Primeiros passos da sindicalista no STTR

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Do leitor Carlos Dombroski sobre o post Morre a 1ª mulher a presidir o STTR:

Lembro-me, como se fosse hoje, 25 de julho de 1989, nesse dia era eleita a quarta diretoria do STTR de Santarém (após os trabalhadores rurais conquistarem o STTR em 1980).

Lá estava uma mocinha com seus 18 anos de idade, feliz alegre e muito preocupada com a tamanha responsabilidade que iria carregar sobre seus ombros, durante aquele mandato em que o Natanael Alves de Sousa estava sendo eleito presidente, eu, Carlos Dombroski, tesoureiro, e ela, Luzia de Oliveira Fati, secretaria geral do maior sindicato de trabalhadores Rrrais da América Latina.

Luzia Fati que era catequista na comunidade de Guaraná, região da Curuá-Una, já mostrava que queria novos desafios. Mas para que ela pudesse vir para Santarém e assumir a diretoria executiva do sindicato, precisaria ser aprovado seu nome pelos associados e que alguém conversasse com Seu Tito, seu papai, (que também partiu cedo) que dizia que com saída da Luzia Fati ele ficaria só em sua colonia.

Mas após a conversa com Natanael e Peba, ele disse: “Já que ela quer, temos que aproveitar a inteligência a dedicação e a vontade da minha filha em lutar por dias melhores para todos os trabalhadores…”.

Luzia apesar da pouca idade, mas convencia a todos, que nada vinha de graça para os trabalhadores e sim a cada conquista seria fruto de muita luta. Luzia Fati sempre dizia que (a luta sem a participação da mulher ficaria pela metade) e ela provou isso em 1995, quando foi eleita a primeira mulher presidente do STTR de Santarém.

Luzia Fati teve uma vida dedicada as lutas pela melhorias de vida, especialmente dos agricultores e agricultoras familiares e agroextrativistas.

Obrigado, Luzia, pela dedicação e companheirismo, e comprometimento com as causas sociais.


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3 Responses to Primeiros passos da sindicalista no STTR

  • Perfeito Carlos Dombroski, você relatou com muita riqueza o inicio da trajetória da companheira Luzia Fati, pois sua vida foi dedicada a lutar pela melhoria da qualidade de vida de todos e todas.

  • Eu tive a felicidade de trabalhar com Lúzia Fatí. primeiro no Centro de Formação Chico Roque e depois no ISAM. confesso minha admiração por sua pessôa. humilde, Humana e sobretudo uma grande amiga. íntegra em tudo o que fazia ou se propunha fazer, honesta e acima de tudo uma guerreira. sempre defendeu a classe trabalhadora rural e foi sempre uma voz altiva nas lutas da classe. fico triste com a passagem brusca dessa companheira, ela ainda tinha muito a contribuir em prol da classe trabalhadora, vai em paz companheira, que Deus a tenha na morada eterna, e obrigado por sempre nos ensinar a praticar o bem . amém.

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