Contraponto do ximango Onizes Araújo ao post Unidade falsificada, forjada, da lavra de Anselmo Colares:
Respeite-se a visão do autor dessa postagem, mas entendo que ela tem conteudo emotivo e claramente visando os aplausos dos simpatizantes da causa separatista. Com esse objetivo, nenhum reparo a registrar.
Não concordo, porém, com uma colocação que tem sido repetida por muitos de que o habitante da área do Tapajós tem hábitos e costumes diferentes de quem mora em Belém e isso ser motivo relevante de separatismo. Por similaridade de opinião, nós do Norte temos hábitos e costumes diferentes dos nossos irmãos do Sul e, nem por isso, temos que esquartejar o Brasil.
Quem me conhece, sabe que sou nascido em Alenquer, fiz o curso ginasial em Santarém nos anos 50, trabalhei por anos em empresas que tinham interesses na região, como sabem que meu umbigo está entre Alenquer e Santarém, onde tenho muitos amigos e conhecidos.
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Portanto, mesmo não tendo nenhuma mensuração técnica para aferir e dizer que os estudos que apontariam a viabilidade de emancipação e criação do Estado do Tapajós, posso opinar que não acredito é nessa pleiade de políticos envolvidos com o movimento separatista.Já demonstraram a que vieram e suas vidas pregressas são o cartão a demonstrar que não são confiáveis.
Hoje, penso eu, não é a ocasião…. um dia vai chegar e a divisão vai ocorrer.
Hoje, penso eu, devemos é mudar a cabeça dos nossos gestores, eleger quem tenha comprometimento com TODO O ESTADO e não por conveniências político-partidárias. Esses cultivadores da oração de São Francisco ( é dando que se recebe) não deveriam mais merecer a confiança do eleitor.
Acabo de ler uma abordagem do Lucio Flavio Pinto, em outro blog de Santarém, em que ele foca esse movimento separatista e aponta sugestões que, se adotadas, seriam um começo para um novo Pará unido, forte e grande, como todos queremos. E Lucio, sendo santareno e talvez o maior de todos os estudiosos da Amazônia, é contra o separatismo.
Não era agora a ocasião e, por culpa de meia duzia de oportunistas, é possivel que o sonho do Estado do Tapajós não seja para as nossas gerações.
O tempo e a história vão mostrar no anos futuros quem tinha razão.
Quando foi a hora da Independência, da queda da ditadura e quando será da divisão do Estado? Quem sabe faz a hora…
Você calado e um poeta, falando e um p. c,, já si passaram mais 150 anos desta luta e nada mudou, e os políticos traidores do nosso povo do Tapajós são todos da região metropolitanas e quem elegem são pessoas igual a você que si pela de medo de mudanças, e pergunto pra esse cidadão por que ele foi embora da nossa região já que ele acha que e tudo uma maravilha e não precisamos da presença do estado aqui, você são um bando de traidores do povo da nossa terra, independe do resulta eu já mais terei o menor respeito por esse pedaço de pano vermelho com uma emenda branca no meio. EU SOU DO ESTADO DO TAPAJÓS TERRA QUE NÃO TEMOS MEDO DE TOMAMO DECISÃO E CONSTRUI O NOSSO ESTADO AO CONTRARIO DE PESSOAS COVADES QUE SI BORRA DE MEDO DE PEDE O SUOR DO POVO DO TAPAJÓS.
Eu também tenho o coração dividido entre Óbidos e Santarém. Mas, usando a plena razão, Creio que o nobre articulador está equivocado quanto a divisão do Pará. Também, não tenho nenhum registro de que o nobre jornalista tenha morado em Santarém, o tempo suficiente para justificar a sua opinião desfavorável à divisão do Estado. Portanto, o fato de conviver num centro econômico de maior potencial como é o caso da cidade de Belém, que por sinal, a conheço muito bem, o descrendecia para emitir uma opinião abalisadora pela manutenção de um único terriório. De fato, somos sim diferentes em nossos hábitos e costumes embora estejamos próximos. Aliás, Inglês de Souza (escritor obidense), nos extertores do século XIX, relatou muito bem essas diferenças, entre nós e o PARÁ, como os nossos antecessores se expressavem quando queriam se referir a Belém. Exemplificando: o tacacá obidense, é servido com um tucupi adocidado (naturalmente); O peixe é puramente de água doce. O de Belém é fortemente de originado nas águas salgadas porque Belém está proxima do Oceano Atlântico. O peixe de água doce que é vendido no Ver-o-peso, é retirado do rio Amazonas; basta viajar pelo mesmo rio, para ver a quantidade de “geleiras” com dezenas de canoas pescando no rio amazonas. Outra: em Belém se come muitos pratos feitos com o carangueijo que no Oeste não temos. mesmo no linguajar, encontramos muitos termos que não usamos por aqui, embora compreendamos o significado. O espaço é pqueno, mas poderiamos escrever muitas páginas relatando as diferenças culturais e costumeiras que justificam plenamente a separação.
Confiáveis, Sr. Onizes Araújo, são os honestíssimos políticos da capital, dentre os quais aqueles que capitanearam a luta contra as nossoas justas aspirações. O Sr. acha realmente que o Zernaldo Coutinho e o Celso Sabino são confiáveis ????? E o que dizer de Jáder Barbalho, Duciomar Costa, Jatene, Almir Gabriel, Edmilson Rodrigues, Jordy e tanrtos outros políticos da capital, que, como moscas varejeiras, bostejaram essa campanha do plebiscito, com a única finalidade de faturar politicatemente, o Sr. acha que eles são confiáveis???
Se é para continuar elegendo esses crápulas, permita-nos a oportunidade de cometer os nosssos próprios erros (ou não !!!). Deixe que dos políticos corruptos cuidemos nós !!!!
Estado do Tapajós, SEMPRE !!!!
Saudações Tapjônicas
NIlson Vieira
Sou de Belém, mas moro em Santarém, e não me conformo com os horrores que o meu povo belenense fala da região oeste. Dizem que querem roubar as riquezas deles ( Pará), como?, se a riqueza está aqui e no entanto o sofrido povo daqui nem sequer consegue obter um pouco dessa riqueza para seu benefício, tudo vai para Belém e para o bolso dos políticos de lá.
Será que isso que é a união do Estado do Pará? A região metropolitana de Belém e suas adjacências usufruindo de toda a riqueza e a população de onde estão as riquezas sofrerem sem poder ter nada, porque é isso o que eu vejo aqui ( carência em tudo ) o que faz com que eu , filha de Belém , me solidarize ainda mais com essa população.
Excelente comentário!
Bastante sensato.. é exatamente o que eu gostaria de escrever se me propusesse a tal.
Assim penso e, apesar de ser oeste-paraense de coração, só quero o que há de melhor para a região em que vivo e pretendo viver com meus filhos.
Seu comentário mostra que não é porquê determinada pessoa é contra a divisão (neste momento, como bem colocado), que ela não merece um bom juízo e respeito de quem é a favor.
Caro Onizes
Durante todo este período de campanha, quem carregou no uso da emoção foram os partidários da unidade hipócrita. Meu texto, desta vez, está mais literário que técnico, mas nem por isso quis fazer apelos visando aplausos. Ao longo da carreira acadêmica que construi sem apadrinhamentos, aprendi a separar o que é natural, do que é historicamente construído. Separar as causas, das pessoas que as encampam.
Em função dessas aprendizagens, considero que seu comentário sobre “não era agora a ocasião” seja uma atitude típica de quem acredita que só é possível fazer algo, depois que esse algo já esteja realizado. Pessoas que não ousam, que não rompem com a dura realidade, pois como disse outro compositor dos tempos em que me inspirei no texto anterior “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (Geraldo Vandré). Eu também tenho reservas e críticas aos políticos que estão à frente do movimento, e a forma como o processo foi conduzido. Mas entendo que trata-se do que foi possível. São os limites conjunturais que a história carrega. Mas nem por isso eu concordo em ficar de braços cruzados, esperando a hora certa.
Essas idéias de como resolver os problemas já circulam em abundância, mas os latifundiários governantes do Pará só fazem algum coisa pelo interior quanto isso significa retorno para eles próprios, e não para as pessoas que realmente necessitam ser assistidas. A criação dos novos estados representam sim alternativas de mudanças significativas e reais. Faça uma leitura aprofundada de como éramos divididos geopolíticamente em 1709, 1822, 1889, 1920, 1943, 1960, 1977, 1988, e verás que todas as mudanças na composição de nosso território resultaram em avanços, por mais que algumas delas não tenham propiciado as mudanças necessárias para eliminar injustiças e desigualdades, até porque estas possuem raízes que não estão fincadas somente na política.
Enfim, seu “umbigo” pode até estar entre Alenquer e Santarém, mas parece que sua alma já foi abduzida pelos que nos olham apenas de suas naves espaciais, ou suduzida pelo canto da sereia utilizado pelos que criaram estes slogas de “esquartejar” e o utilizam como se dividir um território fosse sinônimo de dividir as pessoas. Discurso limitado e vazio, que não encontra sustentação histórica e nem mesmo biológica, pois cada um de nós é fruto da divisão das células. Nossa unidade é formada na diversidade.
Caro Onizes
Durante todo este período de campanha, quem carregou no uso da emoção foram os partidários da unidade hipócrita. Meu texto, desta vez, está mais literário que técnico, mas nem por isso quis fazer apelos visando aplausos. Ao longo da carreira acadêmica que construi sem apadrinhamentos, aprendi a separar o que é natural, do que é historicamente construído. Separar as causas, das pessoas que as encampam.
Em função dessas aprendizagens, considero que seu quanto a “não era agora a ocasião” seja uma atitude típica de quem acredita que só é possível fazer algo, depois que esse algo já esteja realizado. Pessoas que não ousam, que não rompem com a dura realidade, pois como disse outro compositor dos tempos em que me inspirei no texto anterior “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Eu também tenho reservas e críticas aos políticos que estão à frente do movimento, e a forma como o processo foi conduzido. Mas entendo que trata-se do que foi possível. São os limites conjunturais que a história carrega. Mas nem por isso eu concordo em ficar de braços cruzados, esperando a hora certa.
Diga-me qual é o estado que não tem político envolvido em escândalos de corrupção. Falo dos governantes atuais ou ex de todos os estados brasileiros. E ministros de estado também.
São Paulo? Rio de Janeiro? Rio Grande do Sul? Quem sabe o Pará?
Portanto, “essa pleiade” de bons políticos e de boa reputação não existe, meu caro. Ou para vc a vida pregressa de um Jader e sua família, Almir, Mário Couto, Jatene, Paulo Rocha, Duciomar, etc, demonstra serem políticos confiáveis? Parece que sim, para vc. E a esses faz-se muito bem confiar a administração de um estado, menos aos políticos de outras regiões do Pará por que são “separatistas”.
Agora mesmo acaba de ser publicado o livro “Privataria Tucana” com provas incontestáveis envolvendo a “pleiade” de lideranças políticas nacionais que conduziram o País na década de 90 e nos quais talvez vc confie.
Meu caro, apesar dos políticos que em nenhum lugar vc irá encontrar os de seus sonhos e nem eu os dos meus sonhos, o interior precisa urgentemente de adminstração pública, que adote políticas que dê à população o mínimo de cidadania e dignidade.
E o nível em que se encontra a degradação humana e social da população, com muito trabalho seria resolvido por três estados. Com um estado, é impossível resolvê-la, principalmente se lembrarmos das patéticas palavras do governador Jatene no JN da Globo de semana passada: “o nosso problema é a falta de recursos”.
Quanto ao Lúcio Flávio Pinto, depois da briga com os verdadeiros donos do poder no Pará, ele perdeu o rumo. E essa recente manifestação dele a respeito da criação do Tapajós e do Carajás, mostra que como jornalista, não conseguiu “ler” o que acontece há muito no Oeste do Pará e na região de Carajás. Ou se leu achou conveniente tomar o partido de sua já esquálida clientela. Falo dos raríssimos leitores de seu Jornal Pessoal, que cada dia fica mais pessoal.
Para finalizar, o seu “não era agora a ocasião”, me desulpe, é risível. Se não agora, bem que a hora poderia ser depois de a terra se encontrar totalmente arrasada. O que, diga-se, não falta quase nada para acontecer.
Esse é, sem dúvida alguma, mais um traidor que vive as custas do governo que ele defende. Diga aos quase 90% da população que vota no Sim que eles são meia dúzia de políticos.
até que enfim um comentáriointeligente ! sério e lúcido como os do Lúcido Flávio Pinto !!! o mais inteligente jornalista do Brasil !!!!