou zombando de mim
Dizendo que tudo começou por ela,
Quando brincava de balançar a janela,
Ela só queria se sentir de alguém.

Pedirei então que fique comigo,
Ainda que ao toque ela fuja de mim.
O mar que a esconde e molha seus cílios
É o espelho brilhante que eu vou seguir.

Sou o sol, eu sou só, sozinho eu sou,
Sou claro o que sou, sei que eu sou claro,
Eu sou o sol, eu sou só.
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu vou
Soberbo que sou, mas sempre só,
Eu sou o sol, eu sou só.

Manjar de luz… é doce a lua,
Que, ligeiramente, à tardinha me olha,
Trilhando o caminho do amor se molha
Ao viço do vento veloz vendo-a nua.

Somos amigos há mil estações,
Então lhe peço, releve o ressentimento,
Que é desalinho em meu coração,
Esse teu romance com ela, bom vento!

Sou o sol, eu sou só, sozinho eu sou,
Sou claro o que sou, sei que eu sou claro,
Eu sou o sol, eu sou só.
Sou o sol, eu sou só, sozinho eu vou
Soberbo que sou, mas sempre só,
Eu sou o sol, eu sou só.

Difícil é vê-la por aí à toa,
Meu pobre querer sobrevive no amanhecer,
Quando eu for dormir dar-lhe-ei boa noite!
É tudo o que eu posso fazer por você.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

De Neco Ney, compositor, cantor e poeta santareno, atualmente residente em em Brasília.

Leia também dele:
Esperando no fim do mês.


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One Response to Poetas amazônicos

  • A MINHA PRECE DE AMOR
    Meu amor, não deixe o nosso amor entristecer
    E não pode um grande amor enfraquecer.
    Eu deixei nas tuas mãos os sonhos meus
    e de ti não quero ouvir nenhum adeus.

    E foi num mundo de tanta violência e tão pouco amor,
    onde eu não reconheço mais meu pai, nem minha mãe
    e vejo nos olhos do meu irmão tanto medo,
    no sorriso do meu vizinho tanta desconfiança
    e nos gestos do inimigo tanto rancor e nenhum perdão…

    Foi num mundo de muitos deuses e poucas crenças,
    muita ciência e pouca humildade,
    mundo de grandes e pequenos, fortes e fracos, ricos e pobres…
    Foi num mundo como esse que eu te encontrei e te amei
    e quero fazer de ti a minha mulher.

    Vem e põe em minhas mãos o coração.
    Eu te dei e quero ter o teu perdão.
    Faz do amor que existe em nós amor sem fim.
    Paz na terra a quem amou assim!

    (silvio caldas)

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