Policiais armados atrasam voo para Santarém

Publicado em por em cidade, Segurança Pública

Um voo da Gol que sairia de Belém, capital do Pará, com destino a Santarém, atrasou nesta terça-feira [31] depois que uma passageira se assustou ao avistar um homem portando uma arma dentro do avião.

Segundo a assessoria da Polícia Federal (PF), houve um mal-entendido, já que o homem era um policial rodoviário federal que tinha autorização para voar com o revólver.

De acordo com a PF, a mulher notou que o agente, que estava à paisana, tinha um volume sob a camisa, e avisou uma aeromoça. O comandante da aeronave decidiu não decolar para apurar o caso.

Após averiguação, a Polícia Federal informou que quatro agentes (três homens e uma mulher) estavam no voo e tinham documentação para portar as armas.

Eles seguiriam para Santarém, onde trabalham. Depois do esclarecimento, o avião decolou normalmente, segundo a PF.

Fonte: Portal Terra

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31 Responses to Policiais armados atrasam voo para Santarém

  • Eles esquecem que quem colocou uma arma sob responsabilidade deles foi a própria sociedade e não para atender as vontades deles.

    Mas sim para que eles trabalhem em prol da sociedade. Por isso portam armas. Se naquele momento tudo dentro do avião esta sob controle, todos os passageiros passaram pela averiguação de segurança do aeroporto, logo não há risco a bordo que justifique o porte de armas de fogo.

    Infelizmente esses policiais acham mesmo que o porte de armas trata-se de um direito pessoal ao invés do nosso direito a segurança.

  • Só me façam entender uma coisa: qual a necessidade de policiais rodoviários entrarem armados em uma areonave?
    Uma vez que eles não comunicaram à policia federal, eles não deveriam ser punidos? E se comunicaram a polícia, por que o comandante não foi comunicado? Se não estão em missão e fazem uma viagem à paisana, deveriam respeitar as pessoas ao redor. E se algum deles senta ao lado de uma criança e acontece um disparo acidental dentro da aeronave?
    Eles tem o direito denadarem armados? Ok.
    EU TENHO O DIREITO DE TER UMA VIAGEM TRANQUILA E SEGURA. SE MANQUEM.

  • Em 1998, um comandante da Varig impediu o embarque de três agentes armados da Polícia Federal em Porto Velho (RO) porque se recusaram a deixar a arma na cabine, como manda a legislação. Recebeu voz de prisão dos policiais e declarou estado de ataque diante do cerco de outros policiais à aeronave em terra. Dado o abalo psicológico da tripulação, a companhia aérea enviou de sua base em S. Paulo outros aeronautas para continuar a viagem. O resultado: tumulto a bordo e em terra com passageiros transtornados com seus planos e compromissos frustrados.
    Meses depois, a Procuradoria da República denunciou o comandante por crimes de desobediência e desacato aos policiais, mas o Tribunal Federal da 1ª Região trancou a ação por falta de justa causa. Fez-se justiça.
    Ninguém – nem policiais – está acima da lei.
    Vejam o resultado:

    HABEAS-CORPUS 1999.01.00.106790-1/RO
    Processo na Origem: 199841000024987
    RELATOR : JUIZ I’TALO MENDES
    IMPETRANTE CARLOS ALBERTO DIEGAS DUTRA
    IMPETRADO : JUIZO FEDERAL DA 3 ª VARA-RO
    PACIENTE : CARLOS GILBERTO SALVADOR CAMACHO

    E M E N T A: PENAL. PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. COMANDANTE DE AERONAVE. CRIME DE DESACATO E DESOBEDIÊNCIA. RECUSA JUSTIFICADA. CUMPRIMENTO DE NORMA LEGAL. AUSÊNCIA DE ILICITUDE. AMEAÇA CONFIGURADA. TRANCAMENTO EXCEPCIONAL DA AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA.
    1. Ao comandante, no âmbito da aeronave que conduz, cabe o exercício do poder de polícia.
    2. Justificável a proibição, pelo comandante, de embarque de policiais portando armas (Decreto nº 2.222/97), mormente não estando eles em diligência policial.
    3. Ausência de justa causa. Ordem concedida para a ação penal.
    A C Ó R D Ã O: Decide a Turma, por maioria, conceder a ordem de habeas corpus. Quarta Turma do TRF da 1ª Região – 18.04.2000. JUIZ CARLOS OLAVO (Relator)

  • Jeso,
    discordo do título da matéria: “policiais armados atrasam voo para Santarém”.
    Acho que (talvez) das pessoas envolvidas eles é que tenham menos culpa sobre o fato. Muito provavelmente eles próprios só tenham tomado conhecimento quando retornaram a Belém.
    O que aconteceu mostra a falta de segurança nos nossos aeroportos. Não sei muito sobre as leis da aviação, mas imagino que tinham autorização para viajar com as armas, imagino que foram revistados como qualquer e todos os outros passageiros, imagino que se a arma estava junto ao seu corpo ela foi vista na hora de passar do detector de metais.

    Também imagino que policiais passem pelo detector de metais como qualquer outro passageiro. SE não passam alguém do aeroporto deveria perceber. Deveria ter sido carimbado o bilhete.

    E O PIOR não foi só uma pessoa (= policial), foram 4. Como 4 pessoas armadas não são notadas?
    Não sei como tudo se sucedeu dentro do avião, mas imagino que a passageira tenha chamado a boca miúda a comissária e esta deve ter avisado o comandante. Ele não poderia ter entrado em contato com o aeroporto de Belém, com a Anac ou com a Gol em Belém?

    Ainda pecamos muito em qualidade de serviço aéreo.
    E infelizmente ficou claro que também temos sérios problemas com segurança.
    Ufa! Ainda bem que eram policiais. E se fossem 4 franco atiradores?

  • Eu acho que foi uma micão da companhia aérea.
    Poderiam ter avisado ao comandante e à tripulação que os policiais estavam portando arma de fogo.
    Até onde sei todo mundo passa por detector de metal antes de embarcar, ou seja, tinha muita gente no aeroporto sabendo que teriam passageiros armados.
    Não sei como funciona, mas a comissária de bordo ao informar ao comandante, esse poderia entrar em contato com o aeroporto de Belém ou Anac, sei lá, e pedir informações e explicações. Sem precisar retornar.
    Não sei se isso fere algum protocolo, mas seria o que eu faria se fosse comandante.
    Transtorno pra todo mundo. Aqueles que têm compromissos marcados, transtorno para pousos e decolagens, gastar o tão precioso e caro combustível dos aviões, além de fazer as pessoas passarem por um estresse desnecessário, principalmente aqueles que têm problema de coração.
    Não vou entrar no mérito da questão sobre portar ou não arma de fogo em aviões

  • Anselmo e Jeso,

    Vocês estão certos. Mas cho preocupante as manifestações desse Jorge Moraes. A “opininão que expressamos é o reflexo do caráter”.

  • Se o fato ocorreu tal como narrado, tem uma mistura de vários pequenos e grandes erros, combinando arrogância, despreparo e medo. Sou completamente leigo neste assunto, mas lendo o decreto postado pelo leitor TKS, tive a impresssão de que o policial passageiro não se enquadrava nas situações em que é permitido o porte da arma. E a passageira, a meu ver, tem toda a razão de entrar em pânico. Para finalizar, não posso deixar de lamentar o comentário do imbecil que se aproveita para desqualificar a protagonista do fato, e ainda faz questão de revelar seu etnocentismo tolo e sua postura colonialista. Fosse a passageira originária da maior metróple do mundo ou de um vilarejo esquecido de tudo e de todos, tinha o mesmo direito de questionar algo que lhe parecesse incorreto, inadequado ou ameaçador. Isso é exercício de cidadania. Isso revela seu grau elevado de consciência e de solidariedade pois o perigo não dizia respeito apenas a ela, mas a todos os que se encontravam naquele vôo.

    1. Anselmo, é quadrúpede o leitor que fez tal comentário. Jorge Moraes é a iconização desse etnocentrismo tolo e colonialista que dizes.

  • Existem legislações específicas, tais como: Lei 10.826, de 22/12/2003, Decreto nº 5.123, de 01/07/2004; Decreto nº 6.715, de 2008; Decreto nº 7168, de 05/05/2010; além de Instruções Normativas da ANAC que regulamentam o porte de arma de fogo e consequentemente o embarque de passageiro armado. Então, aqueles que tem porte de arma por prerrogativa de função e que se enquadram na legislação podem embarcar com sua arma bastando para isso, a comunicação à companhia aérea no check-inn e, se o aeroporto tiver um posto da PF, a mesma. Além disso, a passagem aérea é carimbada indicando passageiro armado. Nos outros casos existe a necessidade de despacho pela companhia aérea.
    Neste caso relatado,o que parece que ocorreu é que os comissários de bordo não foram avisados que haviam policiais armados no embarque, mas quem deveria ter informado era a própria GOL.
    Tanto o Ibama quanto o ICMBio tem servidores amparados com porte de arma mas também acho que os mesmos poderiam andar de forma menos ostensiva, pelo menos quando estivessem andando pela cidade.

  • Jeso, o avião estava com 20 min de voo e retornou a Belem, os PRF foram liberados pra levar as armas,

    1. Sabe porque foram liberados para levar as armas? porquê é direito, e direito é pra ser respeitado.

  • .

    Decreto nº 7168, de 05/05/2010

    Seção V

    Do Despacho de Arma de Fogo, de Munição e do Embarque de Passageiro Armado

    Art. 152. O embarque de passageiro com arma de fogo deve se restringir aos servidores governamentais autorizados, levando-se em conta os aspectos relativos à necessidade, à segurança de voo e à segurança da aviação civil, atendendo aos atos normativos da ANAC, em coordenação com a PF.

    § 1 O controle de embarque de passageiro armado será realizado pela PF ou, na sua ausência, por órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.

    § 2 A comunicação do embarque de passageiro armado à empresa aérea será realizada por meio de documento expedido pela PF ou, na sua ausência, por órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.

    § 3 Na ausência de unidade da PF ou de órgão de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto, serão observados procedimentos estabelecidos em atos normativos da ANAC, em coordenação com a PF.

    § 4 As informações referentes ao embarque de passageiros armados deverão ser transmitidas pela empresa aérea ao comandante da aeronave de forma discreta, limitando-se ao nome do passageiro e número do seu assento, de forma a resguardar o sigilo da existência de arma a bordo e da condição de seu detentor.

    § 5 A tripulação da aeronave deverá informar, de forma reservada, ao passageiro que embarcar armado sobre a existência de outros passageiros que se encontrarem nessa mesma condição.

    § 6 A administração aeroportuária deverá disponibilizar local apropriado e equipado para desmuniciamento de arma de fogo.

    § 7 O embarque armado deverá ser coordenado junto à administração aeroportuária, a fim de evitar alarde indesejável no momento da inspeção de segurança da aviação civil.

    OBS. É só informar a empresa e a PF, desmuniciar a arma, pegar o documento de liberação e boa viagem.

  • Ah diga a ela para ir a Novo Progresso. Lá analistas do Ibama brincam de soldadinho com tres quatro armas na cintura em hotéis, almoçando e circulando na cidade. Pior, despreparados, só sabem dar porrada em vagabundo e peão de fazenda como toda polícia. Perigo.

    1. Os fiscais do IBAMA são verdadeiros heróis anônimos que combatem o desmatamento e toda sorte de crimes ambientais nessa amazônia expondo em risco suas próprias vidas. Muitas vezes trabalham em lugares totalmente isolados, no meio do mato e cercados de jagunços. Muitos fiscais já morreram e inúmeros são ameaçados diariamente no cumprimento dever. Eles precisam e podem legalmente andarem armados com uma, duas, três ou quantas armas foram necessárias para garantir sua segurança e fazer a valer Estado Brasileiro. No mais: quem não deve não teme…

  • Sim, entendi! Era apenas um policial armado… Mas, havia a necessidade de tanta ostentação? Este tipo de situação constrange muitas pessoas, assim como chegar em um restaurante com a família e encontrar, também, policiais armados almoçando e algumas vezes bebendo… Como explicar algo a uma criança?

    1. apoiado o fato deles poderem portar não os da licença tipo 007, pela segurança do transporte aereo certas limitações devem ser impostas.

  • Acontece!
    Certa vez presenciei um delegado da PF ser barrado portando arma de fogo ,pelo comandante de um voo q/ saia do Rio c/ destino a Brasília. Foi um sururu pq o delegado peitou o comandante dizendo q/ ele era um Delegado Federal e trilili e trololó …. O Comandante não amarelou rsrs…, na maior classe e usando tbm de sua autoridade disse p/ o delegado q/ ele so poderia viajar portando a arma se tivesse ordem judicial. O delegado federal so viajou naquele voo pq entregou a arma dele no check in , assinou a parte burocrática como de praxe , e so recebeu a arma em Brasília. No voo a autoridadde máxima é o Comandante.
    As vezes tem cada gato, assim como na PF, q/… minha Na. Sra. de Aparecida…!!!!
    Os Comandantes de grandes empresas aéreas são muito preparados. Ainda bem pq já pensou se fosse um ze ruela incompetente q/ deixaria todos policiais viajarem armados, a gente sabe como é duro ser policial no Brasil, os caras vivem estressados … se alguém dá um pum perto de um estressadinho e levar um tiro no meio do… rosto.

  • Apesar de o Policial Rodoviário ter porte de arma, essa autorização tem limitações. O correto é ele entregar sua arma para o :Comandante da Aeronave e ao término da viagem recebê-la novamente.

    Ninguém, que não esteja em serviço pode portar arma em locais que apresentem grande concentração de pessoas, tais como: boates, shoppings, embarcações etc, para evitar possíveis acidentes.

    Não sei, mas se essa história ocorreu como foi narrada, está me soando a corporativismo.

  • coisas de mocoronga evidentemente !!!!!!! É ISSO QUE DÁ ESTAR ACOSTUMADA A VIAJAR DE BAJARA DE BELÉM PRÁ VÁRZEA CITY QUANDO VIAJA DE AVIÃO DÁ VEXAME!!!!!

    1. Pelo teu comentário, eu deduzo que todos os Mocorongos são burros? Que comentário infeliz!

  • Nesse caso, o “mal entendido” deve ter sido resolvido com o recolhimento da arma pelo comandante que deve ser transportada sobre seus cuidados na cabine de comando até o destino do passageiro portador da arma. Nenhum policial seja ele que graduação tenha pode e muito menos deve portar arma dentro de uma aeronave se não tiver acompanhando um passageiro sobre custódia. Neste caso, os tripulantes devem ser informados antecipadamente, com o cuidado de embarcar esses passageiros antes do embarque dos demais passageiros comuns.
    O caso ai parece que os policiais não estavam acompanhando ninguém sobre custodia, portanto estavam irregulares.

    Chico Corrêa

    1. hE HE HE … Chiquinho ao comentar o assunto tu demonstra conhecer tanto como conhece sobre o teu PT e o teu folhetim chapa branca , pesquisa um pouco mais sobre embarque de passageiros armados na IAC antes de postar besteira ……

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