Bloco A Pomba, no Carnaval deste ano em Alter do Chão
Do advogado e ex-titular da pasta de Cultura em Santarém Roberto Vinholte, a propósito do Carnaval em Alter do Chão:
Jeso, sob a ótica de compatibilizar o intento turístico com diversão carnavalesca atualizada, revendo minha opinião d’antes, conceituo a alteração havida em Alter do Chão como positiva, cabendo apenas alguns ajustes, os quais, na verdade, este ano naturalmente já aconteceram por iniciativa natural dos brincantes.
Inicialmente, viu-se a natural permanência dos visitantes na orla de Alter antes do sol se por, o que certamente pode vir a referendar a inserção de uma única fonte musical (banda carnavalesca) na praça, sem entrada de outros sons. Seria uma concentração prévia de brincantes com a natural decoração da bela praia, enfim, do lindo visual.
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Logo após o “descanso do sol”, na chegada da noite, nada melhor que uma LEVADA, quando os trios e os sons dos blocos possam, de forma especial, conduzir os brincantes para a Praça do Sairé, centro da alegria, diferencial do nosso Carnaval.
Alguns ajustes devem ser empreendidos, especialmente nas esquinas da praça para facilitar as passagens dos trios elétricos, além de melhor estrutura de banheiros químicos e área de concentração da massa com melhor planejamento de segurança.
Mudei de opinião. Valeu a iniciativa de mudança… Parabéns aos irmãos da vila!
Agora, quanto ao Carnaval da área urbana da nossa “Pérola”, o mesmo continua merecendo urgente reestudo…
Caro Roberto,
Vale ressaltar que esta idéia foi cravada por mim durante a enquete do blog. Fico feliz por ter ganhado proporções. Na verdade, não seria uma mera cópia do carnaval de Óbidos, mas quando pulava aquele carnaval de Alter-do-Chão via esta necessidade. Sou organizador do bloco “Seu Cuca é Eu” que infelizmente este ano não pode mostrar sua graça pelo motivo de estar cursando uma Pós-Graduação em Manaus e, ninguém teve a coragem de meter a cara e colocar o bloco na rua. Ano que vem estarei de volta a Santarém e o bloco voltará e espero ver esta renovação no carnaval de Alter.
Vamos levar esta idéia adiante!!!
O problema Telma e Romulo, é que perdemos a essência do prazer de brincar o carnaval. De sair pela orla ou pelas ruas da cidade ou da vila de Alter independente da idade e da mais pura maneira brincar, se divertir com uma fantasia elaborada individual ou em grupo de amigos, uma toalha enrolada no corpo como uma baiana ou na cabeça como árabe – o que a imaginação permitir, e se for da boa melhor ainda… rs…
Chega-se a conclusão de que é feliz quem não tem medo de pagar um mico, e na primeira oportunidade sai por aí brincando, lembro bem do Fabiano Carneiro quando via ele sozinho fantasiado pelas ruas brincando e tirando sarro de todo mundo, sentia inveja da sua felicidade, da sua independência, era o carnaval como brincadeira, brincadeira que só as pessoas felizes são capazes de praticar.
O bom Telma e meu bom amigo Romulo, seria encher a orla, a cidade, a vila com o verdadeiro espírito do carnaval e enchermos nossas ruas de crianças, jovens namorados e enamorados, e aqueles que ainda têm na alma a juventude e a alegria para voltar à simplicidade dos velhos carnavais.
O carnaval em Alter-do-Chão melhorou, e muito, com a mudança para o Sairódromo. O problema maior do carnaval de Santarém, além da violência, é claro, é o profundo desrespeito dos grupos carnavalescos, sejam os da moda antiga, seja os dos abadás, para com o público. Ninguém merece ir para a orla da cidade e esperar 2 ou 3 horas após o horário marcado para o início dos desfiles e/ou 1 ou 2 horas pela passagem do próximo bloco.
Esse desrespeito já vem se arrastando há anos e parece não haver solução negociada para o mesmo, apesar das inúmeras e frustradas tentativas das autoridades responsáveis pelo evento. Na minha opinião apenas mexendo no bolso das agremiações isso pode ser resolvido, ou minorado. Basta que a prefeitura subtraia dos “parcos” recursos destinados às mesmas, quantia correspondente ao atraso verificado, ou seja, atrasou perde grana. (a destinação de recursos públicos para as agremiaçãoes deve ser discutida posteriormente, considerando que as entidades, em sua maioria ficam apenas aguardando os recursos do poder público, sem o que não se mexem para fazer um carnaval minimamente decente)
Que tal falarmos da mudança em devolver o áxé, o abadá e os trios elétricos para o seu lugar de origem, a Bahia, e a segunda e melhor mudança seria a volta do nosso antigo carnaval…o Laurimar Leal adoraria ser o mentor e orientador dos estagiários a carnavalescos.
Abadá, égua…
Telma
Telma, sou plenamente de acordo! Já disse isso em outro post, o problema de carnaval santaréno é simplismente perda de identidade, ora é escola de samba à moda carioca, olha é frevo e axé à moda baina, ora carnaval pauxis com trigo, ora é filinho de papai com som no carro, e por aí vai… A crise não é financeira, ou de “outros” carnavais melhores na região, é pura crise de identidade!
Bela Telma,
Sinto muita saudade do ASES DO SAMBA e das demais escolas e/ou blocos temáticos da nossa época. O potencial econômico era diferente. Você lembra das “repercussões garimpais”? Pois sim, a nova geração, maioria pura do carnaval, não imita mais o Rio de Janeiro, prefere abraçar o que mais a atrai, qual seja, o modo carnavalesco baiano. Amanhã vai ser diferente… No estado do Amazonas se investe num modelo adaptado à cultura deles. No futuro, quem sabe, alguém pode pensar num CARNARIMBÓ (carnaval + carimbó) ou algo parecido… Enfim, tudo vai mudando com o tempo. Eu já vi blocos de sujos, de marchinhas, de samba enredo, agora de axé e besteirol cantando sucessos “maravilhosos” como “eu não, vou não, quero não, quero que tu sejas…”.
Bela Telma, nossa saudade só poderia ser presenteada se tivesse muito dinheiro, meio de se investir em várias formas da festança… Com o que tem, a prevalência do gosto da maioria deve ser respeitada…
Mais saudade…
Jeso, a sujeira foi menor que ano passado, quem não gostou foram os marreteiros (vendedores de trigo), veja bem, na orla o pessoal se sujava e ia logo se lavar, automaticamente quem via esse folião pensava que estava limpo, e trigo nele, e assim por diante era um joga trigo que não parava mais, no local novo, deu para perceber que o folião se sujava e ficava ate ir embora do local. ouvi um papo de vendedores, que ano passado ele vendeu, no carnaval, 40 cx de trigo, esse ano, o mesmo levou 50 cx, e não vendeu nem 15 cx.
MELA-MELA É BREGA, É SUJO, É FEIO, É PORCO, É IMUNDO, ETC… NÃO COMBINA COM A LINDA ALTER-DO-CHÃO! IMUNDAR O NATURALMENTE BELO, É VALORIZAR BURRICE!
ATENÇÃO: QUEM É LIMPO NÃO SUJA!
É Beto, mudar de posição é bonito, inclusive as vezes faz bem ,ainda mais quando justificado. TUDO NA VIDA É DINÂMICO. A natureza humana então… . Vc era contra e agora é favorável. Sou contra somente aquele melamela horrorozo(desperdício, brincar c/ comida é coisa de…, além do mais aquilo emporcalha tudo, machuca os olhos e ouvidos, ; respeito quem gosta mas não vejo c/ bons olhos). NINGUÉM É DONO DAQUELE BALNEÁRIO, aquele paraíso é público. Sou favorável q/ todo mundo brinque carnaval NA ORLA do jeito q/ quiser mas SEM emporcalhar ou machucar os outros. Um trio la naquela frente seria muito bom, sem dúvida, respeitado o horário do barulho pois Alter do Chão, mesmo em época de carnaval é um local familiar. Quem quiser emendar dias c/ noites seguidas em claro deve se organizar , ir p/ um local afastado p/ não perturbar a vida de ninguém seja rico ou pobre. Importantíssimo lembrar q/o visitante e o morador daquele balneário deve ser , tem o direito de ser respeitado. Por isso tem q/ ter um horário p/ o fim do barulho.
OBS: FOI MUITO BEM PENSADO, FOI ESTRATÉGICO, colocarem aquela grade naquele cruzamento NA ORLA , ao lado da casa do Vitório, p/ impedir a passagem de carros; se não fosse aquilo certamente uns carros teriam invadido; mesmo c/ policiamento ostensivo tem gente q/ faz questão de invadir p/ mostrar q/ é grannnde FDP. Pra mim quem tem berço, ou quem tem autoridade é o 1º a dar bom exemplo. Ter berço não é sinônimo de ter dinheiro. É compreensivel ver um molecão c/ o som do carro nas alturas; mas , ver um velho na mesma situação é muito triste pq ou o cara é recalcado( foi muito pobre e agora conseguiu algo e quer se aparecer) ou é um imbecil de verdade. Fica a dica.
Tudo é dinâmico, então, tomara q/ a Secretaria de governo continue no caminho certo e se aprimore como achar mejor. Quem não quer se divertir saudavelmente em Alter?!
Eu também escutei bons comentários a favor dessa mudança Beto, não tive oportunidade de ver de perto,. pois estava ocupado comendo o pato no tucupi, a maniçoba e a tartaruga preparada pela mãe do Taré para o seu aniversário que acontecia no mesmo horário no Belo Alter Hotel, uma delícia por sinal, e ouvindo o bom som de Sebastião Tapajós e Nilson Chaves, mas fica um alerta: do jeito que o pessoal de Alter gosta de uns “plecos” preparem-se para a cobrança de ingressos no próximo ano para a entrada no Sairódromo.
O meu caro DUDU,
ha muito sabia que vc é chegado a um 0800, mas não humilha, faça que nem os mineiros. Quanto ao carnaval 2011 de Alter do Chão foi apenas para calar os coroneis de barranco, fui informado pelo primeiro ministro que em 2012 haverá uma estrutura compatível com o evento. Nota DEZ para os que pediam mudança, como também para os que antes não queriam e hoje aplaudem, pois dignidade e humildade sempre norteou o ser humano.
Aprovo a boa idéia do Vinholte…fazendo algo parecido com o carnaval de Óbidos, onde os trios saíssem de um ponto específico e circulassem pela vila até a praça central (Sairódromo) numa apoteose. Acho que foi uma ótima idéia tirar da orla de Alter, pois era insuportável olhar muitas dezenas de brincantes urinando no rio, além da lama de trigo/maizena que a chuva despejava na beira. Infelizmente, quanto ao carnaval de rua de nossa pérola tá definhando cada vez mais…sei que a secretária Jarlie Aguiar tenta tirar leite de pedra com os recursos disponibilizados (mínimos e risíveis) pela prefeitura. A decoração da orla estava boa…o espetáculo (blocos) é que era deprimente.
Será que nunca mais conseguiremos fazer um carnaval decente?… Até a imprensa santarena já tá apática. Vi pela Tv aqui em Belém os carnavais de municípios daqui próximos e nem se compara. Santarém não merece isso…o último carnaval bom que tivemos foi na gestão do Vinholte, agradou a todos nós…pena que ele desagradou ao primeiro-ministro.