Da leitora contumaz do blog Maralice, sobre a Frase do dia, de hoje:
A medicina é a bela arte de amenizar e curar as dores humanas. O mundo carece de profissionais da saúde e de outros seguimentos com competência e humanidade.
O médico psiquiatra Luís Fernando Tófoli deve conhecer o abandono e o sofrimento dos doentes mentais nesse Brasil, que muitas vezes vivem nas ruas, sem nenhuma assistência.
Falta política pública, de urgência, para esse seguimento.
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Doente mental dorme na calçada na avenida Adriano Pimentel, perto do Centro Cultural João Fona, em Santarém, na abertura da Semana da Pátria. Foto: Glenda Bessa.

Sra. Maralice, e o pior é o descaso. As pessoas passam, outras mexem no celular, outras conversam em grupo e ninguém se toca. É como se ela estivesse ali e fizesse parte da paisagem. É o luxo e o lixo! O luxo é o dia bonito, ensolarado, o papo, a roupa nova, bonita, passada, tudo em volta. O lixo jogado no chão. Ninguém se importa! Nem um copo d’ àgua, uma ajuda, uma mão amiga, nada! Ninguém se importa e a vida segue seu rumo. Talvez noutro dia ela esteja nua em frente ao Mercadão e seja motivo de escárnio. Quem atirará a primeira pedra? Talvez ela esteja agredindo as pessoas, quem sabe uma forma de chamar a atenção? Quem sabe um pedido de socorro. Será que somos mesmo todos filhos de Deus? Será que somos todos irmãos? Ou será que só somos irmãos quando estamos limpinhos, roupa passada, nova, nos templos cumprimentando-nos: “Paz de Cristo?” “Paz do Senhor?”. Será que, a exemplo, um dia construiremos uma redoma para nos livrarmos desses irmãos não muito irmãos? Será que ao poder público não sobra uma verba para ajudar essa família a cuidar dessa pobre irmã? Será que um vereador não poderá olhar além da redoma e propor essa verba? Até quando essa estupidez nos cegará no cuidado a um irmão e cegará os governantes na disponibilização de míseros centavos que nem sequer corresponde ao que gastam com gasolina por mes? Até quando voltaremos contentes para casa sabendo que essa filha de Deus foi abandonada à chuva, ao sol, ao relento? TAPAJOARAMENTE AZUL,
Caro Helvecio Santos, os seus questionamentos nos levam a pensar até quando seremos cegos para esse abandono humano. A foto postada pelo blog desse ser humano doente jogado na rua é deprimente!!!!