Novo comentário ao post CNJ pune juíza do caso Abaetetuba com aposentadoria, desta vez feito pela socióloga Flávia Silveira:
Sobre tão triste história para todos os envolvidos, e estranhamente para uma única pessoa punida, tenho a dizer que os verdadeiros conhecedores do sistema, que nestes comentários percebo que são a minoria, deveriam lutar para que as responsabilidades não fossem transferidas de forma tão ordinária.
Ficarão as autoridades envolvidas no cenário jurídico responsáveis por tudo o que acontece dentro do cárcere?
Se alguém já teve a desagradabilíssima oportunidade de visitar uma cela de delegacia ou de presídio, saberá que ali não poderia estar nenhum ser humano, para não dizer nenhum animal, racional ou irracional.
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Será que os leitores que comentam neste blog esquecem que no Brasil não existe a pena de prisão perpétua? Um dia todos sairão de lá, e da forma como estão sendo “ressocializados”, acho bom pensarmos como será o amanhã.
O fato é que nenhum juiz poderia mais manter um flagrante e nenhum delegado de polícia poderia mais prender em flagrante, pois o CNJ entendeu que a magistrada conhecia a situação do cárcere e manteve a prisão e por isso deveria ser punida.
Ora, todos os juízes, promotores, defensores, delegados conhecem a situação caótica dos cárceres, serão todos eles responsabilizados por prender, manter prisão, pedir prisão, não requerer liberdade provisória imediata??
Vamos pensar um pouco, sem paixões infantis, sem “atirem a pedra no judas”. Até quando o Executivo ficará imune a questão penintenciária no Brasil?
Não conheço os pormenores do processo que levaram a punição da juíza, mas já ouvi e li fatos sobre os dois lados da moeda, e sinceramente, pela única caça perseguida e alcançada, a balança da justiça, no momento, está quebrada.
“Pobres dos “cegos” que anseiam por vingança e se satisfazem em comentar e propalar seus venenos, por vil satisfação, sem esquecer que isso não preencherá a sua fraqueza ou inexistência de espírito.”
então q o juiz ou juiza faça a punição q cabe a eles “APOSENTA “qualquer cidadão que cometer um delito.
Jeso,
Você já visitou o Centro de Triagem da Susipe, cara aquilo é o inferno na terra
inclusive já foi solicitado pela justiça seu fechamento, fato que até o momento não aconteceu
é um amontoado de gente sofrendo de todos os tipos de doenças e ninguém faz nada.
O certo é que esse fato, lamentável, do carcere de Abaetetuba, é uma bomba que ainda permanece em estado de poder ser acionada em outras centenas de Delegacias brasileiras, frise-se, nao apenas no Pará. Pois bem, quem trabalha na area jurídica, é conhecedor do lamentável encarceramento de presos, quer sejam, provisórios ou condenados. E mais grave se torna quando dentro desse universo temos mulheres presas, pois nao há onde custodiar, isso se reportando a regiao oeste do Estado, pois nao temos local especifico, consequentemente é necessário serem levadas para Belém.
Vejam, se nao temos cadeias nos municipios, pois contrariando a Lei, os presos ficam em Delegacias, mais dificil é operacionalizar uma transferencia para a capital do Estado, isso depois de muito esforço para conseguir a vaga. Então, começa o suplicio, quem pagará a passagem, quando isso acontecerá, enfim, sorte foi lançada, e até lá, é ajoelhar e pedir a Deus que nenhum problema ocorra. Ressalte-se, mesmo se valendo das medidas judiciais para tentar encurtar essa via crucis, pois em uma operaçao policial, que prendeu traficantes, dentre eles duas mulheres, foi necessario ajuizamento de mandado de segurança para que as transferencias ocorressem.
Enfim, nao se está aqui a justificar o episodio de Abaetetuba, é fato nao poder mulheres e homens dividirem a mesma cela, porém, é fato também que a legislaçao determina que os presos provisorios devem ficar em cadeias públicas, e reiteradamente o Poder Executivo, a quem cabe cumprir esse imperativo legal, descumpre e vale-se de recursos judiciais para nao fazer sua obrigaçao, dessa maneira, joga uma bomba nas mãos dos juizes, promotores, policiais civis que acabam se “responsabilizando” pela custodia de presos, quando a obrigaçao legal é do sistema penal. Deveria-se utilizar o lamentável acontecimento em Abetetuba para se implementar a legislaçao e cada instituiçao no seu papel, sem que a ausencia do Estado, por falta do sistema penal, venha a exigir com que juizes, promotores e policiais civis se responsabilizem por uma situaçao que contraria a lei, mormente ser uma constataçao que o Estado, por sua omissao, é um violador dos direitos humanos, quando permite o “amontoado” de pessoas presas em celas totalmente improprias.
Por último, e nao menos importante, é necessario uma discussao, isenta de “achismos” , enfurecimento ou apedrajemento à juiza Clarice e Policiais Civis, pois o problema transcende esses profissionais, é preciso avançar e discutir de maneira imparcial e nao se querer encontrar um monstro, pois isso nao evitará que outros fatos similares aconteçam.
Sra.Flavia Silveira.
É pura Lamúria do Coorporativismo Imperando Sempre. Agora quem deve ser punido é o Executivo??…. Então vamos começar Sra. em outubro faça sua parte..eu faço a minha e daqui a um tempo essa punição se efetuará. Tenho certeza que tens participação nessa impunidade.
Na minha opinião o Juiz é escravo da lei …..e neste caso ela como aplicadora da mesma não o fez.