São Paulo discute futuro do rio Tapajós

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Planeta Sustentável

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (5), a Sala Crisantempo – em parceria com a AACHAA – Associação de Artes Curativas Himalaia Amazônia Andes – promove o debate Amazônia: O futuro do Tapajós, o Rio mais Belo do Mundo, em São Paulo.

A bacia hidrográfica do rio Tapajós abriga cerca de um milhão de pessoas e abrange 6% do território brasileiro. Dos seus 50 milhões de hectares, 22% estão degradados – em grande parte, pela mineração ilegal e pelo avanço da agropecuária – e 42% são unidades de conservação ou terras indígenas. Além disso, está prevista a construção de 42 barragens para hidrelétricas.

As pedras na ponta da praia de Ponta de Pedras. Foto: Ronaldo Silva
Ponta de Pedras, uma das inúmeras praias do rio Tapajós. Foto: Ronaldo Ferreira

Com o objetivo de promover o diálogo a respeito dos impactos socioambientais na região, o encontro apresentará análises, vídeos e contará com depoimentos dos participantes. Entre eles:

Lideranças indígenas Borari, Munduruku, Arapiuns e Tapajó, representadas, respectivamente, por Odair José Alves de Sousa, Lucivaldo Oliveira Karo Munduruku, João Antonio Tapajós Pereira e Dinael Cardoso;
Célio Bermann, professor do IEE-USP – Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo;
Lama Michel Rimpoche, presidente da Fundação Lama Gangchen para Cultura de Paz, e
Pedro Bara, líder da Estratégia de Infraestrutura, Iniciativa Amazônia Viva do WWF.

Os organizadores acreditam que o evento contribuirá para a compreensão da realidade da Amazônia atual, além de enriquecer o diálogo a respeito de um modelo de desenvolvimento sustentável inclusivo, que respeite povos e culturas.

O FUTURO DO TAPAJÓS
Data: 05/06, das 19h às 22h
Local: Sala Crisantempo
Endereço: Rua Fidalga, 521, Vila Madalena – São Paulo/SP
Informações: rozanchetta@hotmail.com
Vagas: 100


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6 Responses to São Paulo discute futuro do rio Tapajós

  • O superintendente do Sistema OCB/Sescoop-AM, Adriano Trentin Fassini, entregou na manhã desta sexta-feira, dia 5 de abril o Registro Provisório de Constituição da Coomaru (Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini), que atuará nos setores do extrativismo, agricultura, turismo ecológico e pescas ornamental, esportiva e comercial. A cooperativa está localizada no Rio Unini, no município de Barcelos, calha do Rio Negro.

  • Eita.. começou “bem” esse debate convidando indígenas fajutos como o Dadá (José Odair) e o Dinael Cardoso.. tsc, tsc, tsc..

    Tem que fazer em SP mesmo, porque aqui em Santarém essa turminha não engana mais ninguém..

  • DIOGO,

    NÃO ESQUENTA. NUM PEGA CORDA… É SÓ MAIS UM EVENTO PRA INGLÊS VÊ…
    AO FINAL ELES VÃO ELABORAR UM DOCUMENTO. LEVANTAR AS DEMANDAS DOS RIBEIRINHOS, DOS CABOCLOS, DOS INDÍGENAS, DOS QUILOMBOLAS… E… NADA!!!

    ELES NÃO VEEM NEM AQUI. DEIXE ELES PRÁ LÁ E VAMOS TRABAIÁ E CUIDAR DO DESENVOLVIMENTO DA NOSSA REGIÃO… O RESTO É BLÁ… BLÁ… BLÁ..

    CHAGINHA

    1. Chaguinha, blá-blá??? Vamos parar antes que aconteça, como Alcoa. Belo Monte tai espera pra ver o estrago…

  • Caros,
    Discussão boa e interessante.
    A situação na bacia hidrográfica do Tapajós é de preocupar. Enquanto as riquezas naturais estão sendo aceleradamente utilizadas, piora as condições de vida da população nativa. O futuro, a partir desse contexto, é sinistro.
    As boas reservas de recursos naturais como águas, florestas, minérios e terras são encontradas na bacia do Tapajós. O poder público local, principalmente as administrações municipais, precisa estar vigilante e ter uma visão de longo prazo no estabelecimento de trocas mais justas e dignas nas concessões de usos dessas riquezas.

  • Acho esse debate muito importante fundamental , porém me incomoda profundamente que o futuro do Tapajós e da Amazonia está nas mãos e nos debates em São Paulo. Por que esse debate não é feito em Santarém, ou Itaituba? Em São Paulo 99% da população nem sabe que existe um rio tão importante como o Tapajós e muitos acham que no norte do Brasil só existe selva, indios, Fafá de Belém…… Se não nos mobilizarmos farão do Tapajós o mesmo que o Xingu ou pior o mesmo que o Rio São Francisco que hj agoniza por inumeras hidroeletricas que estão matando o rio da ” Integração Nacional”……

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