Graças ao abandono e desassistência de poder público estadual (não apenas), hoje temos a menor renda per capita do Brasil.
Evaldo Viana, servidor público federal, sobre a área do estado do Tapajós, em artigo levado ao ar ontem (8) neste blog.
Graças ao abandono e desassistência de poder público estadual (não apenas), hoje temos a menor renda per capita do Brasil.
Evaldo Viana, servidor público federal, sobre a área do estado do Tapajós, em artigo levado ao ar ontem (8) neste blog.
Permita-me discordar dessa afirmativa. O processo migratório é o propulsor dos piores índices para o Estado. É só comparar o Amazonas – hoje com a sua economia concentrado em Manaus – onde a população há uns 40 anos atrás era semelhante a do Pará, estava em 2010 com 3.480.937, conforme o IBGE, e o Pará com 7.588.078. É muito fácil entender que isso não foi pelo crescimento natural da população existente há 40 anos, mas em muito maior escala pelo deslocamento de massas, principalmente, sem recursos para o nosso estado. Ou seja, isso tem a ver com o modelo do desenvolmento adotado, principalmente na esfera federal. Lembram do “Sul vai ao Norte”, Serra Pelada, Hidrelétrica de Tucurui, Albrás, Alunorte, Mineração Rio do Norte, Vale do Rio Doce? Esses mega projetos, para serem implantados, trouxeram grandes contingentes de mão-de-obra primária e, ao final da implantação, a maioria por aqui ficou, sem eira nem beira. E esse processo não parou, ainda chegam até hoje, de estados mais pobres, parentes e outros, sem nada, piorando os nossos índices. Quantos municípios foram criados em função disso? Esses municípios na maioria sem a mínima infra-estrutura, pois o estado não recebeu por conta desse processo migratório a contrapartida do governo federal. Agradecem o Maranhão, o Piaui e outros estados que exportaram seus pobres. Então, para um simples leigo como eu, fica fácil deduzir o que acontecerá com uma separação: Além de todos os custos que o contribuinte brasileiro banca para o sistema governo: Governadores, Tribunais, outros funcionários somando-se o tamanho da corrupção, o frisson disso vai trazer milhares ou até milhões de pessoas para piorar mais o índices, principalmente dos novos estados. O certo é debater um novo modelo de desenvolvimento, incluindo projetos sustentáveis – turismo ecológico, aproveitamento local da biodiversidade, agroindústria de produtos naturais, e tudo que se traduza em receita para o estado – que beneficie a população local, principalmente. Se continuar com o pensamento altruísta de fomentar mais imigração, estaremos seguindo para um caos a longo prazo.