Pró-reitor de Planejamento Institucional da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), Aldo Queiroz (foto) carimbou de “desrespeitosa” e “injusta” a nota/post “O salário pago à cúpula da Ufopa”, publicado neste blog semana passada.
Para ele, em nota de esclarecimento, Seixas Lourenço e Marcos Ximenes são “pessoas que aceitaram o desafio de vir ajudar a implantar a primeira universidade federal no interior da Amazônia”.
– São respeitados na academia e na sociedade, pelo conhecimento, pela experiência acadêmica e pelas habilidades e atitudes durante todas suas vidas – reforça o pró-reitor, ressaltando que nenhum deles recebem “salário da Ufopa”.
Os valores salariais foram retirados do Portal Transparência, do governo federal.
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Abaixo, a íntegra da nota de esclarecimento de Aldo Queiroz.
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No Brasil há sessenta e oito (68) universidades federais. Na Região Norte, o Pará é o único com quatro (4) Universidades, que são: Universidade Federal do Pará (UFPA), criada em 1957; a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), criada em 2002, a partir da Faculdade de Ciências Agrárias do Pará; a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), criada em novembro de 2009, a partir do Câmpus da UFPA e da Unidade Descentralizada da UFRA em Santarém; e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), criada a partir do Câmpus da UFPA em Marabá. Deve-se ressaltar que esses dois Câmpus foram criados na gestão do então reitor José Seixas Lourenço (1985-1989), quando reitor da UFPA. Cada um dos demais estados da Região Norte possuem apenas uma universidade.
As Universidades Federais Brasileiras, independentemente da localização, têm um Plano de Carreira do Magistério Superior Federal – Ver Medida Provisória Nº 614, de 14 de maio de 2013 que altera a Lei no 12.772, de 28 de dezembro de 2012, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal; altera a Lei no 11.526, de 4 de outubro de 2007; e dá outras providências.
Pode-se verificar no Anexo III da Lei (Tabela I), que em 2013, um Professor Doutor – Associado Classe D, Nível 1, em Regime de Dedicação Exclusiva tem um vencimento base de R$ 5. 625, 24. No nível 4, o vencimento base pode chegar a R$ 5.834,39. O Professor Titular pode chegar um vencimento base de R$ 6.042,34. A retribuição por titulação do professor nas mesmas condições anterior é de R$ 6.987,89. No nível 4 é de R$7.719,34. O Professor titular é R$7.747,80 (Ver Tabela III no Anexo III da Lei).
Além disso, são acrescidos, ao vencimento básico, anuênio, e auxilio alimentação, tudo de acordo com a legislação vigente. As pessoas que exercem Cargo de Direção – CD, obviamente têm esses valores acrescidos. No caso de Vice-Reitor e Pró-Reitores, o cargo de Direção é CD-2. O acréscimo, de acordo a legislação vigente, é de 60% do valor do Cargo de Direção – CD para quem tem vínculo institucional e integral para quem não tem vínculo. Por exemplo, os 60% do cargo de Direção- CD-2 corresponde a R$ 4.802,94. No meu caso específico tenho ainda decisão judicial transitada em julgado, com vencimento incorporado.
O Procurador recebe salário pela Procuradoria Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União. Na UFOPA ele recebe os 60% da gratificação de CD, com todos os descontos legais.
É importante ressaltar que os professores aposentados, como, por exemplo, o Reitor José Seixas Lourenço e os professores Marcos Ximenes Ponte e Claudio Scliar, não recebem vencimentos da UFOPA. Recebem Cargos de Direção CD-1, no caso do Reitor, e CD-2 no caso dos dois Pró-Reitores. Deve-se ressaltar que o pagamento de CD-2 para Pró-Reitores de grande parte das Universidades brasileiras só foi autorizado recentemente. Até então os Pró-Reitores da UFOPA recebiam o mesmo CD-3 que recebem os Diretores de Unidades Acadêmicas.
A nota do blog é claramente desrespeitosa e injusta com as pessoas que aceitaram o desafio de vir ajudar a implantar a primeira Universidade Federal no interior da Amazônia. Evidentemente, as pessoas têm o direito de divergir, mas não têm o direito de desrespeitar, de denegrir a imagem de agentes e servidores públicos que, muitas vezes, não conhecem. Temos o privilégio de, entre outros Professores Seniors, contarmos com dois ex-reitores de universidade, como o Professor José Seixas Lourenço e o Professor Marcos Ximenes Ponte, que são respeitados na academia e na sociedade, pelo conhecimento, pela experiência acadêmica e pelas habilidades e atitudes durante todas suas vidas. Os Câmpus de Santarém e de Marabá, criados pelo Reitor Seixas, já foram transformados em universidades.
Não foram poucas as conquistas obtidas durante esse período após a criação da UFOPA, principalmente na atração e fixação de professores com doutorado e mestrado, técnicos administrativos em educação altamente qualificados que possibilitaram em curto período de tempo ampliar as oportunidades para a sociedade dessa região na produção de conhecimento, no ensino de graduação e pós-graduação e na inovação.
O pagamento de salários e vencimentos dos servidores públicos passa por um sistema automatizado e unificado, sob a supervisão de órgãos e técnicos do Governo Federal. Ninguém recebe o que quer e ninguém tem ingerência na fixação dos seus próprios vencimentos. Nem o Reitor nem ninguém. Falar de supostos super-salários é um mero exercício de maldade e de desvio das verdadeiras conquistas da UFOPA para Santarém e para a Região. Basta comparar a UFOPA com as universidades criadas no mesmo período ou até mesmo com universidades criadas há 10, 11 anos ou até há mais tempo.
Quanto à questão salarial, qualquer professor pode atingir os mesmos níveis salariais. Para isso, tem que se dedicar à carreira. Ela existe para todos.
Em universidade pública é gente incompetente em não conseguir um cargo administrativo, ganhar melhor e ter um vida mais traquila e ter que passar suas miseráveis vidas em salas de aulas aguentando tudo quanto não presta.
No comentário do blog não há nada de pecaminoso, o professor utiliza de sofisma para justificar fatos, com argumentos não convincentes. Devemos sim, pensar e lutar para o bem geral, para o coletivo. O portal da transparência é uma conquista da sociedade livre e democrática; da qual a mídia não pode de maneira alguma abrir mão. Nada de TRUCULÊNCIA OU CARA FEIA !
O senhor Aldo questiona a divulgação dos valores salariais nababescos que ele e a cúpula da UFOPA recebe e relaciona apenas os valores fixos, reiterando a sua prática pessoal contrária a qualquer tipo de transparência quanto aos valores que recebe. Em uma eleição para coordenação do campus de Santarém, acadêmicos afixaram cópia de uma nota de um jornal de Belém onde constava o alto valor do salário de Aldo Queiróz, o que causou estragos em sua campanha.
Por que Aldo Queiroz não relacionou os valores “EXTRAS” recebidos pelos “magníficos” integrantes da cúpula da UFOPA com outros ganhos/pagamentos?
– Diárias, passagens…..além das montanhas de dinheiro “socializada” com seus “grupos” de protegidos, através de indicações, viagens em geral (a título de participação em eventos educacionais entre outros, coordenações, e inúmeros outras “situações de protecionismo ou corporativismo desta turma encastelada no comando da UFOPA.
O poder pelo poder ou para tentar ascensão ao poder e principalmente ´pelo valor salarial é o que move essa turma para estar nos cargos que estão e não o interesse em contribuir com a sociedade como tenta convencer o senhor Aldo. Felizmente como diz a música de Nilson Chaves “os velhos de Brasília, não pode ser eternos”.
Que tenham vida longa, não tenho nada contra, (até precisam para tentar curtir pelo menos parte dos ganhos acumulados nesse quase interminável tempo de império na UFPA e agora nesse arremedo de UFOPA). Mas será muito saudável que seus insistentes reinados na academia sejam encurtados para e pelo bem da construção verdadeira de uma academia livre de vícios, protecionismos, ações escusas e atitudes antidemocráticas e antitransparentes tipicas do aldismo reinante até então.
Clap, clap, clap! Brilhante!
Alguns desses, ao que parece, devem receber ajuda para morar em hotéis da região, e depois recebem diárias e passagens para voltar a sua cidade (leia-se “Belém”).
E ainda aproveitam eventos que não têm nada a ver com suas áreas, para viajar às custas do erário para Belém, Brasília etc., com a justificativa de representar a Ufopa.
É só olhar a lista dos campeões de passagens e diárias: será que estiveram em todos esses lugares a serviço?
O senhor Aldo questiona a divulgação dos valores salariais nababescos que ele e a cúpula da UFOPA recebe e relaciona apenas os valores fixos, reiterando a sua prática pessoal contrária a qualquer tipo de transparência quanto aos valores que recebe. Em uma eleição para coordenação do campus de Santarém, acadêmicos afixaram cópia de uma nota de um jornal de Belém onde constava o alto valor do salário de Aldo Queiróz, o que causou estragos em sua campanha.
Por que Aldo Queiroz não relacionou os valores “EXTRAS” recebidos pelos “magníficos” integrantes da cúpula da UFOPA com outros ganhos/pagamentos?
– Diárias, passagens…..além das montanhas de dinheiro “socializada” com seus “grupos” de protegidos, através de indicações, viagens em geral (a título de participação em eventos educacionais entre outros, coordenações, e inúmeros outras “situações de protecionismo ou corporativismo desta turma encastelada no comando da UFOPA.
O poder pelo poder ou para tentar ascensão ao poder e principalmente ´pelo valor salarial é o que move essa turma para estar nos cargos que estão e não o interesse em contribuir com a sociedade como tenta convencer o senhor Aldo.
“Quanto à questão salarial, qualquer professor pode atingir os mesmos níveis salariais. Para isso, tem que se dedicar à carreira.” Adendo: a carreira política do PSDB e/ou PT.
Se a UFOPA é uma instituição pública, é sustentada pelos impostos pagos pelo contribuinte, assim como o salários de todos os seus funcionários, seus recursos e gastos devem sim ser mostrados a todos os contribuintes, através do Portal da Transparência. O que o seu Aldo Queiroz vê de errado em tudo isso? Ou os dados do Portal da Transparência estão errados?
Disse muito bem o Anderson Dezincourt, professores devem ganhar muito melhor. Agora vislumbrar como desrespeitosa a informação do blog, sejamos coerentes, nada a ver. Outrossim, a sociedade que exige transparência e decência dos políticos é a mesma que exige dos professores, que não diferem quase em nada, são todos servidores públicos e ao público devem satisfação, transparência e ainda críticas quando se faz necessário.
Penso que absolutamente tudo o que é público ou pago por este deveria estar disponibilizado nos sites das instituições públicas, das prefeituras, dos governos dos estados e da união, especialmente os salários e todas as vantagens ou mordomias das cúpulas (ou de alguns crápulas). Essa turma da cúpula quando “surfa” em águas tranquilas chama a imprensa de benzinho, mas quando as águas se agitam fogem da imprensa como o diabo foge da cruz. Penso que a divulgação dos salários até ajuda a despertar o interesse da juventude para estudar mais na busca desses salários e certamente o interesse de sequestradores e outros também será despertado, mas se pensarmos só o lado negativo teríamos que parar de comer para evitarmos defecar (horrível esta frase). É graças a imprensa e também hoje aos celulares que tornam qualquer pessoa em repórter ou fotógrafo, que descobrimos os podres da sociedade. Gosto ainda mais da imprensa quando está lisa, sem receber dinheiro do prefeito, pois aí ela desce o sarrafo e a população finalmente fica bem informada. Alexandre Von por favor continua sem comprar a imprensa, pois queremos ser bem informados.
Caro Cara Pálida. É clara sua postura. Foram 15 anos que você ficou em frente a coordenação do Campus de Santarém. Todo este tempo trabalhando “conjuntamente” estes senhores que na época eram reitores da UFPA. E vale lembrar que manteve-se na coordenação o Campus todo este tempo por indicação deles. No primeiro movimento democrático para eleição de um coordenador do Campus de Santarém você perdeu. Neste período tentou até dobradinha com Nilson Pinto, visando cargo de Deputado Estadual e não ganhou. Os passarinhos dizem por aí que sonhas em ser reitor. Responda aqui para o líder da tribo Tupaiu: Porque você não larga o osso? Será que o que te move é o amor pela tibo Tupaiú?Enquanto você reflete o que eu disse, eu vou ali pescar.
Cacique, para certas pessoas, frustradas na vida pessoal, o poder é afrodisíaco. E essas pessoas se impõem pelo terror, não pelo respeito por serem pessoas íntegras e valorosas.
Aldo Queiroz, transparência, todos são servidores públicos colega, qual o problema? O País tá mudando, você não tá ligado! transparência é bom, tá mudando professor. Outra observação Professor Aldo, ninguém faz nada de graça, tudo tem preço e valor. Não entendo seu ponto de vista e não vejo desrespeito nenhum na nota do blog.
Pé quente cabeça fria, sua indignação cabe no seu corpo.
Não percebi desrespeito do blog. A informação por ele dada é pública e pode ser divulgada livremente.
Concordo que o valor do seu salário é fruto da sua influência pessoal e de merecimento. Sobre isso não há o que questionar.
Na verdade, acho que o salário de quem atua na docência deveria ser ainda maior. Assim, teoricamente, os profissionais da educação poderiam se dedicar mais ao aprofundamento dos seus conhecimentos e ao aperfeiçoamento da sua didática, sem prejudicar a sua qualidade de vida e sem ter que trabalhar várias horas em diversas instituições para garantir uma sobrevivência humilde.
O cerne na questão não é o valor dos seus salários, mas se os resultados que têm sido apresentados pelos Senhores os fazem merecer um montante deveras acima do que a maioria da população recebe por 30 dias de trabalho suado.
Ao invés do Sr. gastar o seu tempo justificando a legalidade do seu generoso salário, deveria ter apresentado quais as suas realizações para mantê-lo. O passado, serve para os seus currículos, para serem divulgados em cerimônias onde alguns dos Srs. podem ser chamados de Magníficos. Para a sociedade, o que importa é o Presente e também quais são os seus planos para viabilizar um futuro melhor para a educação do nosso país.
Aldo detalhou apenas o que havia dito em linhas gerais. A UFOPA possui muitos problemas, mas do ponto de vista legal não parece haver problema algum (irregularidade alguma) com os vencimentos brutos pagos aos servidores nominados.
Professores, de um modo geral, deveriam ganhar bem, bem mais que prefeitos e seus assessores, vereadores e seus assessores, deputados… Enfim, professores merecem sempre mais.
Defendendo o indefensavel! Se prepara, Sr. Aldo, pois sua mamata vai acabar! Chega de opressao,intimidacao, truculencia e falta de transparencia! Ninguem mais te aguenta!