Mesmo a peso de ouro, prefeituras enfrentam dificuldades para contratar médicos no interior e até na periferia das grandes cidades. Nada menos do que 1.228 municípios pediram ajuda ao Ministério da Saúde para atrair recém-formados neste ano.
A intenção era preencher 7.193 vagas, mas só 1.460 médicos demonstraram interesse, o equivalente a 20% da demanda.
Os números são do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), iniciativa do Ministério da Saúde para levar médicos a rincões do país e áreas carentes nas capitais e regiões metropolitanas.
Em Santarém, há um total de 107 médicos, ou 0,36 médicos por 1.00o habitantes.
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Em Itaituba, eles somam 26 (ou 0,27 por mil habitantes). Em Curuá, há apenas 1 médico.
Leia mais em Apenas 20% dos médicos estão interessados em áreas carentes.
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Números.
Como médico, posso afirmar que o grande problema da interiorização são as condições de trabalho. O que adianta pagar fortunas aos profissionais de saúde, se o próprio médico não dispõe de laboratórios, acesso a exames de imagem, ou possibilidades imediatas de referências aos especialistas. Médico precisa ter condições mínimas de trabalho, pois o exercício da medicina exige uma estrutura descente para se estabelecer um diagnóstico adequado, com o objetivo de iniciar o mais precocemente o tratamento especifica de cada doença em questão.
É importante também a valorização do médico de Família e comunidade, que é uma especialidade médica reconhecida pela AMB. Um bom trabalho deste profissional associado a uma equipe multidisciplinar competente ( Enfermeiro, Fisioterapeuta, nutricionista, Psicólogo etc) possui eficácia na resolução de quase 90% dos problemas decorrentes na atenção básica, evitando assim os “ encaminhamentos desnecessários aos especialistas, assim como as “filas quilométricas” nas unidades de urgência de pacientes que não conseguiram atendimento no posto de saúde.
Outra forma interessante para fixar o profissional médico nas regiões carentes é a elaboração de um plano de carreira (semelhantes aos juízes) como preconiza as entidades médicas nacionais. Fixar um médico no interior é um papel difícil, em visto as dificuldades e problemas estruturais de muitos municípios. É importante reconhecer e valorizar os profissionais que lutam de verdade em prol da interiorização da medicina. Assim teremos equidade e universalidade no atendimento do SUS, garantindo os direitos constitucionais da nossa população.
porque um perna de pau em qualquer timezinho de terceira divisão ganha em média dez mil reais em média e um médico não pode ganhar um salário digno !!! qual a importância e valor de um perna de pau perto de um médico !!!! égua siri !!!
Caro Jeso
No Marajó as coisas são bem mais graves. Além das condições de trabalho serem ruins, médicos enfrentam o fator moradia e transporte com empecilho. Mas, por outro lado existem alguns profissionais que simplesmente encaram o serviço por aqui como caça-níquel . Prefeituras chegam a pagar R$ 30.000 por 20 dias trabalhados. No mínimo paga-se R$ 1.200,00 por diária por aqui… Merecem ? A grande maioria sim…Outros não !
Abraço marajoara
O Brasil deveria adotar dois procedimentos para possibilitar a ida de médicos para as cidades do interior. A primeira por força de lei, onde todos os estudantes de medicina de “universidades públicas” teriam como obrigação, para que seus dois primeiros anos como profissionais (residência?), prestarem serviços nas cidades do interior. Após esse prazo, estariam livres para exercerem suas habilidades médicas onde desejassem. A segunda alternativa, seria o Estado, remunerar muito bem os profissionais que optassem pelo serviço público e fossem trabalhar no interior, principalmente os mais experientes, inclusive com passagem de seis e seis meses para seus locais de origem e cursos de aprimoramentos, afinal, eles salvam vldas e são necessários em todos os locais deste imenso país onde as doenças não escolheM lugares para acontecerem. Além de interagirem com os médicos recem-formados.
Legal sua idéia David, o problema está em forçar os recém formados a vir para o interior, essa obrigatoriedade acho que não pode, acho que tem algo de inconstitucional alguma coisa assim. E cai nisso que vc falou não é legal só os novatos, precisamos de gente com experiência também, especialistas, etc. Precisamos todos juntos pensar em soluções para a nossa sociedade.
Realmente Pensador, o termo força de lei, dá umaconotação de forçar. Mas precisa-se trabalhar o lado humanístico e solidários desses profissionais, afinal eles fazem o “Juramento de Hipócrates” e seria gratificante que eles mesmos tomassem a iniciativa de servirem as popilações do interior por um período. Antigamente tínhamos acadêmicos e formandos do Projeto Rondon que visitavam muitos lugares do interior do Brasil. Bem, o certo é que alguém precisa fazer alguma coisa politicamente correto em prol dos povos menos favorecidos.
Para refletir: No Brasil afora governos pensam em várias estratégias de atrair o profissional médico para o interior, e aqui em Santarém o que percebemos é uma caça as bruxas em torno dos médicos. Será a descendência portuguesa ?
Proposta de solução: Médicos de Carreira. Como nossos promotores, juízes, defensores, etc.
E outra interior é ruim mesmo, feio, atrasado, caro e violento também! Quem gosta ? Nada mais justo que pagar muuuiitooo bem!
Médico tapajônico,
Mas eles não querem o sacrificio da turma da policia federal que fica até na selva, se precisar, não querem ir para as cidades da beira da transamazonica, não querem visitar comunidades distantes, querem o conforto das capitais. Medicina meu caro, está além da profissão, é renuncia também. Só estou te alertando sobre isso porque você está colocando a culpa, lá no seu primeiro comentário, que falta alguma ação do governo, e não é, querem muito dinheiro para ir para o interior.
Veja a história dos irmãos Villas Boas.
Médico tapajônico,
Acorda, os médicos da capital só querem ficar em cidades com estrada e acesso rápido à capital, de preferencia em cidades com acesso ao litoral. Querem salvar vidas, mas sem sacrificio deste tamanho, que seria o de morar em áreas mais distantes.
Outra coisa, existem muitas profissões que cuidam da vida das pessoas e não viraram negócio como virou a medicina. Médico não é o único trabalho de extrema responsabilidade.
Anônimo, Nunca disse que médico é a única profissão que exige responsabilidade. Existem outras muito importantes ( Enfermeiro, Piloto avião, caminhoneiro, etc). Apenas, defendo que para ser médico, não basta ser passador de remédio, mas sim atualizar-se CONSTANTEMENTE.
Trabalho médico ( e de qualquer profissão de saúde) deve ter remuneração diferenciada quando se trata de areas de dificil acesso. Veja os agentes da PF e militares. Quando são escalados para fronteiras, recebem adcionais que ultrapassam seus salários base.
Na saúde deveria ser mesmo. Queria ver faltar profissional.
Denunciar um médico onde?? No CRM? (A mamãe protetora dos médicos)
Geralmente os médicos apenas graduam. Nunca conheci um médico que fez mestrado, uma raridade.
E vestibular não forma profissional, e sim sua dedicação na academia e vida profissional.
Medicina é uma graduação importante como outra qualquer
Vão estudar mais pra usufruir do título de Doutor e muitas vidas serão poupadas, principalmente das pessoas menos favorecidas
Só se for o seu médico que vc paga preço de consulta popular, ou que atende naquele velho SUS, ou que atende a esses cartões de desconto ai sim esse coitado mal lê um jornal ou até mesmo vê o seu filho!
Dez a Doze anos de estudo da academia a residência em DE tá bom de estudo pra vc ? E queremos mais sim, publicações, orientações, congressos, cursos, treinamentos, mestrado, doutorado, pos-Doc, etc. Deve dar pelo menos a sua faculdade umas 3x!
E ainda aliviamos sofrimentos, acolhemos, amparamos, aconselhamos, trazemos esperanças e salvamos tantas vidas que vc não faz a mínima idéia seu idiota!
Não precisamos ser chamados de Doutor, precisamos sim de respeito como cidadão e valorização, porque nos basta ser simplesmente MÉDICOS.
aplausos
Esse é um problema que a sociedade não resolve.Já é conhecido por todos as propostas que Prefeituras interioranas fazem a Médicos para lá irem trabalhar.Oferecem salários astronômicos e não cumprem . Ademias , as condições de trabalho são sofríveis, não há um Raio-X, laboratórios com a mínima infraestrutura para o profissional exercer suas funções. Não existe um plano de cargos e salários, todos esses fatores afugentam profissionais para o interior.A grande concentração de Médicos em centros avançados são priorizados devido às melhores condições técnicas para se exercer uma medicina mais condigna. É esse o panorama. Agora mesmo, leio em revistas especializadas que o nosso Padilha está envolvido com falcatruas de um assessor próximo. Cito o Ministro porque o ele é conhecedor dos problemas de desassistência Médica no interiorzão do Brasil e poderia sanar, em parte.
Tenho fílho médico que – não por acaso – mora e trabalha no interior do Pará e tenho conhecimento de dois casos semelhantes de médicos que foram contratados por Prefeituras do interior do Estado, que ofereceram mil e uma vantagens aos profissionais e não cumpriram com o que foi combinado. Num dos casos, o médico trabalhou seis meses e não recebeu nenhum dos polpudos salários oferecidos, assim como as condições de trabalho eram muito aquem do convencionado. E esse tipo de situação vai se espalhando e desestimulando outros médicos.
Enquanto o Ministério da Saúde continuar omisso à gravidade desse problema, esse “status quo” vai continuar e, como sempre, o prejudicado é a população carente.
Pessoal, a conta é simples. A região oeste do Pará tem hoje cerca de 1.100.000 hab. Seriam necessários cerca de 1.100 médicos no total.
Sabem quantos médicos temos em toda nossa região? Em torno de 160 médicos…
Sendo que desses todos, cerca de 106 estão aqui em Santarém, no Hospital Municipal e principalmente, no Hospital Regional, que possui o maior número de especialistas.
Enquanto os municípios vizinhos não se estruturarem, os problemas de superlotação em nossos hospitais continuará.
Outra coisa, qualquer profissional médico ganha facilmente hoje, em qualquer grande centro, de R$ 30.000,00 a R$ 40.000,00. Isso é uma realidade.
Por mais que alguns desinformados falem bobagens por ai, esse é o mercado. E o interior continuará a ser penalizado por muitos anos ainda.
A maioria das pessoas não tem consciência disso. Mas, o maior passo pra saúde da nossa região foi dado agora em março, que foi a implantação da Residência Médica no Hospital Regional. Isso abre a perspectiva de mudarmos essa realidade nos próximos anos.
o PROBLEMA NÃO SÃO OS MEDICOS, mas a falta deles, a solução é mais vagas nas universidades, e mais iniversidades. acho que salário não é problema. é que os de branco não querem vir para o interior, os medicos formados na UEPA aqui em santarem pegam o canudo e depois pegam o beco e vazam daqui. yem que haver a contrapartida, dois anos sevindo no interior a criterio do MS.
Concordo com você. Sou a favor de que os médicos formados em escola públicas sejam obrigados a prestar serviço em unidades públicas pelo mínimo de 5 anos, para que ele devolva o investimento aplicado em sua formação.
Mais aqui vcs querem crucificar os médicos, o que eles vão querer aqui ? Os que pretendiam vir desistem e o os já estão aqui pensam em vazar meeeesmo!
Pacienete, entendo sua aflição, mas poupe os alunos de medicina da UEPA. A primeira turma ainda nem se formou… informe-se melhor antes de falar. 🙂
Uepa Campus XII- Santarém ainda não tem nenhum médico formado na atual data. Informação hoje move a espécie humana a falta dela gera citações erradas como a descrita acima. Obrigado
Primeira turma formará no fim deste semestre, ou seja, não ninguém indo embora da cidade.
Desculpe…
Por fim, ressalto que áreas como saúde, educação e segurança poderiam uma melhor remuneração e valorização através de um plano de cargos e carreiras.
Interessante… Médico ganhando R$ 100.000,00…? Acho que a coisa não é bem assim.
É de conhecimento de todos que o curso de medicina dura 6 anos, e que além disso, é prudente que todos os médicos façam residência médica que dura de 3 a 6 anos. Além disso, temos cursos de especialização, revalidação de títulos,livros, congressos nacionais/internacionais, etc. Ou seja, trata-se de um curso extremamente caro e demorado.
Muitos acham que um salário de R$ 30.000,00 é um grande salário, e é inadmissível faltar médicos no interior. Todavia amigos, quando chegamos neste locais a realidade é bem diferente, já que não dispomos de estrutura alguma (faltam antibióticos, leitos, etc), geralmente vc é o único profissional da cidade (ou seja, vc está de plantão/sobreaviso todos os dias), e geralmente vc não recebe o valor combinado ( no primeiro mês vc recebe R$ 15.000,00 , no segundo vc recebe R$ 5000,00 , no terceiro e quarto vc não recebe, e no quinto vc vai embora por não ter como pagar suas dívidas). Ressalto que tal situação aconteceu comigo e com vários amigos, e hoje, quando recebemos propostas para trabalhar no interior, geralmente recusamos.
Por fim, ressalto que áreas com saúde, educação e segurança,
Assim como o Governo está incentivando que os professores ou os formando em Licenciatura (em faculdades), paguem o investimento em forma de aula, nas escolas públicas, os futuros profissionais de saúde da rede Pública deveriam trabalhar e (não somente estagiar), nos postos de saúde.
Santarém possui 106 médicos. O Estado do Pará possui 6300 médicos pelo censo do CFM. Porque será que APENAS 106 médicos vivem/moram na 3º maior cidade do estado??? Deve existir uma politica que leve o médico ao interior. Um plano de carreira, onde fidelize o trabalho do mesmo a determinada população. O Problema é que existem municípios que querem pagar 600 reais pra quem dedicou a passar em um vestibular muito concorrido + 6 anos difíceis de universidade e alguns anos de residência.
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COMO DIZ O FHC. ASSIM NÃO PODE, ASSIM NÃO DA!!!!!
Medico Tapajónico,
Vai contar essa balela de 600 Reais para os Peixes Bois do Zoológico da FIT.
Tiberio Alloggio
Tibério, a tua imparcialidade ultrapassa os limites do Ridículo. Vou te propor um DESAFIO:
Finge ser médico. Inventa um nome e diz que quer trabalhar em um posto de saúde. Liga pro RH e pergunta o salário BASE do médico. Troco de nome se for mais de 700 reais. Tem médicos que trabalham todo dia para ganhar esse salario base.
Ou então, baixa o edital do concurso publico da uma olhada na remuneração pelas 30hs.
Eu te desafio !!! Quando você perceber a verdade, eu mesmo vou te levar no Zoo da FIT pra te colocar de frente ao peixe boi. Quem sabe vocês se entendem?
No concurso de 2008, em que fui aprovado em 1º lugar para enfermagem, o vencimento base era 620,00 para todos os de nível superior. A diferença está nas vantagens, só de plantão um médico recebe 1.000,00 por um plantão de 12h, agora tente achar um médico durante essas 12h, isso sim é desafio.
Enf Franco, esta misturando os assuntos. Vamos desenhar,
1) Médico que não cumpre a carga horária esta cometendo infraçao etica. Denuncie ao gestor. Pronto!
2) O que tem a ver o plantão com salario do medico da atenção basica? Quem trabalha no PSM passa longe dos postos de saúde. Tem que ganhar bem mesmo, pois voce ja viu o inferno que é essa emergência?
3) Lute pela valorização do seu salário, faça greve, deixe de trabalhar, mas não se permita ganhar pouco. COBRE DO GESTOR uma nova remuneração, combre da sua vereadora.
Tem muito médico que exerce a medicina por amor e é claro por um slário digno, o que não está errado. Mas muitos, muitos confundem salário digno, de quem cuida e salva vidas humanas com BUSINESS.
Médico não quer ir para o interior por menos de R$ 30.000 por mês, e estou falando apenas de um dos salários que querem ganhar, pois também ganham em seus consultórios particulares e em outros empregos públicos e privados. Em seus consultórios nas capitais, consultam os pacientes de 15 em 15 minutos para fazer volume por dia.
Business inferior a R$ 100.000,00/ mês, está fora da vida do médico.
O governo brasileiro deveria obrigar através de contrato legal, todos os médicos formados em universidades públicas cumprirem pelo menos dois anos no interior a critério do ministério da saúde, em contra partida ao estudo que o estado lhe proporcionou.
Enquanto isso que venham os cubanos, peruanos, bolivianos etc.
Eleitor idignado, entendo sua revolta, mas a solução não é chamar peruanos ou cubanos, já que precisamos ter como fiscalizar os médicos, e estes estrangeiros não sabemos suas origens educacionais. Ja temos muitos problemas com os nossos, e a solução não é gente de fora.
Essa farra de médicos vai acabar, só no Pará as universidades formam mais de 600 médicos por ano. A tendência é q aumente a qtde de profissionais, ainda mais qdo a UEPA de Santarém começar a formar médicos.
Oi Jose? Onde voce esta vendo Farra? Vejo uma pessima distribuição de medicos no pais, e uma pessima remuneração oferecida em Santarém. Médico não é sal que vive de branco e encontra em qualquer esquina. Médico é um trabalho de extrema responsabilidade, direcionando tratamentos que exigem constante atualizações.
Certo. E aí, você chega morrendo num hospital e vai ser atendido por um médico muito mal formado/mal preparado/mal pago. Mas tudo bem, afinal, o que importa é ser atendido, não é?
1) Mal formado: Problema da universidade que lhe deu diploma. Solução: Denuncia ao MEC
2) Mal preparado: Problema do médico que não se preparou. Solução: Denuncia a Policia
3) Mal Pago: Problema da sociedade. Solução: Denuncia a CGU, MPE, Ouvidoria do SUS.