Visceral
A sensação que tenho ao olhar teus olhos
é a mesma de cair do décimoandar,
zunido no ouvido,
palpitação, falta de ar.
Tua marca continua cravada em minha alma, e
nem que eu me arraste, sangre até esvair,
nem que eu dilacere a carne,
tua marca continuará.
Não quero ser tua cura,
nem teu vício,
nem precipício.
Não quero ser teu exemplo,
nem teu ponto final.
Quero apenas estilhaçar segredos,
arrancar tua roupa, te encharcar de suor,
romper teus medos, te rasgar ao meio,
ser teu placebo.
—————————————-
De Lumar, poeta de Santarém. É dela o blog Kaxorro da Bruxa.
Linda, encantadora e simplesmente Visceral…
Não quero ser tua cura,
nem teu vício,
nem precipício.
Não quero ser teu exemplo,
nem teu ponto final.
Poesia que, se cantada, caberia nas vozes mais nobres do jazz- blues, do samba de raiz….
Lindo lindo!!!! Parabéns!!!