Da leitora Telma Amazonas, pelo contato do blog:
Sempre gosto de contornar a avenida Tapajós, em Santarém, na saída para o almoço. Quero ver o rio.
Nessa rota, invariavelmente me deparo com turistas – separados, isolados e apenas na orla. Pergunto-me: vagando ou passeando? Apreciando o rio ou sofrendo o sol escaldante das 13h?

Vejo muitas vezes turistas idosos. Sofro da mesma forma de quando vejo qualquer idoso atravessando uma rua esburacada com passos já lentos.
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Voltando aos turistas. Provavelmente a idade aposentada do trabalho existe, mas com o gás de viver e com recursos que poderiam deixar em nossa terra para o desenvolvimento da nossa gente, será que voltarão?
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cuitados dos turistas !!! mais perdidos que cachorro de pobre em dia de mudança !!! a secretaria de turismo da Izocalândia da vár3ea é que nem cabelo de freira !!! a gente sabe que existe mas ninguém vê !!!
tem um monte de gente que fala inglês que gosta somente de visitar o navio e ganhar.uns trocados com informações. A prefeitura, através da secretaria de turismo alugar dois ônibus para um Tour. Terceiriza um serviço, mas faz alguma coisa.
coitado de quem for visitar este fim de mundo !!!! calor insupoortável !!! motoristas de táxis desinformados e hiper desonestos !!! preços de restaurantes da suiça e serviços da biafra !!! o “aeroporto” um xiqueiro !!!! este lugar só não é o inferno porque falta satanás !!!
Caro Jeso
Aplausos para sra Telma Amazonas de reavivar essa inércia santarena . Lembro de lhe ter contado há muito tempo quando ainda estava na ativa , ao observei um casal de gringos (ele impecavelmente vestido de bermuda branca e de sapatos pretos e meia social) no centro comercial. Eles olhavam meio aflitos para um lado e para o outro e me aproximei e perguntei se podia ajudá-los e o senhor agradeceu e apenas me perguntou aonde ele poderia gastar Usd 50,00 em objetos da terra. Os encaminhei até uma loja próxima ao Mascote e alí os deixei … E de lá saí pensando .. quantos aportam e descem em Santarém e gostariam de gastar alguma coisa e não somos capazes de lhes conceder essa hospitalidade … quantos Usd 50,00 poderiamos auferir … e certamente outros tantos como bem expressado pelo sra Telma, serão vistos andando na orla contemplando um belo rio, porém anos luz longe de serem recebidos como turistas e com isso termos a oportunidade de gerarmos dessa receita outras tantas, fato que bem disse sr Anísio Quincó é muito bem explorado (no bom sentido) em lugares como Montividéu, ou como Fortaleza, e outros lugares turisticos onde já existe essa concepção de que turista é motivo de receita + renda+ empregos e quanto mais melhor e quanto melhores tratados mais virão e retornarão … Os que aqui vêem voltarão?
Está mais do que na hora sair do discurso, do nhé-nhé-, das reuniãozinhas de gabinete e fazer a coisa acontecer na prática …
Antenor Pereira Giovannini…
Os turista gostam de andar sobre o cais de Santarém para desviar das inúmeras mangueiras dos lavadores de carro, desviar das ligações clandestinas de energia elétrica, saltar sobre os mendigos que adormecem na orla ou visitar o terminal fluvial (balsomeiotabajara) que o governo do PT construiu em sua administração Municipal, Estadual e Federal.
Mas o que o turista adora em terras tapajoaras é escutar o Grupo Canto de Várzea, principalmente quando o Everaldo martins canta ” E depois do Irurá, oh meu Deus oque será”, tolinho não sabia oque a Buruti ia fazer….Guáááááá desse mano!!!
Anisio,
Você além de pontual foi tecnicamente preciso, na abordagem e na percepção do Sentimento. Mesmo com tempo apertado para o almoço, já encostei o carro para observar cenas de turistas agachados apoiando-se nos joelhos. O isolamento dos Turistas, além do descaso com projetos turístico, é a perda de oportunidades econômica e social. É muito lindo propagar fotos de Alter do Chão e Chamar “Santarém do meu amor que Deus deus tanta riqueza enfeitando a natureza”….do poeta que sentiria o mesmo que eu. E assim tocamos a vida.
Saudações,
Telma
Jeso, Santarém poderia enviar uma comissão à Montevidéu, para saber como funciona fazer uma cidade se aproveitar do turista, e este, aproveitar-se da cidade.
E por que enviar tais pessoas à capital do minúsculo Uruguai, e não à outra cidade? Porque a relação de cruzeiros/população é comparável ao que acontece na Pérola do TA. Explico: aportaram em 2012 no porto da CDP, cerca de 30 navios de turismo (dados fornecidos pela companhia), isso para uma população de 300 mil habitantes. Em Montevidéu, atracaram cerca de 130 cruzeiros no ano passado, em uma região metropolitana de 2 milhões de pessoas.
Além disso, a cidade tem toda uma área DEDICADA ao turista, com centro comercial atrativo (acessibilidade, oferta de produtos regionais, aceitação de várias moedas), hotéis de vários níveis de atendimento, boa oferta de transporte e uma população que sabe seu papel de tratar bem quem visita sua ‘casa’.
Aclaro que as situações econômicas e sociais das duas cidades são diferentes. Com tal comparação de dados portuários, gostaria simplesmente de suscitar um debate mais amplo do que se pode ser feito com essa ‘matéria-prima’ que chega em todas as temporadas ao porto mocorongo.
Quem sabe um dia, com uma Santarém sendo um produto forte de turismo, a ‘bella Montevideo’ envie uma comissão de uruguaios para conhecerem ‘Alter-del-Chón’.
P.S.: Parabéns Sra. Telma Amazonas por captar mais que fotos, mas sentimentos dos turistas diante de tais situações.
O mais difícil é tentar justificar o “coco”nas ruas,a inexistência de coleta de esgoto.
Como explicar jogar o “coco”nas ruas e rios.
Mas é justamente por isso que os gringos vem ao Brasil. Eles acham bonito ver a miséria Brasileira, principalmente os Norte Americanos e Europeus. Nossos políticos fazem um bom trabalho em manter esses atrativos turísticos.