por Tiberio Alloggio (*)
A enormidade do desastre mostrado nas imagens que chegam do Japão nos questiona sobre a real “solidez” do mundo que estamos construíndo. Que sociedade seria essa erguida pelos humanos? Regida por “paradigmas” que não resistem aos fenômenos naturais, e que ao ocorrer naturalmente tomam dimensões cada vez mais apocalípticas?
Apocalipse significa revelação.
Então, o que pode nos revelar o apocalipse desencadeado pelo tsunami que destruiu toda a costa norte-oriental do Japão? A primeira consideração a ser feita é que a ”segurança tecnológica” propagandeada o tempo todo pelas corporações e pela mídia oficial nunca pode ser alcançada. E que toda a tecnologia, a infraestrutura e a organização de um país, por moderno e eficiente que seja, não são suficientes para conter os danos provocados pela infinita potência da natureza.
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Muito pelo contrário, essa infraestrutura, tecnologia e organização só conseguiu adicionar mais estragos aos danos ocasionados pelo tsunami, principalmente pela incapacidade de “gerir” ou “dominar” o ciclo de certas tecnologias, especialmente a nuclear.
Esse é um filme que já vimos no acidente nuclear de Three Mile Island nos anos 70′. Em Chernobil nos anos 80′. E na recente catástrofe da “mancha negra” de petróleo no Golfo do México. O filme é o mesmo, mas as proporções do desastre, a cada década que passa, são mais catastróficas.
Agora, a bola da vez é o Japão. Uma nação desastrada pelo tsunami, mas que deverá fechar (sem saber como substituí-los) seus reatores nucleares. Racionar energia, parar suas fábricas, desligar suas luzes e acumular seus comboios nas bombas de gasolina.
Um apocalipse que pode mergulhá-lo na condição de país “subdesenvolvido”, sem nem a perspectiva de imaginar como um dia poderá se recuperar. Mas não é apenas o Japão. É todo um sistema social, com sua “classe dirigente”, que foi pego em flagra pelo apocalipse, nos revelando sua mais total e absoluta inconfiabilidade.
O exemplo da primeira ministra alemã, Ângela Merkel, é assustador: primeiro decretou o fim de três centrais nucleares, depois de sete e agora de nove, quando apenas uma semana antes do desastre de Fukushima havia imposto ao seu país a manutenção de todas elas por mais 20 anos.
Na realidade, são lideres esses que não sabem de nada. Que só agem e falam por conta das lobbies econômicas ou pelas conveniências politicas. O “renascimento nuclear” lançado por eles, como resposta irresponsável e criminosa à crise econômica ambiental global, já está se revelando um embuste. Mais uma fraude para nos convencer de que o consumo do átomo poderá vencer a “emergência ambiental” e incluir no “desenvolvimento” os bilhões de pessoas que nunca o conheceram.
Mas agora, depois de Fukushima, os programas nucleares, terão que parar. E deverão parar num horizonte planetário incerto e nebuloso, que ainda viaja a petróleo, gás e carvão. Pior ainda, num Oriente Médio em chamas e a perspectiva do petróleo abastecer o mundo dos ricos com o conta-gotas. Então, adeus sonhos de glória de Estados Unidos e Europa. Essa elite energívora mundial que tenta impor (de novo) ao mundo a socialização de sua imensa dívida pública. Quem poderá comprá-la desta vez ? Vem aí o espectro de um novo crack planetário.
O apocalipse acaba de nos revelar que a “normalidade”, que tem caracterizado a prosperidade dessa minoria privilegiada, que com seu “desenvolvimento” oprimiu a imensa maioria dos seres humanos, está prestes a acabar para sempre.
Na verdade, o apocalipse já está entre nós, pelo que fazemos todos os dias e especialmente pelo que não fazemos. São tempos estes, nos quais devemos nos acostumar a viver dentro de uma nova paisagem mundial, cada vez mais devastada nas suas estruturas e entupida na sua “capacidade de carga”.
Gostando ou não, teremos que mudar nossa maneira de pensar, e estudar a forma de reorganizar nossas sociedades, deixando de depender do grande capital e das grandes corporações cujos interesses controlam as organizações nacionais e supranacionais.
Devemos tentar desenvolver instrumentos e redes suficientemente amplas e flexíveis, capazes de lidar com a crise súbita de energia, com a crise ambiental, com a nova crise financeira que paira sobre o mundo, e até mesmo com uma crise alimentar.
Temos que apostar nas energias renováveis, na economia (poupar) e eficiência, e num estilo de vida voltado para a “amizade” e a “cooperação”, aposentando a cultura da “competição” e do “inimigo”.
O futuro da sociedade humana depende do bom senso e da ousadia para mudar esse status quo, pois o mundo atual (o deles) pode desaparecer ou mudar de aparência, da noite para o dia.
Decididamente, o futuro não pertence à aqueles que não têm a capacidade ou inclinação para desenvolver o pensamento crítico e/ou se deixam educar pela a mídia.
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* Sociólogo, reside em Santarém e escreve regularmente neste blog.
Leia mais textos sobre o Apocalipse neste Blog e nesta categoria, link; https://giovannipinto.wordpress.com/category/apocalipse/
Caro Anonimo se você realmente acredita nisso, tudo bem… todos tem o direito de acreditar no que quiser. Eu particularmente não esperava outra coisa do professor Milton Santos… eu estranharia muito se um militante de esquerda elaborasse um estudo a favor do capitalismo, e como sei é comum a demonização do capitalismo e globalização por parte dos “intelectuais” de esquerda que costumam elaborar estudos mostrando somente a parte ruim e que lhes convem sobre o sistema capitalista. Sei que esse modelo não é perfeito… mas pergunto, existe algum modelo ou sistema que seja? Não acredito que exista, por melhores que sejam as suas intenções, Acredito sim que dentre todos aqueles criados e testados pelo ser humano, o capitalista seja sem sombra de duvidas o menos ruim… A diferença do país rico para o pobre está nos homens que manipulam o sistema e não tão somente no sistema. Muito bom se nos paises pobres e miseraveis da Africa, america latina tivessem governantes sérios e preocupados em solucionar os problemas da população como a geração de emprego e renda, educação de qualidade como há nos paises desenvolvidos, saneamento básico entre outros. Ao invés disso o que vejo é um oceano de corrupção que tira dinheiro principalmente da educação e da saúde e no médio e longo prazo só causam pobreza e mais pobreza. O problema está na falta de seriedade e honestidade da classe politica, aliada claro, ao descumprimento das leis e da falta de leis mais severas que venham a punir os devios dos corruptos e tambem a enorme impunidade.
Que Tsunami !
Em poucas linhas o Prof Lima acabou com as observações do observador.
Tibério,
Vamos conservar o sprit de finesse. Tuas observações nos fazem refletir sobre a nossa convivência neste pequeno planeta Terra que é um organismo vivo. Ele já passou por hecatombes muito mais poderosas que essa que aconteceu no terriório japonês. Se recuperou totalmente. As observações do Observador procedem,mas nada a ver com posições políicas. O assunto diz respeito a todos nós, tripulantes da nave Terra. Outros acontecimentos, às vezes, me fazem dizer: para que eu quero saltar, não desejo mais continuar viagem.
Não é hora para romantismos ingênuos…A coisa é séria…Estamos preparados para continuar a viagem?
Nada contra o filosofico e o escatologico S.r Paulo, rsrs, o problema são quando as informações dadas ao pensamento e o próprio pensamento estão errados, tortos e ainda por cima possuem traços ideologicos fortes e digo isso pq sabemos que o Tiberio é um notorio militante das esquerdas e sendo assim o ranço ideologico sempre fica exposto, um exemplo claro é quando o autor fala sobre o petroleo e as elites, sempre as elites… entende? E sempre as americanas e europeias, elites energivoras que como sempre tentam impor a sua vontade perante a dos pobre oprimidos. E o que dizer da minoria privelegiada que oprimiu a imensa maioria dos seres humanos…
Tibério,
Belíssima reflexão, mestre! Tenho discutido, com meus alunos de “jornalismo econômico”, a repercussão mundial da tragédia no Japão à economia do planeta, considerando todos os vieses possíveis – e você aponta com propriedade um deles, na metáfora do “apocalipse”. Há boas análises nos portais noticiosos e blogs de colunistas e economistas.
O geógrafo Milton Santos fez um apontamento geral, meses antes de se encantar, ao cineeasta Silvio Tendler, no documentário “O mundo global visto do lado de cá”, de 2006. Para o pensador brasileiro, a questão de fundo ante o “globalitarismo” (globalização + totalitarismo do capital financeiro) é repensar o conceito de civilização, da relação do ser humano com a mãe natureza. Sem enfrentar essa questão, ficamos dando voltas a esmo…
O modelo hegemônico da globalização exclui hj cerca de 2,8 bilhões de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia (40% da população mundial) – segundo dados do economista americano Joseph Stiglitz. Essa é a síntese mais que perfeita desses tempos de “globalitarismo”. A conferir o alcance econômico e político da tragédia japonesa.
Saudações, amigo.
Samuca
Sr. observador. Seu intento foi,apenas, de mostrar o domínio do conhecimento, talvez científico. As felizes ponderações do Tibério vão muito mais além…são filolosóficas…escatológicas…Vc usou o termo “esquerda”, completamente imprópria para a questão. Tibério prende-se, também, nas previsões bíblicas, demonstra profundidade de conhecimento da natureza humana, sua história e sua pequenez, que geralmente o homem não vê, ademais, seu texto é de uma vertente literária elegante, que prende o leitor, que pode ser lido por qualquer pessoa sem perder o domínio da erudição. Se eu fosse você. Sr. observador, preferiria calar-me a e engolir a “invejinha” a ter que se expor digamos…quase ao ridículo…(falo e mostro o rosto).
Todas as tecnologias empregadas na prevenção de catastrofes causadas pelo homem ou pela natureza tem o intenção de diminuir os danos e perdas humanos e materiais e é claro que sistema nenhum possui 100% de eficiencia, mais com toda certeza eles se mostram extremamente eficazes para aquilo que foram feitos. E é só lembrar de algumas catastrofes recentes e veremos que o emprego de novas tecnologias, treinamento, infraestrutura, avanços na área da engenharia e também de alertas fazem toda diferença na hora de desastres.
1- Terremoto no Haiti – Com certeza absoluta!!! Se as edificações haitinas tivessem as mesmas tecnologias de engenharia que os japoneses ou californianos empregam nas suas edificações as perdas humanas e materiais não teriam sido de 270 mil mortos e a região afetada não teria sido totalmente destruida por razão de um tremor que foi de 6,5 a 7 pontos. O terremoto em Kobe Japão teve a intensidade de 7,2 pontos e deixou 6400 mortos, e isso numa área extremamente densa onde moram mais de 1,5 milhão e meio de pessoas.
2- Tsunami na Ásia em 2004 – Já pararam pra pensar que se tivessem bóias de aviso de tsunamis no oceano Indico assim como há no Pacifico o número de vitimas poderia ter sido muito menor??? Poís é na ocasiaõ morreram mais de 250 mil pessoas devido a essa catastrofe enquanto que no Japão o número de vitimas é infinitamente menor.
3- Enchentes no Brasil e Australia – Na Australia o número de vitimas foi de “apenas” 19 pessoas, já no Brasil… Morreram mais de 1000 pessoas. A diferança é que na Australia existe ótmos serviços de meteorologia e os de alerta contra enchentes são eficientes, já no Brasil…
O Japão subdesenvolvido? pode não se recuperar? hum… só para lembrar você e os outros esquecidinhos.
O Japão foi totalmente arrasado durante a 2º guerra mundial, sofreu 2 ataques nucleares e vejam onde chegaram. Não há razão nenhuma para acreditar que eles não irão se recuperar. De resto é o mesmo velho papo esquerdista que não tem muito o que dizer ao não ser ficar culpando os outros pelos seus fracassos.
OBS.
Adorei seu otimismo, sua defesa desse sistema económico e social mundial iníquo, interpretado como o melhor dos mundos possíveis.
Seus números e suas planilhas são um excelente exemplo desse seu modo de entender e discutir e acredito que você está convencido mesmo que o mundo está melhorando.
Mas deverá concordar que todos temos o direito de pensar e lutar para um mundo melhor desses que você defende..
Esse papo de rotular as pessoas, de Esquerdista….Esquerdistas… para desqualificar ideias e opiniões está um pouco passado….
Por isso, acho que o nosso grande poeta te pegou em flagra sim…. e fez bem a te dar aquela esculachada que só irá melhorar o nível de tuas observações.
Tiberio Alloggio
Que falta faz uma leitura !!!! É o que dá gazetar as aulas de interpretação de texto !!! Se pelo menos a Professora Zuzu tivesse ensinado o Skrotinho a pensar … !!!! … rsrsrs
Sacanagem você escrever isso, Julinho. E, de mais a mais, acho uma mediocridade você ficar fazendo comentários só pra sacanear, e querer discutir interpretação de texto, como esse do tio Bério que fala em “estancar o sangue derramado” que por si só já veio interpretado.
Penso contrário, acho que a Terra precisa se livrar da raça humana com absoluta urgência, senão é ela que vai morrer. O ser humano não presta, é um péssimo projeto, não dá certo. Sem exceções, nunca vi um. A extinção de centenas de milhares de humanos, longe de ser tragédia, para mim é uma grata esperança. Torço por “catástrofes” que levem pras cucuias centenas de milhões, milhares é muito pouco. Menos você. Você eu gostaria que saíssem morto de uma igreja, estuprado e estrangulado pelos próprios fiéis. Seria a minha contribuição pessoal à sobrevivência do planeta.
Esqueça-me Julinho. Tenho dependência química de mulher.
Sábias palavras Sr. Tibério porém, perdoe-me a franqueza não são originais!
Essas idéias, baseadas num estilo de vida voltado para” amizade e cooperação”, foram pregadas há mais de dois mil anos por um homem simples, durante três anos,na região da Palestina, entre a Galiléia e a Judéia. Ele exortava seus seguidores que mudassem suas mentalidades para uma vida baseada na Verdade, na Justiça e na Fraternidade.E os alertava que se não chegassem a este objetivo iríam sucumbir, pois o projeto original paraeles (e para nós também) já havia sido delineado!
Seu Ministério acabou, mas suas idéias permaneceram e os que seguiram seus conselhos (sobre)viveram, em meio a tantas perseguições, e ainda o fazem com o mesmo (ou talvez maior) espírito da época.Embora esses conceitos ( verdade, Justiça e Fraternidade) possam parecer simplistas e ultrapassados para esta sociedade que pensa “que pensa”, são eles que nortearão o retorno ao que já foi traçado para o fim (ou recomeço?) de nosso planeta.
Estamos afastados da Verdade fundamental que rege nosso mundo porque simplesmente vivemos numa ditadura que, segundo Joseph Ratzinger, “não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio “eu” e os seus apetites”.É a chamada ditadura do relativismo.
Existe uma Verdade Suprema sim! e dela resultam Verdades Universais e as mazelas humanas estão intimamente ligadas à tentativa de SUA exclusão com a relação com o mundo.Permita-me parafrasear Vínicius de Moraes mas eu preciso deixar um recado : Os ateus, agnósticos e pseudo-cristãos que me perdoem, mas apreender (buscar,entender,encontrar) DEUS num momento como este é fundamental !
Na Paz !
Parabéns Célia,
Sábias palavras as suas também.
Mas aqui o problema não é ser mais ou menos “original” até porque “Verdade, Justiça Fraternidade, Amizade, Cooperação” são conceitos que já existiam antes de Cristo.
Jesus, assim como alguns antes dele, e muitos depois dele, foi um grande mestre em difundi-los e pratica-los.
Porque estou dizendo isso, que aparentemente não tem nada a ver com nosso assunto?
Pela abordagem espiritual do seu comentário.
Parece-me claro, que o conceito de “espiritualidade” tem um significado diferente para cada um de nós.
Na minha modesta opinião, em nossos tempos, infelizmente as “instituições religiosas” tomaram o “monopólio” da espiritualidade de nos humanos, “bloqueando” um aprofundamento melhor desse tema.
Mas as Verdades Universais não são “monopólio” das religiões.
Muitas delas, foram descobertas pela Ciência, tão verdadeiras, que nos colocam numa nova perspectiva de “renascimento espiritual”, em comunhão com as Leis da Natureza e do Universo.
Nos humanos não diferimos em nada das outras formas de vida existente no mundo, nossa estrutura atómica é igualzinha a das demais animais, vegetais e minerais. Para viver precisamos dos mesmos elementos naturais, é por isso que nossa integridade ocorre somente quando a integridade da natureza é mantida.
Digo isso porque estou me referendo a uma visão espiritual do universo “diferente”, porque no seu “centro” têm as conexões, que caracterizam a vida como um todo.
Estas conexões são inegáveis, não porque alguém disse isto, mas porque foram demonstradas cientificamente, ainda que “incompreendidas” pela nossa sociedade moderna.
Enfim, a natureza é a nossa verdadeira mãe, o nosso mestre mais sagrado, e as nossa instituições sociais, as nossas filosofias e teologias deveriam derivar dessa compreensão.
Enfim, a meu modo de ver, o “sobrenatural” não existe. O que existe mesmo é a humanidade e suas “instituições”, querer insistir a viver de uma forma “sobre-natural”.
Na Paz!
Tiberio Alloggio
Obrigada, Sr Tibério, por sua pronta, educada e inteligente resposta,
Em momento algum quis ofendê-lo quando disse que suas idéias não eram originais, apenas quis mostrar que os conceitos defendidos em seu artigo eram antíquíssimos.
Permita-me fazer um adendo apenas, quando me referi à “Verdades Universais, em momento algum fiz referência à religião, ainda que a “espiritualidade” possa ter nuances diferentes a cada um de nós, é inquestionável que estamos sujeitos à Leis Absolutas, e imutáveis, que regem esse Universo! E apenas afirmei que se não respeitamos estas leis estamos sujeitos às sanções delas decorrentes.
A VERDADE nunca foi monopolizada por qualquer religião, houveram tentativas temporárias de se distorcê-la , isso é fato ! Mas a VERDADE é absoluta, é universal, é atemporal.Nunca conseguiremos contê-la.Passarão todos; eu, você, os “ismos” e todo o resto,mas ela permanecerá. Isso não tem nada de “sobre-natural” denominamos Verdade Universal, a qual estamos todos nós sujeitos, embora a grande maioria, inconscientemente disso.
Quero discordar de sua resposta em apenas dois pontos. Primeiro, embora nós, seres humanos, termos a mesma estrutura atômica dos demais seres vivos, há um diferencial que nos foi concedido, e que nos torna responsáveis por toda a preservação (nossa e de toda espécie ) deste planeta : inteligência e livre arbítrio.E é justamente por não sabermos utilizar esses atributos é que nos deparamos com as mazelas atuais.
Segundo, se você descortinar o véu da “Mãe Natureza” verás que existe um ponto de partida para toda a criação e a VERDADE se evidenciará. Ouso apenas em aconselhar-te uma coisa : use um olhar que equilibre a sua emoção e a sua razão.Ao conseguires isso, diante de ti estará a resposta.
Continuo na Paz ! Contigo e com o mundo!
Parabéns pelo texto Tibério. Esse ponto da competitividade e da concorrência que o capitalismo exige é um dos principais pontos que a sociedade precisa melhorar.
Em outras palavras Tio Bério: Agora é cada um por sí, e Deus contra”.
Tibério, concordo com você em tudo que ponderou e por sinal, o fez de uma forma inteligente, translúcida e real. Gostei. A propósito gostaria de dizer-lhe que, já remeti para o blog do Jeso um poema de minha autoria denominado “O profeta tinha razão” e o Jeso bem q/ poderia aproveitar a oportunidade das suas palavras para corroborar as suas verdades. Acho que ficaria oportuno, infelizmente, nem tudo é como a gente idealiza, porém, caro escritor, meus parabéns…bate sempre sutilmente e forte, sem mais nem menos…
Paulo, o poema já tá agendado para hoje, na hora noturna da poesia.